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Inovações em Educação

Uma universidade onde os alunos fazem todas as escolhas

Em instituição criada por jovens no Japão, estudantes decidem seus percursos de aprendizagem e a gestão da própria universidade

por Alex Bretas 29 de setembro de 2016

Como seria uma universidade criada pelos alunos? No Japão, jovens oriundos de escolas democráticas que não estavam satisfeitos com as instituições tradicionais disponíveis resolveram criar, em 1999, um espaço de aprendizagem bem diferente. Sem garantir um diploma, a Universidade Shure oferece aos estudantes a oportunidade de terem seus interesses e ritmos respeitados, além de fazerem descobertas sobre si mesmos. A experiência também os ajuda a criar o seu estilo de vida e a concretizar seus projetos. Com sede em Tóquio, tem cerca de 40 alunos e já formou outros 170.

Em entrevista ao Antena do Porvir Alex Bretas, um dos fundadores da universidade explicou as motivações para a sua criação, como é o percurso dos alunos nela e qual o papel dos professores no processo de aprendizagem. Kageki Asakura é o único professor envolvido na concepção da Shure, que é uma das experiências pioneiras no mundo na adoção dos princípios da educação democrática no ensino superior.

A conversa ocorreu 7 de junho de 2016 na IDEC@EUDEC 2016, uma conferência internacional sobre educação democrática, realizada na Finlândia. Leia os principais momentos:

Porvir: Gostaria de começar a conversa por um conceito. Você poderia me dizer qual é sua visão sobre aprendizagem? O que essa palavra significa e como esse significado afeta seu trabalho?
Kageki Asakura:
Há duas coisas que compõem a aprendizagem para mim: primeiro, me conhecer, saber quem sou eu. Descobrir quem eu sou é uma grande motivação para que eu aprenda. A segunda coisa que compõe o aprendizado é criar minha própria compreensão sobre o mundo e a sociedade. É importante ter em mente que não se trata do entendimento de um outro, e sim do meu entendimento único a respeito da minha comunidade, sociedade, do mundo que me cerca e do território onde vivo.

Porvir: Incorporando esse entendimento a respeito da aprendizagem, você poderia me contar como a história da Universidade Shure começou e como foi o seu envolvimento nisso?
Kageki Asakura:
Desde 1992, eu trabalhava como professor de ensino médio na escola democrática Tóquio Shure. Os estudantes tinham ampla liberdade para aprenderem, mas quando eles se formavam e saíam da escola, eles precisavam ir para outras faculdades ou universidades. No entanto, no Japão infelizmente as universidades não são apropriadas para que os estudantes formados em escolas democráticas estudem. Em primeiro lugar, para entrar nelas, eles precisam ser aprovados em provas muito competitivas. Para você ter uma ideia, muitos estudantes fora das escolas democráticas se preparam para essas provas durante 9 ou 10 anos. Eles memorizam toneladas de conhecimento apenas para se preparar para as provas que terão de enfrentar anos depois. Contudo, os estudantes das escolas democráticas não entendem a razão disso. É perda de tempo para eles. Além disso, nas universidades japonesas a estrutura costuma ser muito hierárquica. O professor é quem decide tudo. Por isso, em 1998 um grupo de jovens se reuniu para começar a pensar numa alternativa. Mais da metade deles haviam se formado na Tóquio Shure, e a outra metade estudara em outras escolas democráticas ou haviam sido desescolarizados pelos seus pais. Esse grupo e eu começamos um comitê com o objetivo de criar uma universidade democrática. Todos queriam um lugar configurado para a educação livre num patamar de universidade, mas não existia um lugar assim. Por isso nós decidimos criá-lo. No começo nós tivemos longas discussões: em quais dias iríamos abrir, quanto custaria estudar nessa universidade, como seria o orçamento etc. Depois de conversar muito, no final de 1999 abrimos a Universidade Shure. No início nós tínhamos apenas duas salas e seis estudantes. Foi assim que começamos.Descobrir quem eu sou é uma grande motivação para que eu aprenda. A segunda coisa que compõe o aprendizado é criar minha própria compreensão sobre o mundo e a sociedade.

