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Inovações em Educação

GPS da Natureza pesquisa lugares e sugere atividades ao ar livre

Ferramenta incentiva o contato das crianças com áreas verdes a partir da sugestão de locais e brincadeiras, exercícios e atividades

por Maria Victória Oliveira 13 de dezembro de 2016

Durante as férias, os parques ficam tão cheios de crianças com energia para gastar que as pessoas se perguntam de onde vêm tantos pequenos. Entretanto, muitas famílias têm dificuldades para elaborar atividades ao ar livre, seja na praça, na praia ou no parque. Para incentivar esse contato com áreas verdes e facilitar a elaboração de exercícios e brincadeiras, o programa Criança e Natureza, do Instituto Alana, criou o GPS da Natureza.

Trata-se de uma ferramenta que possibilita a busca por locais verdes ou que possibilitam atividades ao ar livre. A plataforma, lançada em novembro, permite a busca de locais e atividades levando em conta quatro fatores: a faixa etária das pessoas que estão no grupo (crianças de até 6 anos, de 7 a 12 anos, acima de 12 anos ou a família toda); a duração da atividade (15 minutos, 30 minutos, uma hora, duas horas ou metade do dia), o local onde a atividade será realizada (praia, praça, parque)  e o clima (calor, frio, chuva ou uma pesquisa do tempo na cidade).

gps da natureza foto cropDivulgação

Um exemplo rápido: se a ferramenta for ajustada para buscar atividades para jovens acima de 12 anos, com duração de uma hora, em um dia frio no parque, são encontradas 11 sugestões. Entre elas estão: brincar de peteca, caça aos tesouros, caçada de folhas, caminhada ao entardecer, cores de crepúsculo e por aí vai. A simplicidade das brincadeiras propostas é defendida pela coordenadora do programa Criança e Natureza, Lais Fleury. Segundo ela, a ideia da ferramenta é facilitar e inspirar famílias para que elas saiam de casa e vivam mais momentos ao ar livre, investindo na qualidade de vida das pessoas. “Todas as atividades são voltadas para esse olhar de conexão da criança com a natureza. Os exercícios são muito focados na experiência sensorial. São ideias simples, que qualquer pessoa pode propor, sem precisar de muitos materiais ou de fazer um curso. Então são coisas como imitar um pássaro visto na praça até contar quantos tons de verde as crianças conseguem identificar”.

A plataforma também permite a pesquisa por locais. Ao pesquisar parques, por exemplo, são encontrados 113 resultados. Já as praças somam 436. Isso ajuda a desfazer o mito de que São Paulo não tem área verde onde crianças possam se divertir, brincar e se desenvolver. “No nosso imaginário, as cidades não têm natureza. Quando pensamos em São Paulo, não pensamos em natureza e áreas verdes. A gente pensa num mar de prédios. Mas a natureza existe e pode ser acessada”.

Para acessar a plataforma, é preciso fazer um login com uma conta de Facebook ou email. Isso possibilita criar um perfil para cada usuário, que pode, além de pesquisar atividades, pesquisar locais, escolher atividades e locais favoritos, opinar sobre as brincadeiras que já realizou e até sugerir novos exercícios.

Por enquanto, a plataforma está disponível somente para atividades no Rio de Janeiro e São Paulo. Entretanto, Lais afirma que, no futuro, serão adicionadas ao mapa de atividades as unidades de conservação a âmbito nacional.

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tecnologia, uso do território