Rio inaugura escola sem salas, turmas ou séries - PORVIR
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Inovações em Educação

Rio inaugura escola sem salas, turmas ou séries

Escola municipal, localizada na Rocinha, teve seu espaço alterado para comportar tecnologia e a lógica de ensino em grupo

por Patrícia Gomes ilustração relógio 25 de janeiro de 2013

O Rio de Janeiro começa, nas próximas semanas, a experimentar um novo tipo de escola. Nada de séries, salas de aula com carteiras enfileiradas e crianças ordenadamente caminhando pelo espaço comum. A aposta para dar a 180 crianças e jovens da Rocinha uma educação mais alinhada com o século 21 é o Gente, acrônimo para Ginásio Experimental de Novas Tecnologias, na escola Municipal André Urani. O espaço, que acaba de ser totalmente reformulado para comportar a nova proposta, perdeu paredes, lousas, mesas individuais e professores tradicionais e ganhou grandes salões, tablets, “famílias”, times e mentores.

Não houve pré-seleção. Os alunos que farão parte dessa nova metodologia já são os matriculados na escola antes da reforma. Mas agora as antigas séries serão extintas e não haverá mais as salas de aula tradicionais, com espaço para 30 e poucos alunos. Em vez disso, os jovens – que estariam entre o 7o e 9o anos – serão agrupados em equipes de seis membros, chamadas de “famílias”, independentemente de sua série de origem. A formação das famílias ocorrerá em parte por afinidade, a partir da escolha dos próprios membros, e em parte a pelo diagnóstico de habilidades ao qual os alunos se submeterão no início do ano letivo.

Essa avaliação, que ocorre assim que eles chegarem ao Gente, pretende fazer um raio-x do estado da aprendizagem de cada um, tanto do ponto de vista do conteúdo tradicional quanto das habilidades não cognitivas, como comunicação, senso crítico, autoria. Cada aluno terá um itinerário de aprendizado pessoal, que funciona como uma espécie de playlist, só que em vez de músicas, estarão os pontos que ele precisa aprender ou desenvolver. Será o jovem o responsável por escolher a forma como o conteúdo lhe será entregue – videoaulas, leituras, atividades individuais ou em grupo. Todas as semanas os alunos serão avaliados na Máquina de Testes, um programa inteligente que propõe questões de diferentes níveis de dificuldade, para garantir a evolução no conteúdo. Quando ele não chegar ao resultado esperado, o jovem receberá uma atenção individualizada.

Tal atenção é de responsabilidade do mentor da família, o professor. Cada mentor será responsável por três famílias, que reunidas serão chamadas de equipe. “O mentor deve dar uma educação mais ampla, preocupada não só com os conteúdos tradicionais, mas com higiene, com aspectos socioemocionais do aluno, com a motivação dele”, diz Rafael Parente, subsecretário de novas tecnologias educacionais da Secretaria Municipal de Educação do Rio, explicando a mudança no papel do professor naquele contexto. Em vez de dar aula de português ou matemática, o mentor vai ajudar o aluno a encontrar a informação de que precisa para entender o conteúdo, mesmo que o assunto não seja o da sua formação.

Ilustrações de como será o Gente, na Rocinhacrédito Divulgação

 

Assim, explica Parente, se um professor de língua portuguesa precisar explicar um assunto mais específico de matemática, ele deve pedir ajuda para membros da família, se sentar com o aluno para assistir à videoaula da Educopedia com ele, tentar aprender junto. “O professor não vai ser mais aquele que transmite o conhecimento. Ele vai ser especialista na arte de aprender”, diz o subsecretário. O grupo de mentores que fará parte do Gente foi treinado para essa nova forma de lecionar.

Todos os dias, ao chegarem à escola, os alunos passarão por um momento de acolhida, em que compartilharão com seus pares experiências e expectativas para o dia. A jornada na escola é integral. Neste tempo, com o auxílio de seu itinerário e a liderança do tutor, cada um deverá decidir o que e em que ordem estudar e poderá, à livre escolha, se juntar a grupos de estudo de língua estrangeira, robótica, esportes, artes, desenvolvimento de blogs. É nesse momento que uma pergunta inevitável aparece: mas se o aluno não quiser fazer nada, ele não vai fazer nada, certo? Mais ou menos. Os mentores, explica Parente, estarão sempre por perto para motivar os alunos a avançarem, as avaliações mostrarão quem está ficando para trás e os integrantes da família – o tal grupo de seis – também deve incentivar uns aos outros. “Quando o aluno é protagonista do próprio aprendizado, faz suas escolhas, ele se envolve mais, se empolga mais com a escola.”

A tecnologia é outro fator importante na forma como o projeto foi organizado. Para que os alunos possam escolher entre ambiente virtual ou presencial, era preciso que todos os alunos tivessem acesso a equipamentos e internet. Por isso, cada aluno terá o seu tablet ou netbook e, quando for pedagogicamente justificável, vai poder levá-lo para casa. Todas as dependências do André Urani terão internet sem fio de alta velocidade.


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educação online, escolas inovadoras, tecnologia, videoaulas

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Claudia Cristina Machado

Parabéns pela coragem de enfrentamento de um sistema educacional instituído, em vias de falência, mas ainda forte como Hercules! Movimentos assim são como sementes que podem semear as terras do Brasil. Parabéns!

Thamires

Muito boa esse modelo experimental de ensino. Que seja um sucesso! É necessário incentivar os alunos a aprendizagem através de um ensino diferenciado e eficaz. Não há limitações para aprender e para inovar.

Gledson Souza

Se o modelo é experimental como você sabe que é muito bom?

marcia

ela nao falou que o resultado é bom, disse que o modelo é bom

podemos ter modelos horriveis

jose emanuel monteiro

Só poderemos saber se o modelo é bom o mal pelo resultado. Mas, desde já, não estou acreditando que essa inovação pedagógica traga resultados positivos. Está me parecendo mais uma “invencionice” do que uma evolução.

Flavio

Esse modelo já é implementado na Escola da Ponte em Porto-Portugal tem tempo. E lá, tem dado certo. É um modelo que o Rubem Alves (escritor e ex-reitor da UNICAMP) há muito tempo, briga para implementar.