Descobrir quem eu sou é uma grande motivação para que eu aprenda. A segunda coisa que compõe o aprendizado é criar minha própria compreensão sobre o mundo e a sociedade.

Porvir: E como sua história de vida antes de começar a lecionar se conecta com tudo isso? Como foi sua vida de estudante?
Kageki Asakura:
Minha família se mudava muito. Troquei de escola quatro vezes e isso foi uma experiência bastante difícil para mim. Em dado momento eu comecei a perceber que sempre que o ambiente mudava eu me esforçava para me encaixar no novo ambiente. Isso é muito complicado. Com o tempo eu comecei a encarar isso de maneira diferente e parei de tentar sempre me encaixar e comecei a pensar: o que é realmente importante para mim? Essa foi a pergunta que me moveu no início. Cada vez mais eu entendia que precisava conhecer mais a fundo a mim mesmo. Assim, a questão passou a ser: quem sou eu? Acho essa pergunta muito boa porque, na minha trajetória, ela me trouxe muitas coisas importantes. Por exemplo, eu pude descobrir mais sobre meus interesses. Isso é fundamental. Outra descoberta que fiz foi quando eu era aluno dos primeiros anos do ensino médio. Eu adorava história e, ao aprofundar meus estudos nessa disciplina, comecei a pensar: minhas visões, meus valores sobre a sociedade e o mundo são afetados pelos valores da cultura em que estou inserido. Assim, comecei a perceber a importância de saber a história por trás dos valores das pessoas, ou como esses valores mudam ao longo do tempo. Ao conhecer mais sobre isso, foi mais fácil para mim entender o que eu mesmo valorizo, saber quem eu sou.

Porvir: Queria entender como a universidade funciona hoje. Você poderia me descrever o caminho típico de um estudante desde que ele decidiu se matricular na Shure? O que acontece primeiro e quais são as possibilidades que a universidade oferece para cada aluno?

Kageki Asakura: Em primeiro lugar, nós pedimos à pessoa para experimentar uma semana na universidade, de modo que ela possa decidir com segurança se ela quer estar lá ou não. Isso é importante porque nossa universidade é muito diferente das outras e é muito difícil que as pessoas compreendam apenas por meio de palavras. Experimentar é muito mais fácil e permite que o estudante se analise antes de decidir se quer entrar na Shure. Depois dessa primeira semana nós fazemos uma entrevista com a pessoa e perguntamos a ela como foi essa experiência. Se ela, então, decide por se juntar à Shure, nós lhe damos as boas-vindas. Não há condições ou restrições de entrada, exceto uma: os novos alunos precisam ter ao menos 18 anos. A condição essencial é a pessoa querer viver a experiência.

Uma vez na universidade, o primeiro passo é criar seu plano de aprendizado. Isso ocorre geralmente no início do ano letivo, que no Japão é em abril. Assim, cada estudante faz um plano de estudos para o ano, e para isso eles podem pedir ajuda a um professor. No início do ano, todos os estudantes trazem suas ideias e nós as discutimos com o objetivo de montar o cronograma da universidade para aquele ano. Isso acontece nas reuniões gerais. Alguns estudantes podem querer, por exemplo, ter aulas de filosofia, enquanto outros querem ter aulas de história, ao passo que um outro grupo pode querer criar um projeto de construção de um carro, e todos eles são bem-vindos para trazer qualquer ideia que tiverem. Depois de escutar todas as ideias, nós montamos o cronograma. Geralmente nós temos todo ano por volta de 20 a 30 atividades na agenda, mas não há qualquer obrigação. Talvez um aluno se envolva em 10 a 15 dessas atividades, ao passo que outra pessoa pode se envolver em apenas uma ou duas. A decisão é de cada um. Se a pessoa preferir criar um projeto individual, talvez ela não vá se envolver em nenhuma das aulas ou projetos do cronograma. É claro que, ao fazer isso, ele ou ela pode contar com o apoio dos professores ou de um de nossos mentores. Nós temos 50 mentores e cada um deles tem sua especialidade: um é advogado, outro é filósofo e assim vai. Além disso, temos quatro professores para 40 estudantes, e nós, professores, também podemos apoiá-los se eles quiserem. No início de outubro, um semestre depois do início do ano letivo, temos com cada estudante uma sessão de acompanhamento individual, e nessa conversa nós podemos ajudá-lo a ajustar seu plano de aprendizado para o ano, se for preciso. E depois, no fim do ano letivo, todos os alunos fazem uma apresentação direcionada aos outros estudantes. Não há um formato específico para essa apresentação: se a pessoa quiser dançar, ela pode dançar, se ela quiser tocar uma música ou fazer uma fala com o auxílio do Powerpoint, também pode. E os outros alunos podem reagir à apresentação, de modo que cada um seja levado a refletir sobre o ano que passou. Um mês depois começa o próximo ano letivo, e assim os alunos que permanecerem começarão uma nova jornada. É um ciclo.

