Vídeos discutem como colocar aluno no centro da aprendizagem com uso da tecnologia - PORVIR
Crédito: BrianAJackson/iStockPhoto

Inovações em Educação

Vídeos discutem como colocar aluno no centro da aprendizagem com uso da tecnologia

Metodologias ativas, projetos, games e gamificação, ensino híbrido e Novo Ensino Médio são temas da série Reaprendendo a Aprender, da Microsoft

Parceria com Microsoft

por Fernanda Nogueira ilustração relógio 15 de dezembro de 2020

Com quatro eventos digitais, a série Reaprendendo a Aprender (clique para acessar), produzida pela Microsoft, discute as transformações na educação e reflete sobre como colocar o aluno no centro da aprendizagem por meio do uso da tecnologia. Os vídeos trazem os temas: metodologias ativas e aprendizagem baseada em projetos, games e gamificação e pensamento computacional, ensino híbrido e Novo Ensino Médio. Confira os destaques de cada um deles:

Vídeo 1 – Aprendizagem Baseada em Projetos mediada por Tecnologia
Lilian Bacich, diretora na Tríade Educacional, explica os conceitos de metodologias ativas e aprendizagem baseada em projetos. “As metodologias ativas são percursos metodológicos, em que partindo de um propósito, provocando o aluno, dando sentido para o que está aprendendo, possamos colocá-lo em ação. Para refletir sobre o que realizou e, coletivamente, com o apoio do professor e dos colegas, construir conceitos.”

A aprendizagem baseada em projetos é uma excelente metodologia ativa, segundo a pedagoga. “É potente a ponto de englobar muitas outras estratégias, como aprendizagem colaborativa, estudos de caso, revisão por pares. Tem amplitude que envolve mão na massa, competências e potencial que tecnologias digitais têm para desenvolver todas essas habilidades.”

O educador da Microsoft Fernando Puertas explica como um projeto pode ser dividido em etapas com o design thinking, usado em processos de criação. No trabalho, o professor deixa de ser o detentor do conhecimento e atua como mediador. Ele usa um exemplo real de desenvolvimento de projeto para explicar como podem ser usadas as ferramentas Microsoft, como Teams, Outlook, Planner, Sway, Flipgrid e MakeCode Arcade.

O professor MIE Fellow Raniere Candido traz exemplos concretos do Colégio Paraíso, em Juazeiro do Norte, no Ceará. Mostra como usou o Hacking STEM, da Microsoft, para fazer experimentações, e conta como os alunos criaram um robô educador, com o controlador micro:bit e o MakeCode, entre outros projetos.

Vídeo 2 – Aprendizagem Baseada em Jogos, Gamificação e Pensamento Computacional
Leandro Holanda, cofundador da Tríade Educacional, mostra como usar os games e a gamificação. Ele explica a diferença entre os conceitos. Enquanto os jogos trabalham o desenvolvimento de estratégias pelos estudantes, a gamificação tem um propósito maior e usa os elementos do jogo para atingir esse objetivo. Ambos ajudam a desenvolver as competências gerais da BNCC (Base Nacional Comum Curricular).

Ele destaca a modelagem no Minecraft, com a criação em blocos. “Quando o aluno precisa criar um modelo em três dimensões, precisa estudar. Tem uma etapa de pesquisa, depois aprende a construir no Minecraft e também pode ter um modelo físico.” Há ainda usos em disciplinas como artes e história.
Fernando Puertas mostra como os jogos podem atuar como uma ferramenta pedagógica. “Quando você considera o contexto e consegue trabalhar com o estudante, tem percurso didático mais suave. Usa o prazer, consegue prender a atenção dele no desenvolvimento de competências e do conteúdo curricular.”

O educador faz uma introdução ao pensamento computacional. Traz um histórico do conceito e explica o significado do termo, que é a habilidade de olhar problemas e desconstruí-los em uma linguagem que um computador consiga analisar.

Explica ainda como aprender a programar no Microsoft MakeCode, onde é possível criar o próprio game e ter acesso aos jogos criados pela comunidade. Já no Minecraft é possível criar comandos de programação, associados ao jogo. As duas ferramentas são gratuitas.