Luciene Meza

Este projeto é novo, se perceber a data que o projeto nasceu. Por essa razão os resultados ainda não podem ser apresentados. Assim, o projeto é bom, os resultados virão depois… É importante ler bem, antes de tecer comentários, fica a dica!

Sandra Brito

Olá Gledson, entendi que é experimental nesta escola, pois há 30 anos, nosso querido José Pacheco, desenvolve este tipo de trabalho, na Escola da Ponte em Portugal. Temos várias escolas no Brasil em esta metodologia, pesquise sobre o Projeto Âncora, Amorim Lima, Escola Maria Peregrina aqui em São José do Rio Preto, interior de SP. Eu estive lá, e vi a escola que sonhei…..Um abraço!!!!

EDGARD COELHO DE ANDRADE

Olá Sandra,
convido voce a conhecer a VILA ESCOLA PROJETO DE GENTE que funciona em Cumuruxatiba (BAHIA). Visite o site
http://www.vila-escolaprojetodegente.com.br/ e descubra mais uma desta iniciativas inovadoras das escolas democráticas desenvolvida aqui no Brasil sob a condução do e educador, terapeuta e médico Alexandre Cavalcanti.
Saudações
Edgard

Luciene Meza

José Emanuel,

não é “invencionice” é uma realidade latente. Sugiro que leia mais sobre este e outros projetos existente aqui no Brasil – Ex. Escola Municipal Desembargador Amorin Lima, na zona Oeste de SP – existe há 11 anos. Um projeto muito semelhante ao GENTE (do Rio).
Aproveito para questionar o porque de pessoas fazerem críticas por críticas, sem fundamentar suas críticas apresentando posições claras de que há outros projetos melhores ou inovadores. Criticam porque precisam criticar.
Está na hora dessa postura mudar, há colegas professores, que estão atuando numa construção concreta de mudança no cenário educacional brasileiro. Vale a pena, abrir mais os horizontes e perceber as mudanças existentes. Criticas por criticas já estamos fartos.

Rachel Cavalcanti

Ali, no Rio de Janeiro pode até ser experimental. Mas já existem resultados muito positivos em algumas escolas em algumas partes do mundo, inclusive a Lumiar em São Paulo. Outra delas, mais antiga e que inspira outras, é a experiência da Escola da Ponte, que fica em Portugal, perto da cidade do Porto, e que foi muito bem descrita no livro de autoria do Rubem Alves: “A escola com que sempre sonhei e não sabia que existia”.

Carla

Caro, Gledson. Outra proposta bastante semelhante a esta acontece em Portugal na Escola da Ponte (Vila das Aves). A escola já existe há mais de 30 anos e obtém grandes resultados.
Parabenizo a iniciativa e torço para que tenha continuidade .

Vasconcelos Júnior

O modelo pode ser experimenral aqui no Brasil, mas em Portugal e no Estados Unidos já existe a muito tempo um proposta parecida com essa. Basta procurar no google sobre a escola da ponte e a escola sumerhill.

Mateus Alexandre

Porque não é experimental. Isso se baseia em Aprendizagem Cooperativa, teoria educacional relativamente difundida que tem origem estadunidense. A inovação aqui está no investimento e na aprovação da mídia.

Mariana

O modelo é experimental no Rio, mas já existem experiências muito bem sucedidas em Portugal (Escola da Ponte) e nos Estados Unidos (Free Schools).

Ewerton

Esse modelo é experimental aqui no Brasil, mas se você fizer uma breve pesquisa sobre “Escola da Ponte em Portugal”, saberá que é um Sistema Educacional de grande vulto e Sucesso reconhecido naquele País. E, que põe no bolso diversas metodologias ora aplicadas aqui no Brasil. Faço votos para que este modelo de educação chegue o quanto antes no meu Município e preferencialmente de forma gratuita!!!

Fatima Lucia Braga

GENTE será um sucesso .Um maneira de ensinar e aprender de forma diferente e com pessoas que estão empenhadas para conseguir melhorar a Educação carioca,#VQV.

Elen

Fátima, pelo que entendi não é a educação CARIOCA a questão aqui! Sai da caixa. É isso o que esse novo modelo está fazendo, quebrando as paredes para enxergar melhor.

AIRTON RODRIGUES

Educação para a Liberdade, os Direitos Humanos e a Orientação Digital são fundamentais para a viabilidade de métodos ativos de aprendizagem. Na observância da contextualização de uma educação vinculada a um ambiente de informática, as escolas terão presente que: na situação de ensino e aprendizagem, o conhecimento é transposto da situação em que foi criado, inventado ou produzido, e por causa desta transposição didático-virtual deve ser relacionado com a prática ou a experiência do aluno a fim de (re)adquirir significado; a relação entre teoria e prática virtuais requer a concretização dos conteúdos curriculares em situações mais próximas e familiares do aluno, nas quais se incluem as do trabalho e do exercício da cidadania; a aplicação de conhecimentos constituídos na escola às situações da vida cotidiana e da experiência virtual permite seu entendimento, crítica e revisão de conteúdos educativos. A Educopédia viabiliza o despertar da curiosidade intelectual do educando em casa e em sala de aula, estimula o sentido crítico e permite a compreensão do real no virtual, mediante a aquisição de autonomia na capacidade de discernir: exercício da memória, da atenção e do pensamento. E viva a Neill’s Summerhill School brasileira!

Gledson Souza

Coisas feita por dementes para criar mais dementes e acabar de uma vez por todas com a já combalida educação do Brasil. Esse comunistas do Rio conseguem ser piores do que os de Brasilia.
O inverno está chegando. Que Deus nos proteja!

Joana

É você realmente acredita que o modelo tradicional esta criando resultados, formando seres humanos? Talvez seja você o demente!

Ricardo

Gledson está certo. O atual sistema de Ensino não está funcionando porque pessoas como você o destruíram ao longo dos anos. Antes, quando o sistema era rígido, o Ensino era melhor e a Educação Pública era considerada superior. Mas chegaram os pedagogos e o CÂNCER do Paulo Freire e destruíram tudo o que existia. Se você é professora, RASGUE seu diploma. Você não o merece.

Luciene Fernanda da Silva

Não sou historiadora, mas tenho sérias dúvidas se o Ensino era melhor “antes” que “hoje”… Sinto cheiro de falácia.