Quanto aos projetos, na Shure atualmente há um tema muito popular: cinema. Há algum tempo um grupo de estudantes começou a organizar um festival de cinema internacional. O que eles fizeram foi uma chamada aberta para filmes de todos os lugares, nacionais e internacionais. Os alunos, com a ajuda de um diretor de cinema experiente, escolheram os filmes a serem exibidos no festival. Eles também produziram um filme. Isso foi em agosto. Em setembro e outubro há um momento de estudos autodirigidos. Geralmente no Japão, assim como em outros países como o Brasil, não é permitido usar o sujeito “eu” ao escrever artigos acadêmicos. Não é permitido escrever coisas como “eu gosto disso” ou “eu penso assim”.

Porvir: Sim, isso é muito comum mesmo. Na academia somos impelidos a usar “nós” ou então até mesmo esconder o sujeito e fingir que ninguém está escrevendo aquilo.
Kageki Asakura:
Sim, mas na Universidade Shure, muitas pessoas estudam o eu. Elas buscam investigar e ressignificar o que aconteceu com elas mesmas no passado. Nós temos muitas pessoas cujos estudos estão mais voltados para o eu do que para a sociedade em que estão inseridas. Em setembro, os estudantes escrevem um ensaio. Em outubro, eles também fazem uma apresentação pública de seus estudos e, nesse momento, um filósofo faz um comentário crítico sobre as produções apresentadas.
Em dezembro nós temos um festival de teatro. No ano passado, convidamos uma escola democrática da Rússia para vir ao festival, e eles encenaram algumas peças de teatro russas para nós, e nós encenamos peças japonesas para eles. Em fevereiro, um grupo de estudantes organiza uma exposição de arte. Temos esse tipo de evento aberto ao público umas quatro ou cinco vezes por ano.

O propósito da universidade é ajudar a criar as condições para que os estudantes possam concretizar seus planos de futuro. O plano em si depende de cada um.

Porvir: E como essas decisões a respeito das atividades e eventos foram tomadas?
Kageki Asakura:
Sim, é importante falarmos disso. Nós temos reuniões gerais duas vezes por ano organizadas pelos próprios estudantes. O facilitador da reunião é um aluno, a pessoa que registra o que foi decidido também é um aluno, então são eles que conduzem as reuniões. Todas as decisões relevantes são feitas nessas reuniões.

Porvir: Vocês usam algum método de tomada de decisão?
Kageki Asakura:
A maior parte das coisas realmente importantes são decididas via consenso. Contudo, coisas pequenas podem ser decididas por voto. Por exemplo: alguns estudantes decidem criar um acampamento de verão, e então eles se organizam em um comitê para fazer isso e criam opções de local para o acampamento acontecer — na praia, nas montanhas ou no lago. A partir disso os alunos discutem e tomam a decisão por meio do voto. Coisas assim podem ser decididas pelo voto da maioria sem problemas. No entanto, decisões relacionadas ao orçamento da universidade, ao preço da mensalidade, enfim, tudo isso é decidido por meio de consenso.

