WhatsApp na aula: o que fazer para tirar o melhor proveito da ferramenta? - PORVIR
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Coronavírus

WhatsApp na aula: o que fazer para tirar o melhor proveito da ferramenta?

Saiba como estabelecer combinados com os alunos sobre horários e conteúdos para conseguir organizar a rotina pessoal e profissional

por Ruam Oliveira ilustração relógio 5 de maio de 2021

Lidar com celulares em sala de aula já foi uma questão que dividiu a opinião de educadores. Só que veio a pandemia, o ensino remoto e, dependendo da realidade, ele é o principal meio que os estudantes possuem para acesso aos conteúdos escolares, como mostrou a pesquisa Painel TIC Covid-19. O uso do aplicativo de mensagens WhatsApp para repassar conteúdos e manter contato entre professores e alunos tornou-se parte do cotidiano das aulas.

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A inserção da tecnologia é vista como um auxílio na aprendizagem. Mas no caso do WhatsApp, por exemplo, alguns outros desafios se apresentam, tais como delimitar horários de uso, interação com as famílias e maneiras de engajar os estudantes. Outras questões tem a ver com a natureza do aplicativo, para comunicação, e não para ser um ambiente virtual de aprendizagem.

Estabeleça combinados
Professores e professoras que utilizam o WhatsApp para repassar os conteúdos aos alunos precisam ser bem claros quanto à necessidade de uso e horários que estarão disponíveis para tirar dúvidas e atender estudantes. Quem reforça isso é a professora Cristiane Dias, do EEF Professor Lapagesse, em Criciúma (SC). Ela conta que a coordenação deixou claro, durante as reuniões de pais, os momentos de contato via WhatsApp entre professor e aluno.

Ser bastante transparente sobre os horários, para Cristiane, é o que facilita a ela poder trabalhar e não ver cruzarem uma fronteira maior do que a devida entre trabalho e escola. Não que o professor não deva prestar atendimento ao aluno caso seja acionado, mas é preciso e saudável, tanto para os alunos quanto para o corpo docente que esses limites sejam obtidos.

Uma das grandes reclamações dos professores está justamente nessa dificuldade entre separar tempo de atividades e ter inclusive um próprio descanso. Outra ação que pode facilitar nessa questão é ter dois números de telefone, um exclusivo para o atendimento aos alunos, e outro número pessoal. Quem aponta isso é o professor Greiton Toledo de Azevedo, do IFGoiano (Instituto Federal Goiano), em Ipameri (GO). Ele próprio adotou essa tática, e já combinou com os alunos quando e como eles podem entrar em contato. No caso de dúvidas, se elas aparecerem fora do horário, ele diz que responde, mas em momento oportuno.

Uma ótima maneira de lidar com o tempo é, segundo Greiton, conversar com a turma e fazê-los entender que os horários devem ser respeitados. Não se trata de uma ordem vertical, mas trazer os estudantes para o protagonismo também, ele diz.

A presença da família também é importante no incentivo aos estudantes que estão em casa. Contudo, não é tarefa de pais e mães a aplicação das atividades, mas podem colaborar dando apoio sempre que possível. O contato de familiares com professores também deve ser compactuado em conjunto e os professores devem também conversar e estabelecer horários para a comunicação.

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Dificuldade de engajamento e agora?
Usar o WhatsApp também pode ter uma outra dificuldade que é se fazer ser entendido e garantir que a informação que chega aos alunos é inteligível. É aqui que professores e professoras vão precisar exercitar a criatividade na hora de aplicar os conteúdos.

O aplicativo de mensagens é uma ferramenta de apoio, é preciso reforçar, e pode ser usada de maneira efetiva para iniciar uma conversa que pode ser retomada em sala na aula seguinte, por exemplo. É assim que a professora Cristiane Dias atua. Ela compartilha com os grupos links de músicas e vídeos, por exemplo, para que a turma veja via WhatsApp e retoma no próximo encontro numa espécie de sala de aula invertida.

As dificuldades de engajamento existem – seja no esquema vídeo chamada, seja no aplicativo de mensagens. E a criatividade do professor pode ser trabalhada em conjunto com o aluno, trazendo-os para dentro do processo todo de aprendizagem.

É utilizando o aplicativo de mensagens, por exemplo, que o professor consegue trabalhar diferentes tipos de comunicação, como oral e escrita.

Outro ponto de destaque é que existe um problema estrutural de acesso a dispositivos eletrônicos. Tendo isso em vista, procure usar com moderaçãoarquivos que ocupem muita  memória do telefone (vídeos, por exemplo).

Resumindo:
– Seja sempre claro e direto nos motivos de estar usando WhatsApp
– Combine com a turma como farão esse uso
– Use a criatividade na hora de enviar conteúdos. Crie uma sensação de expectativa para o que vai acontecer na próxima aula
– Lembre sempre que o aplicativo de mensagens deve ser uma ferramenta de apoio e deve ser usada com outras ferramentas.

Confira mais dicas de conteúdos para serem trabalhados no WhatsApp acessando a ferramenta AprendiZap.


TAGS

coronavírus, engajamento familiar, ensino fundamental, ensino médio, tecnologia

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