M

Faz o favor amigo, quando acabar de falar dê a descarga. Consigo sentir o cheiro de merda das suas idéias daqui.
Instruir não é educar. Estou vendo como o ensino “rígido” e “superior” criou você.

Paula

Desculpa mas acho que você não deve lembrar que a educação pública ficou efetivamente sucateada com a nossa “queridíssima” ditadura militar. Eles sim bloquearam o acesso a informações e cursos que estimulassem o pensamento crítico, como filosofia, contribuindo para uma alienação cada vez maior.
Não entendi muito bem esse novo modelo, não posso dizer se é melhor ou não do que a educação tradicional, pelo que eu li não entendi se haverá a disciplina necessária para matérias mais puxadas como física, química e matemática.

Maria Lucia Lima

Infelizmente algumas pessoas se dizem pedagogos e tem uma mente super fechada. Talvez queiram a volta da palmatória.
Acho que este modelo tem tudo pra dar certo. Parabéns pela iniciativa

Ewerton

Ai, vc conheceu o Paulo Freire aonde? Num Baile Funk?? Ou numa roda de Pagode?!?! E pra quem acha que a Ditadura ferrou com o Brasil, dá uma revisada na História da Educação de 1950 até 1964… sem compromisso! E depois, se tiver um pouco de humildade e respeito poste aqui suas desculpas!!!!

marcia

pelo visto que tem problemas é vc

Edward Vieira

Luciene, também não sou historiador e concordo com você. Acho que essa falácia foi criada pelo fato de que, no passado, os alunos eram melhores, devido à cruel seleção que só permitia ingresso aos melhores. E os que não eram melhores iam para onde? Não iam… Hoje há vagas para todos (ou quase). Melhores ou não.

Luciene Meza

Leio os bate bocas… Que coisa! Que nível! São vocês professores!?
Pois bem… Se sim, como precisamos melhorar mesmo a educação no país a começar por professores que tem essa postura que li aqui – lamentável. A pior vergonha a se sentir é a vergonha alheia.
Que tipo de professores são, que alunos vocês ajudam a se desenvolver tendo posturas assim??

Bem, melhorando a discussão, o projeto GENTE como o da escola Amorin Lima em SP são exemplos de que a educação pode ser transformada neste país. Que um novo conceito de escola está sendo construído e que a verticalização do ensino pode ser mudado. O empoderamento do aluno e do professor é possível quando travamos esse rompimento com o velho paradigma e transformamos mudanças em construção do saber de forma emancipatória. Os alunos são do século XXI, necessitamos de escolas e professores do século XXI. Não como temos hoje em nosso país, onde a educação parou no século XIX. A inovação vai além da valorização do professor, ela perpassa as relações institucional – afinal, a escola como instituição moderna, mantêm seu papel social.

Ewerton

Qual a sua formação, cidadão?!?!

Simon Salama

Chegamos ao fundo do poço, educacional, cultural, social. Qualquer tentativa, agora desesperada, é válida!

Pedro Bergamo

Impressionante o nosso modelo escolar tradicional, que data de 200 anos, não funcionar mais. Afinal, foram “só” duzentos aninhos, quem disse que é hora de mudanças?

Ainda bem que já existem essas iniciativas, que além de terem refletido sobre o desgaste do modelo tradicional de ensino, propõe novas abordagens. Desejo muito sucesso ao projeto!

Ricardo

Falácia. Nosso modelo atual não data de 200 anos. Foi estuprado a partir da década de 1970, onde aluno pode tudo e professor é achincalhado, humilhado, atacado, ofendido, vilipendiado e tido como vilão. Na década de 1960, professores eram bem remunerados, respeitados e reconhecidos. Alunos eram cobrados por seu desempenho, as provas eram difíceis e os sistemas vestibulares eram rigorosos. Hoje temos o coitadismo, as proteções e alunos batendo em professores, diretores humilhando mestres e pais querendo que tudo se resolva na escola, pois não querem usar de autoridade em casa e se revoltam quando o professor dá nota baixa por o aluno não ter estudado. Professores são ameaçados de morte ou de demissão caso não dancem conforme a música. Volte-se o Ensino como era e chega dessas novidades macabras.

Luciene Fernanda da Silva

Nem na época das aulas régias (lá pelo século XVIII) eram os professores “bem remunerados, respeitados e reconhecidos”…

Yoko

E vc acha que a culpa é do ensino?
Muitos trabalhos já mostraram que o método pedagógico de hoje é falho. Uma pessoa aprende muito mais quando não decora, quando não engole o que o professor diz.
Leia um pouquinho.

Pedro Bergamo

Pelo visto você não sabe o que significa modelo educacional… você só me deu exemplos da deterioração do próprio. Ou você acha que entre dos anos 60 para os 70 o MODELO mudou? Não, o que aconteceu foi sua deterioração, contínua até os dias de hoje.

Mais uma vez, aplausos pros que tem coragem de mudar.

jeank

falou pouco….issso msm! novas idéias GENTE…

Rafael Parente

É importante dizer que há grandes parceiros nesse projeto (institutos, fundações, empresas) e também o MEC, que quer experimentar o modelo em outras cidades e estados.

Ricardo

MEC defende aprovação automática. Isso lhe diz algo? Brasil: onde se queima livros, persegue-se escritores e deixa apodrecer material escolar. Verba? Só para times de futebol e assistencialismo para garantir votos.

Rafael Parente

Ricardo, o MEC defende o ciclo nos 3 primeiros anos, como acontece com a enorme maioria dos países no mundo. Aliás, o triste é que o Brasil é um dos países do mundo com maior taxa de reprovação. Além disso, é o ministério com o maior volume de investimentos e que tem nos apoiado muito no Rio de Janeiro. Mas esse debate não está muito relacionado com o GENTE, a não ser pelo fato de que aqui também temos o importantíssimo apoio do ministério. Minha sugestão é que você busque se aprofundar nos assuntos antes de criticar e quando o fizer, busque a melhor maneira e as melhores palavras.

Bárbara Lima

Eu tenho um pouco de receio dessa história de o professor de uma matéria ter que ensinar uma outra matéria na qual ele não é formado. Acho que esse é um sistema que desmotiva ainda mais os professores e o pior, desmotiva os estudantes a ser tornarem futuros professores. Tirando isso qcho que pode ser uma boa ideia.

