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Inovações em Educação

Metodologias ativas transformam informação em conhecimento

Pesquisadora apresentará palestra em abril, em Campinas, sobre os desafios da relação entre nativos e imigrantes digitais na sala de aula

por Redação 19 de janeiro de 2017

O acesso à informação pode ser uma das causas da indisciplina e até de atitudes desrespeitosas em sala de aula. Segundo Carolina Defilippi, mestre em educação pela Unisal (Centro Universitário Salesiano de São Paulo) coordenadora da pós-graduação de inovação em educação do IBFE (Instituto Brasileiro de Formação de Educadores), crianças e adolescentes que nasceram em uma sociedade digital, familiarizados com ferramentas tecnológicas e acostumados a encontrar dados de seu interesse com facilidade e rapidamente, muitas vezes acreditam que não precisam respeitar hierarquias. “Eles acham que sabem mais que o professor e passam a afrontá-lo”, afirmou em entrevista ao Porvir.

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Defilippi fará a palestra “Imigrantes digitais educando nativos digitais – como isso funciona em sala de aula?”, no I Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação, no dia 8 de abril, em Campinas, na qual trará os conceitos cunhados por Marc Prensky, especialista em educação e tecnologia, para dialogar com educadores presentes. Segundo o norte-americano, os imigrantes digitais são aqueles que nasceram em um mundo analógico e tiveram que se adaptar ao tecnológico. Mesmo que sejam interessados por tecnologias e dominem ferramentas, eles sempre terão receios e sotaques, como um imigrante que vive em outro país, explica. Já os alunos, são nativos, transitam com naturalidade pelo mundo digital e, pela primeira vez na história, conseguem acessar mais informações que pessoas de gerações anteriores.

O fato de os nativos se manterem atualizados não quer dizer, no entanto, que não precisem da interação com os imigrantes digitais. “Os nativos precisam dos imigrantes para transformar informação em conhecimento. Esse é o novo papel do professor, o de um tutor ou curador, que ajuda os alunos a adquirirem conhecimento”, diz.

A pesquisadora brasileira defende que o caminho para motivar alunos e, consequentemente, conquistar o respeito deles, é abandonar as aulas expositivas e adotar metodologias ativas, pelas quais os estudantes constroem o seu próprio conhecimento. “O professor não detém mais informação que o aluno. Muitas vezes, o jovem estará mais atualizado. Por isso a aula expositiva não faz mais sentido”, defende.

No Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação, que conta com o apoio do Porvir, ela ainda vai apresentar dicas práticas sobre como motivar o aluno e métodos para torná-los ativos. A formação de professores para adotarem metodologias inovadoras, segundo ela, transcende a questão geracional. “Mesmo que novos professores já tenham nascido sociedade digital, eles continuam a ser formados a partir da lógica dos imigrantes digitais”, diz.