Vídeo 3 – Ensino Híbrido
Lilian Bacich explica os conceitos e as diferenças entre EaD (ensino a distância), ensino remoto e ensino híbrido. O último, segundo a pedagoga, é a junção daquilo que o aluno faz remotamente com o que que faz presencialmente, com foco na personalização. “Requer que se tente lidar com alguns desafios, como o papel da tecnologia, do professor, do estudante, da gestão, do espaço, da cultura escolar, envolvendo a família, e da avaliação, que considere o digital.”

Ela traz modelos de ensino híbrido, como o Modelo Virtual Enriquecido, a sala de aula invertida e o modelo flex. “Formar professores para essas mudanças é essencial.”

Fernando Puertas fala sobre as ferramentas da Microsoft, todas gratuitas para instituições de ensino. Mostra como podem ser flexíveis para que a escola e o professor escolham como trabalhar, de acordo com cada realidade. Explica como funcionam o Teams, o OneNote, o SharePoint – nuvem institucional com conteúdos – e o Forms.

Gabriela Magalhães, líder de acessibilidade na Microsoft, fala da importância do tema para o uso da tecnologia. “Acessibilidade é criar boas experiências para todos.” Ela exemplifica recursos como fundo embaçado, legendas, recursos de voz, entre outros.

Conta ainda como funciona o “Crachá de Acessibilidade Microsoft”, que ensina a construir experiências acessíveis, e a “Verificação de Acessibilidade”, que traz dicas e avisos nos documentos. Fernando complementa com explicações sobre como usar as ferramentas no Word, no PowerPoint e no Windows 10.

Vídeo 4 – O Novo Ensino Médio
Maria Alice Carraturi, consultora em educação, fala sobre o que há de novo no ensino médio e o que ele representa para a juventude. Traz dados que mostram o desinteresse dos jovens, os atrasos e as dificuldades na aprendizagem. Uma linha do tempo apresenta a regulação e discussões sobre esta etapa da educação.

A consultora explica a importância do projeto de vida no ensino médio. “Dá ênfase ao protagonismo do estudante, ele vai escolher o caminho que vai seguir. O professor vai ter que ter novas metodologias de ensino. A ideia é que o estudante permaneça na escola e não abandone.”

Ela comenta ainda a nova estrutura curricular, a BNCC, os itinerários formativos e a ampliação da carga horária geral. “São esses os pilares do novo ensino médio. Um modelo totalmente flexível e diversificado.” O objetivo final é atingir a educação integral.

“O Brasil precisava avançar e colocar o aluno como protagonista”, diz Fabíola Giglio, especialista em educação da Microsoft.

Fernando Puertas traz reflexões sobre o mundo do trabalho e sobre as abordagens de uma educação inovadora. Mostra ainda como usar as tecnologias para enfrentar os desafios do Novo Ensino Médio, usando-as como ferramentas para o desenvolvimento de competências por meio da aprendizagem criativa.

Ele apresenta plataformas que facilitam o trabalho do professor. O Microsoft Learn tem trilhas de aprendizagem flexíveis para o estudante sobre temas como inteligência artificial. O Microsoft Educator Center tem cursos para os professores, sobre ferramentas e também sobre temas como ensino e aprendizagem, metodologias ativas e outros. “Os educadores precisam ter condições para mudar”, afirma Fernando.

Débora Garofalo, gestora de tecnologia da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e professora, fala sobre o projeto de programação e robótica com sucata que desenvolveu com seus alunos. “Quando a gente traz a cultura maker, tem a possibilidade de potencializar o aprendizado.”

Ela conta ainda como funciona o projeto de inovação da rede estadual de educação paulista. “É uma oportunidade para os estudantes poderem criar, construir, idealizar, projetar. Isso é fundamental para que a gente exerça o trabalho com tecnologia.”

Fernanda Yamamoto, coordenadora de projetos educacionais do Senac SP, fala sobre o curso de educação profissional técnica de ensino médio. Ela apresenta a organização do currículo anual. Fernanda Amaral, que também é coordenadora de projetos educacionais do Senac SP, explica como foram as soluções em tecnologia para o trabalho, com a escolha do Microsoft Teams como plataforma educacional. “A gente queria trazer para o aluno uma fluência digital e o contato com software muito utilizados no mercado.”

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aprendizagem baseada em projetos, competências para o século 21, ensino híbrido, ensino médio, formação continuada, tecnologia

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