Rafael Parente

Bárbara Lima, é um novo papel, muito mais importante para o professor — o de arquiteto da aprendizagem, especialista na arte de aprender. Nas nossas experiências aqui no Rio isso tem dado muito certo. Acabou essa história de transmissão de informações, de “dar aulas”. O processo de aprendizagem é social, pessoal, contextualizado, ativo.

Maria Elaine de Carvalho Castro

Fiquei encantada pela escola sem turma, série, com o “mentor”, estilo uma família…esse tipo de educação dará um salto gigante e estimulará as crianças/jovens a voltarem a ter gosto pelo estudo. As avaliações tb conseguirão enfim modificar as “provas”/avaliações antigas e que comprometem o educando com seu desenvolvimento, com sua história. Esse R. Parente é genial!

Sandra Brito

Belíssima iniciativa, espero que todos trabalhem com muita cooperação e comprometimento…. tenho certeza vai dar tudo certo… meu sonho é ver todas as escolas brasileiras, com esta estratégia e metodologia, parabéns!!!!

Val

Eu super apoio.. É uma iniciativa excelente… Com certeza vai funcionar…

Heloísa Pinheiro

Esperei muito por esta escola pública, sem muros. Maravilha!!!
Desenvolvi o PROJETO CARACOL por 34 anos, mas era privado… os resultados foram fantásticos.
Quero poder visitá-los e manter contato … podem mandar o endereço e a agenda de visitas?
Obrigada

Rafael Parente

Heloísa, vamos trocar ideias! A escola estará aberta a visitas a partir de março desse ano. Abraços e obrigado.

Elisa Cristina Gama Fontes Ferreira

Fico imensamente comovida, emocionada e esperançosa… Viva os princípios da ESCOLA DA PONTE!!!!! Quero muito visitar e poder desde o início, acompanhar o mais perto possível esse trabalho que promete ser MARAVILHOSO!!!!
Que pena que não pude usufruir desse modelo de educação democrática! Mas me orgulho de estar na área da educação e poder contribuir de forma significativa com o sucesso da escola pública!

Andrea Ferreira

Fiquei com vontade de conhecer o projeto. Acredito em iniciativas como essas e espero que tudo corra bem.

Francisco Velásquez

Olá todos,

A proposta do GENTE é ganhar escala por toda rede municipal do Rio. O modelo pode ser replicado pelo Brasil facilmente. A inspiração da Escola da Ponte e de outros, sonho de todos os educadores modernos, tem agora a materialização dele. Os gestores ousados podem ter agora uma instigante escola que atende as nescessidades para esses tempos. Atentem no teto para o papel do professor nesse modelo…

Regina

Precisamos de um GENTE na 5ª Coordenadoria Regional de Educação e acho q tem uma escola aberta a esse modelo Rafael Parente!!

Rafael Parente

Oba! Então teremos um GENTE na 5a CRE em breve!!! :)))

Elisa Cristina Gama Fontes Ferreira

Oi Rafael,
Faço minhas as palavras da Regina( 5ª CRE)
Precisamos de um GENTE na 8ª Coordenadoria Regional de Educação e acho q tem uma escola aberta a esse modelo Rafael Parente!!

Rafael Parente

Elisa, eu fico super feliz com a sua mensagem! Vamos falar por email para caminhar com o GENTE em outras CREs. Tenho me reunido com os diretores e não tenho como descrever a alegria que me dá com o entusiasmo de todos da SME Rio com essa nova proposta. Um grande abraço.

Claudia Madeira

Ficaria muito feliz de ver implementado o projeto também na 3a. CRE! Parabéns pela iniciativa!

Rafael Parente

Já temos uma forte candidata (escola) que provavelmente “virará GENTE” em breve :)

Gabriela Silva

Não acredito que chegamos ao fim do poço e nem toda a experiência é válida. Caso fosse o fim, por que continuar tentando? Por que tentar? Não vejo o GENTE como proposta…vejo como ação válida, inteligente que concretiza os ideais expostos acima, na reportagem. Sim…uma oportunidade onde o aluno seja o protagonista do próprio aprendizado, com um espaço que oportunize isso, é maravilhoso. Vamos acreditar! q

Gabriela Silva

Vejo o GENTE como ação válida, inteligente, que concretiza os ideais expostos acima, na reportagem. Sim…uma oportunidade onde o aluno seja o protagonista do próprio aprendizado, com um espaço que oportunize isso, é maravilhoso. Vamos acreditar! Que todos os envolvidos se esforcem ao máximo! Parabéns aos idealizadores. Fico muito feliz pois os alunos viverão momentos ímpares!

Rita

Lembra um pouco a Escola da Ponte, em Portugal. Acho válida a tentativa, desde que haja uma estrutura sólida para que possa dar certo.

REGINALDO DIAS GAMA DA SILVA

ADOREI A IDEIA,………………….ESCOLA DA PONTE,………………. PORÉM EU JÁ CONHECIA DA MATRIZ…..POR TER LIDO OU AMIGOS QUE JÁ HÁVIA IDO EM PORTUGAL……..MAIS ESTOU ACHANDO MUITO BOM QUE ESTALESSE NO BRASIL, AGORA NO RIO, GOSTARIA MUITO QUE VIESSE PARA A CAPITAL – SÃO PAUALO. PARA PROFºS COMO EU INTERESSADO A TRABALHAR DE MANEIRA DIFERENTE, INOVADORA, CORRER DO TRADICIONAL……BUSCAR UMA LUZ NO FUNDO DO TÚNEL……….PROFº DE HISTÓRIA

Consuelo

Minha filha está entrando no Ensino Fundamental I este ano e quis muito colocá-la no Amorim Lima, mas em São Paulo (capital) ela é a única escola nesse modelo. Não consegui, pois a escola fica muito longe da minha casa e não temos carro (nem queremos ter).
Seria maravilhoso que esse modelo se disseminasse pelas escolas públicas de São Paulo também.
Parabéns pela iniciativa! Fico muito feliz.

Anatalia Almeida Cesar Pena

Parabéns pela iniciativa e coragem. Que seja um sucesso…
Se um professor será responsável por 3 famílias e cada família é composta de 6 membros. 18 alunos para um professor é o sonho de todo educador. Eu defendo a proposta de reduzirmos o número de alunos por turma para que possamos ter como acompanhar, criar vínculos e orientar a aprendizagem dos alunos. Nas turmas com 35 ou mais é difícil e olha que já avançamos… eu já tive 42 numa sala de 1ª série.