Porvir: Entrei no site da Shure e vi que vocês têm quatro tipos de atividades: cursos, projetos coletivos, projetos individuais e o curso “Criando seu próprio estilo de vida”. O que é exatamente o “Criando seu próprio estilo de vida”?
Kageki Asakura:
Muitos estudantes da Universidade Shure tem uma grande vontade de encontrar seus próprios caminhos na vida quando vêm até nós. Nossos estudantes estão realmente interessados em duas coisas: uma delas é responder à pergunta “quem sou eu?”. A outra é criar seu próprio estilo de vida. Por isso, o nome de uma de nossas aulas é “Criando seu próprio estilo de vida”. Contudo, isso não se aplica somente a esse momento, mas também a outros projetos e atividades que temos.

Porvir: O que acontece na aula de criação de estilo de vida. Que tipos de método vocês usam nessa aula?
Kageki Asakura: Há duas direções: uma é imaginar o futuro. A outra é refletir sobre o passado. Dividimos a discussão em duas partes: um estudante apresenta sua questão na primeira parte e outro na segunda. Cada aluno tem liberdade para fazer apresentações sobre quaisquer assuntos que eles quiserem falar. Então, uma pessoa pode falar sobre seus planos de futuro, o que é bom, e outra pessoa pode apresentar algo que aconteceu com ela no passado, o que também é bom.

Nós acreditamos que existem sete áreas ou aspectos da vida: comunicação interpessoal, envolvimento na sociedade, uso do tempo, gerenciamento do dinheiro, trabalho, identidade de gênero e relações em família. Esses são os aspectos abordados quando eles estão criando seus estilos de vida. Por exemplo, se uma aluna teve uma má experiência de trabalho, ela pode escolher a direção do passado e então refletir sobre os porquês de ter tido uma experiência ruim. Ela começa, então, a chegar nas causas do problema, e talvez essa reflexão a ajude a prevenir que isso aconteça novamente. É assim que funciona: uma pessoa apresenta sua questão e aí todos os estudantes discutem juntos. Esse é o conceito da aula.

A tarefa mais importante do professor na Universidade Shure é apoiar os estudantes.

Porvir: Gostaria de falar um pouco mais sobre o papel dos professores. Eles apoiam os estudantes durante seus percursos de aprendizagem? O que isso significa na prática?
Kageki Asakura: A tarefa mais importante do professor na Universidade Shure é apoiar os estudantes. Eles têm seus próprios interesses, claro, mas frequentemente eles dizem “estou interessado neste ou naquele tema” ou “quero aprender a fotografar”, mas isso não é específico o suficiente. Por exemplo: cinema é algo que interessa muitos deles, documentários, filmes de ficção. Quando nós perguntamos aos que querem se desenvolver nessa área e como eles pensam em fazer isso, eles dizem: “não sei”. Então, nosso apoio tem como um dos principais focos ajudá-los a clarear como eles querem aprofundar seus interesses. Todos eles têm suas preferências, mas frequentemente eles não sabem quais são. Nós os ajudamos a ter mais clareza.

Porvir: Nesse processo de apoio aos estudantes vocês usam algum tipo de ferramenta ou recurso? Se sim, quais?
Kageki Asakura: Nós temos uma tutoria, como eu já disse, no começo de cada ano, e outra no meio do ano. Mas elas não acontecem apenas nesses momentos: a qualquer tempo os estudantes podem solicitar uma tutoria com os professores ou com os mentores da escola.

Porvir: Como é formada a rede de mentores da Shure. Vocês remuneram essas pessoas?
Kageki Asakura: Nós os remuneramos, mas eles entendem que nós não somos ricos, então nós acabamos pagando menos do que a remuneração de outros lugares. Alguns deles vão à universidade regularmente, às vezes uma ou duas vezes por mês, o que significa que eles dão aulas regulares. Outras vezes, se um aluno quer ter uma conversa com um antropólogo da nossa rede, por exemplo, ele vai até o escritório desse mentor para ter uma mentoria com ele. Depende da situação.

