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Crédito: Sergey Nivens / Fotolia.com

Inovações em Educação

USP firma parceria com a Finlândia e entra para rede global de inovação

Em direção à internacionalização, departamento de engenharia de produção da POLI ingressa na rede Design Factory Global Network

por Marina Lopes 20 de junho de 2017

A pouca conexão com o mundo real é um desafio enfrentado por universidades de todo o mundo. Como preparar futuros profissionais dentro de um ambiente acadêmico, mas sem deixar de lado as demandas do setor produtivo? Para criar experiências práticas de aprendizagem, a Universidade de Aalto, na Finlândia, decidiu apostar no trabalho colaborativo entre empresas e grupos de pesquisa. Com bons resultados nessa empreitada, a finlandesa expandiu o seu modelo e deu início a uma rede internacional que já reúne universidades em Portugal, Suíça, Estados Unidos, Austrália, Chile e Colômbia. Agora, o Brasil também ganha um representante no time, com a entrada da USP (Universidade de São Paulo) na Design Factory Global Network.

Em parceria oficializada nesta terça-feira (20/6), o InovaLab@POLI, da Escola Politécnica da USP, passa a fazer parte da rede global de laboratórios universitários com foco em ensino de inovação e empreendedorismo. A ideia é estimular o trabalho conjunto entre o ensino superior, centros de pesquisa e empresas, contando ainda com a possibilidade de compartilhar experiências com instituições de cinco continentes.

“Nós falamos muito sobre interdisciplinaridade. Amamos dizer que novas coisas acontecem quando combinamos diferentes disciplinas”, defendeu Viljami Lyytikaimen, representante da Universidade de Aalto, durante cerimônia realizada no departamento de engenharia de produção da POLI.

Além de estreitar os laços com o setor produtivo e estimular a interdisciplinaridade, a nova parceria irá permitir que os alunos brasileiros possam desenvolver atividades com a participação de universitários e pesquisadores de diversos países. Como exemplo concreto, Lyytikaimen cita um hackathon (espécie de maratona de programação) anual da rede, que ocorre simultaneamente em várias universidades e aproveita a diferença de fuso horário para as equipes se revezarem em turnos de trabalho. Apesar da distância geográfica, diversidade de culturas e idiomas, os grupos precisam aprender a trabalhar juntos para criar projetos inovadores.

O programa serve como um caminho para aplicar pesquisa e conhecimento prático, já que os alunos desenvolvem projetos para atender às demandas de empresas reais. “O nosso sistema educacional se baseia fortemente em cooperação, e isso se aplica também na pesquisa. Aprendizado mútuo entre atores de diferentes países é benéfico para todos”, aponta o embaixador da Finlândia no Brasil, Markku Virri.

Na hora de se comunicar com outros países, a tecnologia ajuda a encurtar distâncias e organizar processos. Prova disso são os quase dez vídeos, apresentados durante a cerimônia que oficializou a entrada USP na rede. Equipes de todo o mundo aparecerem dando as boas vindas ao novo laboratório e dizem estar ansiosas para trabalhar com São Paulo. “A filosofia da Design Factory envolve projetos reais e contexto real para os alunos trabalharem”, destaca Eduardo Zancul, professor da POLI e coordenador do InovaLab@POLI.

O processo de entrada da universidade para a rede Design Factory Global Network contou com o apoio do Fundo Patrimonial Amigos da Poli, da diretoria da Escola e da pró-reitoria de pesquisa da USP. Na avaliação do reitor Marco Antonio Zago, essa inserção é um passo importante para derrubar os muros da universidade. “Temos que fazer a universidade se relacionar com a sociedade e com o setor produtivo”, afirmou, ao mencionar que os cursos superiores não podem ser apenas acadêmicos, mas precisam dialogar com a realidade e as demandas da sociedade.

Nesse sentido, a professora Roseli de Deus Lopes, também coordenadora do laboratório, diz que a entrada na rede internacional finlandesa acompanha um movimento que teve início há cinco anos dentro da Escola Politécnica. “Temos nos dedicado muito a criar espaços dentro da escola e desenvolver estratégias para trabalhar com outras experiências de aprendizagem, principalmente voltadas ao desenvolvimento de competências de inovação e empreendedorismo.”

Conheça as instituições que fazem parte da rede aqui.

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empreendedorismo, engenharia, ensino superior, tecnologia