Osvaldo de Souza

Nosso movimento tem q apoiar e muito este tipo de iniciativa. Mas vamos tbm olhar com olhar crítico para que fique ainda melhor. O esquema deles é do tipo Amorim Lima (já existe a quase 10 anos), na matéria falam em playlist o que no Amorim são os Roteiros. Isso é muito bom, o estudante escolher seu caminho, ou seja, QUANDO quer estudar certo conteúdo. Mas ainda temos q dar um passo e o estudante escolher O QUE quer estudar.
Além disso é importante que ele participe dos processos decisórios, assembleias, planejamentos etc. Ainda acreditamos que o conteúdo é absoluto e neutro, está acima do bem e do mal. Precisamos questionar mais os conteúdos tradicionais. Pq ensinamos e aprendemos isso e não aquilo?

regina balthazar pundek

GENTE, o futuro está gritando a nossa frente uma nova necessidade ou até mesmo o resgate do velho, do natural, dos valores que estão em desuso e, o mundo da educação precisa celebrar as mudanças porque a sociedade insiste em manter o velho formato tradicional e conteudista onde a autoridade de um professor calava a curiosidade e criatividade dos aprendizes, que viravam todos alunos. Que venha muita GENTE por aí e que possam oferecer a muita criança a liberdade de decidir e a aprendizagem da autonomia. É o que muitos de nós, educadores, desejamos para nosso país.

Saulo Salgado Wanderley

Tomada a decisão por quem de direito, torçamos pelo melhor resultado e aguardemos os resultados. Nos tempos de transição que correm, liderar tendo qualidades para tanto é muito melhor que mandar; estimular a manifestação do interesse é inteligente; prover meios da época é altamente desejável, pelo menos; acompanhar o interessado em aprender no processo de aprender, sem autoridade humilhante, é fundamental; grupos pequenos reduzem as diferenças que dificultam o aprendizado dos mais tímidos… é, esperemos agora pelo resultado…
Boa sorte para o Parente e para os de casa!…

Flora Pizetta Torres

sou estudante de psicologia na UFF (niteroi) e atualmente faço um estagio na Escola da Ponte, em Portugal. Obviamente lembrei muito de tudo o que venho experienciado aqui. Gostaria muito de saber algum contato desta escola ou de alguém que possa me contar mais deste belo processo!

Obrigada e parabéns pelo portal!

Rafael Parente

Olá, Flora. Será um prazer lhe explicar mais. Meu email é rafaelparente@rioeduca.net. Abraços.

Rosana da Silva Pinto

Na boa; vai contar essa historinha pra outro. Escola fora dos moldes tradicionais, me poupe. Temos que preparar esses alunos para exercerem a autonomia, do contrário, vai virar bagunça. Isso mesmo BA GUN ÇAAAAA!!! Acorda gente… ainda mais que pobre atualmente está na moda. Estão querendo enfeitar o pavão já o Rio está nadando nos recursos.

Thaís Seabra

Pergunto: haverá formação de professores também? Como os educadores serão preparados para entrar nesse projeto? Uma proposta tão interessante não pode deixar de contemplar a formação de professores, ainda tão tradicional. Adianta planejar novas formas de aducar Sem pensar no educador/mentor? Serão os mentores professores formados pelo atual sistema de ensino universitário?

Rafael Parente

Thaís, há um processo de desenvolvimento profissional chamado de TRANSCURSO GENTE para isso. Esse processo também é personalizado para as necessidades e realidades de cada educador e envolve uma pesquisa-ação. Em breve ele estará disponível para todas as escolas que quiserem utilizá-lo.

Andrea Ferreira

Boa noite,
Participam desse projeto apenas professores da rede municipal? aguardo resposta.

Rafael Parente

Sim. Por enquanto, só a rede municipal do Rio de Janeiro, mas tenho certeza que será extendido em breve.

Michel Souza

Achei interessante e válida a iniciativa. Agora, coisa que pouco ouvimos falarem: é primordial, paralelamente, um processo de valorização REAL dos professores, com um salário que permita não apenas subsistir, mas consumir cultura, investir em aperfeiçoamento, etc. Vemos todos os dias políticos aumentando seus salários de forma exorbitante, e os professores, quando reajustados, muito mal (quando ocorre) suprindo a inflação.

Evaristo de Almeida

Acho interessante a iniciativa, já era tempo de entrarmos no século 21.

elson silva araújo

Desejo sucesso. Visto que, as referências são as melhores um pouco de J. J. Rousseau em Emilio, ou da Educação, uma pitada da experiência do CIEM-Unb 1964-1971 abortada pela ditadura militar e por fim a proposta integral do baluarte da educação brasileira Anísio Teixeira, desaparecido no período da ditadura militar no Brasil.

Sucesso!!!!!

Ricardo

Só alguém bem IMBECIL acha que isso servirá para algo. Apenas propaganda de uma metodologia retardada que não fará ninguém aprender nada, pois o que estamos vendo é a imbecilização dos jovens, pois não cobramos nada deles. É uma total falta de vergonha, não pela matéria em si, mas ver que tem incompetentes que se chamam professores aprovar uma aula que não é aula, uma turma que não é turma e uma escola que não é escola. Os alunos não aprenderão nada, pois não há disciplina (nos dois sentidos), não há matéria a ser ensinada, não há NADA. E por quê? Para manter o status quo e enganar a população e esconder os péssimos resultados educacionais, onde o PISA mostrou que a Educação no Brasil é uma vergonha e as últimas classificações internacionais colocaram o Brasil à frente apenas da Indonésia, um país que está acabando com as aulas de Ciência em prol do ensino religioso e Criacionismo.

Parabéns, pedagogos: o Brasil está cada vez mais ignorante graças a vocês. Não há diferença nenhuma entre vocês e astrólogos e defensores da pseudociência da homeopatia.