Porvir: Conversei com uma ex-estudante da Universidade Shure e ela me disse que abriu uma empresa junto com outros ex-alunos. Você poderia me contar mais sobre essas iniciativas de ex-alunos?
Kageki Asakura:  Nós continuamos a apoiar nossos ex-alunos, e às vezes nós os ajudamos a encontrar lugares interessantes para eles se desenvolverem a partir de seus interesses e motivações. Por exemplo, um deles nos disse que gostaria de trabalhar numa organização social focada em cuidar da população com 80 anos ou mais. Ele é jovem, tem 20 e poucos anos, mas seu pai tem 87. Por isso, ele está muito interessado em trabalhar nesses locais que cuidam de pessoas idosas. Por meio da nossa rede acabamos conhecendo vários lugares, então nós o conectamos a uma organização desse tipo e ele gostou bastante, e dentro de pouco tempo começou a trabalhar lá. Em relação aos ex-alunos que resolvem empreender, nós também os apoiamos.

Porvir: Você diria então que um dos principais papéis da universidade é apoiar os estudantes a trabalhar ou empreender?
Kageki Asakura:
Não exatamente. O propósito da universidade é ajudar a criar as condições para que os estudantes possam concretizar seus planos de futuro. O plano em si depende de cada um. Alguns deles querem abrir negócios sociais, outros querem trabalhar em empresas, e tudo bem. E talvez o desejo de uma terceira pessoa seja ser freelancer, e tudo bem também.

Porvir: Você havia comentado que, quando uma pessoa entra na universidade, ela fica ao menos um ano estudando. Depois desse período ela escolhe se vai permanecer mais um ano ou não. Existe um período de tempo máximo de permanência de um estudante na universidade?
Kageki Asakura: Não temos limitações. No mínimo um ano, mas não há limite máximo. Algumas pessoas se formam na universidade Shure em três anos, por exemplo, outras ficam seis anos. Isso são elas quem decidem. O tempo necessário para uns é diferente para outros. Eles decidem.

Porvir: Você poderia me contar mais detalhes sobre como são as escolhas de carreira de quem se forma pela Shure?
Kageki Asakura: Muitos dos nossos ex-estudantes preferem ir trabalhar em organizações sem fins lucrativos. Alguns deles começaram a trabalhar como bibliotecários, por exemplo, outros foram atuar em organizações que cuidam de pessoas idosas, como te disse, e assim vai. Dentro daqueles que optaram por criar negócios sociais, há por exemplo uma editora especializada em publicações sobre educação. E também há aqueles que se tornaram professores em outras escolas democráticas.

Porvir: No momento atual da universidade, quais são os principais desafios que vocês estão tendo?
Kageki Asakura: Estamos com alunos de idades bem distintas. Alguns deles são adolescentes com 18 ou 19 anos, a maioria está na fase dos 20 anos, e alguns estão na fase dos 30. No caso dos adolescentes, são os pais que geralmente pagam a universidade. Mas para os outros, especialmente para os que estão na casa dos 30, eles precisam pagar as mensalidades do próprio bolso. E para eles é caro. Nós criamos uma política de bolsas de estudo, mas não é fácil porque não temos muito dinheiro. Por conta disso, temos um número limitado de bolsas disponíveis. Essa questão tem sido bastante desafiadora.

Porvir: A única fonte de recursos da universidade são as mensalidades?
Kageki Asakura: A maior parte vem das mensalidades, mas não tudo. Nós recebemos dinheiro de uma fundação também.

Porvir: E olhando para o futuro, como você vê a universidade Shure daqui a cinco anos?
Kageki Asakura: Daqui a cinco anos nós teremos mais gente que se formou pela Shure, e isso é ótimo porque essas pessoas entendem muito bem a universidade. Isso talvez faça com que mais ex-alunos se tornem professores de meio expediente na universidade, o que seria muito bom porque eles realmente compreendem bem a dinâmica e os estudantes. Isso seria ótimo para nós.

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competências para o século 21, educação democrática, ensino superior, projeto de vida