MARCOS ROBERTO DOS SANTOS

Boa tarde Ricardo!
Com todo respeito a seu comentário e o entendo perfeitamente. Porém, não posso concordar com você.
Sou professor, sei como está a situação das aulas nos dias de hoje e afirmo: mesmo em quatro paredes com professores (tentado) ensinar, a verdade é que não há aula. E outra, em pleno século XXI estamos com metodologia de se ensinar do século XVI, tradicional dos jesuítas; a verdade é que isto não funciona mais. Em uma época em que a tecnologia comanda nosso comportamento não tem como nem porque nos apegarmos ao método tradicional.
Como bem disse Mercadante (Ministro do Educação) nossas escolas são do século XIX, nossos professores são do século XX e nossos alunos são do século XXI.
Ainda temos escolas (quatro paredes) em que o professor retira o “giz” na sala dos professores e vão “ensinar” em sala de aula que tem o quadro negro pendurado (fixado) na parede, local os alunos estão “equipados” com celulares, tablets e outras coisas mais, tudo com acesso à internet.
Sinceramente? Estou confiante neste projeto aqui apresentado.
Sugiro que leia o livro de Ivan Illich – “Sociedade sem Escolas” ou assista ao vídeo disponível no link http://www.youtube.com/watch?v=L4da3qZhegU
Abraços!

rafael serra

O salário dos professores, que já é baixo, vai ser ainda menor já que seu papel será de menor atuação no processo de ensino? Vejo-o dentro desta metodologia perdendo espaço e importância na escola e seu conhecimento acadêmico sendo pouco relevante no ensino. Não acho a proposta ruim, apenas devemos questionar o futuro dos professores neste novo contexto. Pretendo fazer licenciatura, porém, me questiono se serei realmente importante no contemporâneo processo de educação, e logicamente também o quanto serei remunerado para isto.

zulmira amaral

Fico feliz de saber que novos modos de educar estão sento aplicados,torço para dar certo…

Robson Vilela

Uma iniciativa bastante louvável em minha opinião,pois vem no sentido de proporcionar uma ruptura em nossa cultura educacional e reverter velhos hábitos nacionais no que diz respeito a projeto cognitivo.

Yara Lucia de Vasconcellos Moreira

Olá.
Meu nome é Yara Lucia de Vasconcellos Moreira. Moro atualmente no Triângulo Mineiro e atuo em uma escola pública.
A princípio achei a ideia apaixonante! Por isso gostaria de receber maiores informações sobre o GENTE.
Se realmente for viável, gostaria de conhecer bem o projeto para _quem sabe_ tentar discuti-la entre meus colegas de trabalho. Sou professora de história.

Igor Guadalupe Coelho

Sensacional iniciativa. Parabéns pelo projeto e aguardo novas publicações.

aurelio

Isso! Vamos usar nossas crianças como cobaia destas experiencias futuristas, são apenas crianças da favela… a incompetência dos senhores me assusta! Cumpram o que está na constituição seus incompetentes!

Ernandes A. Fernandes Júnior

Como aluno de Licenciatura em Química na USP (e grande interessado em projetos como o descrito na matéria) peço: Por favor, aponte em que lugar da Constituição está escrito algo que está “experiência futurista” deixa de cumprir! Se você se desse ao trabalho de consultar a Constituição veria que o que ela diz sobre ensino é – resumidamente – que todos tem direito à Educação, sem especificar o estilo de aulas, que a escola deve fornecer materiais didáticos, sem especificar se serão livros ou tablets, e que todos têm direito a montar uma escola particular, desde que em nenhum lugar do Brasil haja apenas escolas particulares.
Aliás, incompetência é ver que a atual escola brasileira é um fracasso em termos de desempenho dos alunos nos testes internacionais, a escola dos anos 70 e anteriores era um retumbante fracasso em termos de evasão de alunos (devido a forma como ela os avaliava, ou você nunca ouviu falar no “exame de admissão para o Ginásio”?) e não propor nada novo!

joab dias couto

É lamentável que mesmo no nosso meio exista tanta relutância para aplicar o novo. Toda e qualquer iniciativa de mudança deve ser analisada e aplicada nas escolas para que se consigam melhores resultados para os alunos. Outros projetos e outras experiências estão acontecendo por este Brasil afora, divulguem-nas e acolham as reclamações que porventura apareçam.

MARCOS ROBERTO DOS SANTOS

Gostaria muito de uma oportunidade para conhecer este novo tipo de aula.
Percebo nisto uma confirmação do que já era defendido por Ivan Illich – “Sociedade sem Escolas”.
Sucesso a todas e a todos os envolvidos no projeto.

Maurício Boyance Sancho

A ideia de escola precisa de uma transmutação intensa e urgente. Esta é uma experiência em que se aposta muitas fichas e onde todo cuidado deve ser tomado para que os pequenos sucessos e o possível aprendizado não se perca em memórias individuais. Possivelmente as ações de implantação do projeto serão registradas em vídeo como documentação para estudo e divulgação. Como responsável pelas Oficinas de Vídeo do Núcleo de Arte Copacabana, proponho então a formação de uma “equipe” de alunos, que serão capacitados a produzir os registros do dia a dia assim como realizar produções pedagógicas e criativas no decorrer de sua vivência educacional.
Gostaria muito de contribuir com esta corajosa iniciativa oferecendo meus serviços de P1 de Artes Cências, 2 matrículas, 36h + 16h, atuando como professor da Oficina de Vídeo do Núcleo de Arte Copacabana, atuando a mais de 10 anos com alunos de 4° ano a 9°, e a 3 anos buscando a melhor forma de implantar uma equipe de produção vídeo nas vertentes: Registro de Ações Pedagógicas; Trabalho Escolar de Grupo de Alunos e Criação de Conteúdo Televisivo e Cinematográfico
Maurício Sancho
cel.: 9999 1547

Rafael Parente

Maurício, se você tiver tempo para isso, acho muito bacana. Abraços.

Inês Fernandes

Foi o que vi de mais inovador na educação brasileira. Espero que o resultado seja o que todos nós esperamos, brasileiros mais sensíveis para os problemas sociais e ambientais. Com certeza serão brasileiros mais completos e realizados.

Márcia Salgado

Acredito, vai dar certo!
É possível que não seja fácil, mas há desejo. Dará!

O adestramento do corpo potente sem rosto e a disposição da mobília da sala de aula, trata de como a mobília impõe que os corpos em desenvolvimento fiquem à disposição de alguém, numa instituição de aprendizagem voltada para a troca de conhecimento. O que pode um corpo? Se expressar, ter momentos relâmpagos de ideias e sensações. O que pode uma sala construída com a finalidade promover a inclusão sociocultural, a qual apresenta sua mobília o adestramento para corpos rígidos, controlados, direcionados para um único olhar, sem permissão para verem uns aos outros se expressarem e sentirem liberdade para trocas, afetos, conhecimentos, descobertas da diversidade cultural inerente a cada corpo em confronto ao corpo autoritário.
Em 2007 em Santo Antonio de Posse – interior de São Paulo, atuava como arte educadora para o projeto de estímulo à leitura. Ao adentrar e me apresentar aos alunos, propus a mudança do posicionamento das carteiras, ao invés de se sentarem uma atrás da outra, propus que as crianças colocassem as carteira de modo a formar um grande círculo, assim poderiam ver umas às outras. Perguntei às crianças o que achavam ao se sentarem nesta forma, uma menina de aproximadamente 11 anos me respondeu: “Assim parece que somos importantes!” Márcia Salgado – Comunicação e Artes do Corpo

Rosângela Gomes

Parabéns! A felicidade veio ao meu coração por saber dessa novidade no Brasil, pois estou cansada de ouvir falarem em salas de aulas sem cadeiras, sem teto, sem professores, sem merenda, sem segurança e etc. Sucesso ao projeto e a todos os seus idealizadores. Abçs

Rê Fernandes

Tenho vontade de participar desse projeto. Tenho uma militância notória na área de educação na qual tenho a proposta de Educação Sinestética, publicada em seminários e textos e uma metodologia experimentada no Programa Recriança, extinto no governo Collor. A quem devo me dirigir?

Rafael Parente

Rê, vamos falar por email. O meu é rafaelparente@rioeduca.net.

Luciana Henn

Olá, parabéns pelo projeto! Gostaria de saber quais instrumentos de avaliação serão usados para diagnosticar os alunos no início do ano. Obrigada!

Rafael Parente

Luciana, há duas empresas oferecendo sistemas de diagnósticos de habilidades cognitivas que vamos experimentar. Uma é a Geekie e a outra é a Tamboro. Para habilidades não-cognitivas, vamos utilizar um instrumento criado pelo Professor Antônio Carlos Gomes da Costa, um dos líderes da criação do Estatudo da Criança e do Adolescente e um dos educadores mais humanos que tive o prazer de conhecer.

Henrique

Gostei muito dessa matéria! Esse projeto se parece muito com o trabalho que estamos desenvolvendo na minha empresa. O importante não é ensinar, mas sim aprender.
Bem bacana! Quero acompanhar bem de perto os resultados.

EDNA MARIA GALDINO

Sou professora
Gostei muito do que li.
Se for possivel gostaria dereceber noticias deste projeto.

obg

Edna Galdino (Curitiba)

Rafael Parente

Edna, acho que o Porvir deve fazer algumas publicações frequentes, mas também teremos o site do GENTE. Abraços!

Vanda

Sugiro a você, que é de Curitiba, que conheça um Colégio SESI. Nosso sistema é semelhante a esse, só que para Ensino Médio. Oferecem-se oficinas de aprendizagem de acordo com o interesse dos alunos. Trabalham em equipe e o “mentor” é um professor especialista na área. As aulas são voltadas à pesquisa (o professor apenas orienta) e os alunos são livres para escolherem a oficina e os integrantes da equipe de trabalho, independentemente da série. A avaliação é feita por instrumentos diversos e há conceito para a equipe e para o aluno individualmente. O resultado disso tudo são alunos críticos, bem preparados, que sabem trabalhar em equipe e com autonomia. Aqui, pelo menos, dá certo.

Ivane Silva Sales

Gente, GENTE não é uma invencionice não. É um trabalho muito bem sucedido há mais de 30 anos, calculando por alto, em outro lugar, longe na Geografia e perto do coração. E acredito que aqui essas escolas citadas ( de São José do Rio Preto e Cumuruxatiba) estejam indo bem na sua linha de seriedade. Só fico preocupada aqui no Rio de Janeiro pois a GENTE vive presenciando maquiagens de projetos, em meio a grandes e sofridos esforços individuais. Há de haver maior senso de compromisso para cuidar do funcionamento responsável dos equipamentos cibernéticos (Internet) e deverá haver maior seriedade na previsão de uma tecnologia pedagógica e não somente de aparelhagem eletrônica e materiais modernosos, uma tecnologia que chegue ao fim ( ou topo) do processo educativo, e nos brinde com inovação em AVALIAÇÃO.
GENTE, vocês todos , sejam Rafaelos ou Ricardos : uns dentro ou do lado da máquina administrativa, outros fora _ cada um com sua linguagem e postura condizente com o clima em que vivem e pugnam. Porém, se permanecem no mesmo espaço de discussão é porque se há o hiato, há a ponte ,ainda invisível mas uma provável Ponte da Escola -que é a fonte das vontades de que o ensino dê certo. Continuem em linha, só baixem a guarda um com o outro, um de um lado com seu linguajar institucional e outro com sua língua radical, nada institucional…Não se percam nesses passos, se encontrem na canção do ensino restaurado e respeitado. Abraços para todos. Vamos nos encontrar numa Assembleia, que muitas vêm por aí, neste Século de Luzes.
Alô, Maurício Boyance Sancho, é por aí_você foi o primeiro que eu vi com preocupação realista e entusiasmo mais prático. Sucesso !
Alô, Luciana Henn, você também.

Rafael Parente

Pessoal, quem quiser conhecer mais, contribuir, dialogar ou criticar com respeito e com a intenção de melhorar, estamos 100% abertos — meu email é rafaelparente@rioeduca.net. As visitas à escola só devem começar em março ou abril. Em breve teremos um site e acredito que o Porvir continuará contando os próximos passos da escola. Agradeço a todos pelos comentários.

Thais

Achei uma iniciativa muito válida, mas como algumas outras já comentaram, tem assuntos mais pesados (ou chatinhos, vá do seu gosto) como física, matemática, química, biologia que precisarão de algum embasamento teórico clássico maior.

Mas acho a iniciativa GENIAL como complemento, pode servir para trazer de volta o interesse do aluno em aprender e respeitar seus professores, o que, a meu ver de leiga, é o que falta para muitas crianças e adolescentes! :) Por mais que ele não goste de ter aulas de física com números e fórmulas, pode achar interessante ter uma conversa sobre aplicação prática disso, ou mesmo sobre a história da física, pesquisas na área, etc. Acho que falta esse tipo de interesse nas escolas atualmente, senão ficaremos sempre com o mesmo padrão e avanços criativos não serão feitos.
(Como inovar se você aprende as coisas no mesmo esquema que seus pais, avós, bisavós aprenderam?)

Alexandre Tavares Lima

Metodologia Montessoriana contribuindo para o aprendizado nacional! É isso aí!!!

Teka Silva

A escola dos meus sonhos de professora. Deixar o aluno à vontade para aprender e ensinar o colega, escolher aquilo que quer aprender e com aprender…vai demorar chegar ao Brasil inteiro? É para todos?

Rafael Parente

Espero que não demore ;) Por enquanto só na Rocinha.

Thomaz R Gonçalves

Parabéns pela iniciativa, e nem vale a pena dar atenção para as “múmias da educação”, esses “velhos de alma” logo vão morrer, e a nova geração de professores, mentores e educadores vai construir uma nova forma de educação muito mais humanizada e eficiente. Assim espero. Boa sorte aos envolvidos! =]

GW

Cuidado com o já ancestral pensamento do “novo contra o velho”. Primeiro, pois acho que a educação se torna humana não quando colocamos o digital mais em contato com os alunos, mas quando colocamos o humano mais em contato com o aluno, tipo o que os humanos fizeram até aqui, o que os humanos deixaram etc. E dizer que essas novas metodologias tornam a educação mais eficiente pressupõe que saibamos qual resultado deve vir, algo que dúvido que alguém tenha convictamente. Claro que o saudosismo o passadismo também permeado com afirmações e práticas que devemos pensar se têm sentido, seja o “obedecer incontestemente” até o “aprendizado” na base da pancada e da humilhação.

Humberto Caminha da Silva

Quando cursei o colegial em 1950, discutia com os meus professores sobre a forma como as matérias eram apresentadas aos alunos. Questionava o interesse em saber de cor datas históricas de eventos que não eram conhecidos as razões, o que se pretendia nem porque se lutava por querras de mudanças de poder pessoal. A grande maioria deles se esquivavam de responder qualquer questão conceitual… Não sabiam! Curioso, ia buscar o conhecimento em outras fontes e que por vezes, infelizmente, não eram confiáveis, mas sempre fazia crescer a minha curiosidade. Sempre julguei que o mais importante para o mestre era provocar a curiosidade no aprendiz. Quem sabe com este modelo os professores serão valorizados e ao aprendiz o crédito da escolha.

Alexandre

Seria bom implementarmos tb como experimental nas nossas universidades como a de medicina, engenharia, enfermagem… etc. Quero ver quem vai ter coragem de se deixar operar por um médico com esse tipo de formação que só estudou o que “quis”, o que “achou interessante”. Lembrando que quando o secretário de saúde do RJ teve seu ap incendiado ele foi direto pro hospital particular levado pelos bombeiros. Não é a toa que as melhores escolas ainda são as tradicionais somado com a participação da família, aí sim se consegue resultados. Sempre que aparecem essas idéias aqui no Brasil fico desconfiado. Vai largar a responsabilidade nas costas de meia dúzia de professores e falar se vira pra ensinar essa galera aí…

Ernandes A. Fernandes Júnior

Nas faculdades de Medicina já vivemos algo vagamente parecido, afinal, o médico escolhe uma especialização por “achar interessante” e geralmente estuda apenas os temas ligados diretamente à sua especialização. Como lá não há quem oriente e induza os alunos no sentido contrário, de ter uma formação mais generalista (papel reservado ao professor, no Projeto GENTE) muitos médicos não conseguem lidar com problemas que envolvam outras especialidades além da sua.
Além disso é preciso prestar atenção no que você considera como “resultados”, pois em geral as escolas tradicionais treinam o aluno para responder questões de vestibular e não para pensar no conteúdo estudado, gerando alunos com bons resultados nos vestibulares, mas que não fazem ideia de como usar o conhecimento estudado na vida prática.

GW

Claro que a experimentação ou experiência, não sei como se sucederá este “experimentar”, é válida. Mas sempre quando se trata de educação é bom ter certos cuidados para não aceitar acriteriosamente certos clichês, falo isso como um profissional da área. Mas refletindo quanto ao caso dessa escola, teríamos que ver qual é a ideia dessa metodologia (pressupostos, metas e principalmente sentido, o “em nome de que” fazem isso), pois é muito comum tentar simplesmente acabar com o modelo “tradicional” em nome de certas leis mercadológicas como a “renovação tecnológica”, como se educar alguém fossem tecnologias que vão se renovando e melhorando em vista a um fim facilmente previsível; ou o empreendedorismo, como percebemos traços no artigo. Algo que, se parar para pensar, tira o sentido da educação, pelo menos o de trazer experiências novas e trazer legados culturais e vivências públicas. Falo isso pois, se olharmos o artigo, ele mostra que essa nova metodologia possivelmente seguira certos moldes construtivistas no sentido do “aluno que constrói seu conhecimento se apropriando convictamente de um”. O que em geral se resume em fazer o aluno ter certas técnicas em uma visão pragmática sem o compromisso de lhes ensinar ou identificar o valor cultural dessas técnicas, isto é, mostrar que isso faz parte de uma cultura que há séculos de desenvolve se corrige, que tem certas formalidades, etc. Fora que esse aprendizado de competências, baseados em tecnologias psicológicas, é sempre voltado a si, meio que um “meu filhos constrói o meu e o seu que se vire em construir o que é dele”, perdendo o caráter de que a educação é o contato das crianças com a esfera pública, uma vez que antes da escola só havia a vivência familiar que é uma vivência limitada com certos tipos de pessoas e não outras. E essa esfera pública é que nos exige olhar que além do meu e do seu, tem um “nosso” que é comum a todos e que deve ser preservado, caso não se queira perder. E fora que falando em lei de mercado, não é de se estranhar que se adote tais metodologias por estas serem mais economicamente viáveis. Pois você substitui professores por tablets e substitui 3 salas em uma para um só professor, por exemplo. Algo também a se pensar, pois o caso da polêmica “promoção automática” também seguiu esta meta independente da fundamentação da ideia.

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