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Inovações em Educação

O que você precisa saber para ser um professor do futuro

Especialista em gestão de carreiras aponta quais serão as competências necessárias para atuar na sala de aula nos próximos anos

por Marina Lopes 21 de fevereiro de 2017

Se no século passado o conhecimento da humanidade dobrava a cada cem anos, pesquisadores do mundo digital estimam que daqui a três anos serão necessárias apenas 12 horas para atingir essa marca. Em um cenário como esse, cercado de transformações econômicas, tecnológicas e sociais, as profissões também não serão mais as mesmas. Das empresas ao ambiente educacional, o professor do futuro terá que desenvolver novas competências para acompanhar as mudanças da sala de aula.

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Apesar de um dia já ter sido reconhecido pela sua capacidade assertiva de controlar uma turma, o professor do futuro irá se destacar por ser um verdadeiro curador de conteúdos, um bom líder de equipe e um analista capaz de fazer diagnósticos cognitivos. Quem aponta isso é o especialista em gestão de carreiras Marcelo Veras, presidente da Inova Business School e CEO da Unità Educacional.

Autor de livros sobre competências empresariais e métodos de ensino para nativos digitais, ele afirma que esses três pilares irão reger a profissão nos próximos anos. “Não precisamos mais da escola ou do professor para ter acesso à informação, mas temos uma overdose no mundo digital. Um dos papéis do profissional do futuro será curar esse conteúdo para ajudar o aluno a escolher e a organizar o seu aprendizado”, destaca.

Para entender como seria organizada a escola do futuro e quais habilidades seriam requeridas dos seus professores, Veras participou de estudos que ouviram alunos, educadores e pais de instituições parceiras do grupo Unità Educacional. A partir dessa experiência, ele cita que existem três grupos principais de competências que devem acompanhar os profissionais da educação: as técnicas, as comportamentais e as de gestão.

No campo das competências técnicas, o especialista em gestão de carreiras chama atenção para o domínio do conteúdo, a atualização tecnológica e a capacidade de comunicação do professor. Já nas comportamentais, ele reforça a necessidade de manter um bom relacionamento com a turma, demonstrar empatia e ter desprendimento para colocar o aluno em um papel de protagonista. “Quando você junta tudo isso, surgem as competências de gestão. O professor líder sabe tocar uma turma, fazer diagnóstico cognitivo e promover o aprendizado de maneira compartilhada”, completa.

Ao apontar o caminho para desenvolver essas capacidades, Veras diz que tudo começa quando o educador tem a convicção de que precisa mudar, entende qual é o seu ponto de partida e encontra as rotas adequadas para seguir. “Uns vão aprender por bem, outros por mal. Mas essa água está subindo e vai chegar no pescoço de muita gente”, alerta.

No caso das competências técnicas, ele diz que não existe segredo: o professor precisa estudar e se manter atualizado. Porém, as habilidades comportamentais e de gestão exigem um pouco mais de treino. “Não tem um livro ou uma palestra que resolva. Eu costumo dizer que é como aprender a andar de bicicleta. Quanto mais você treinar, melhor vai ficar”, compara.

Ele também diz que as capacidades requeridas de um professor do futuro são parecidas com as habilidades necessárias para gestores de grandes corporações. “Na essência, liderar uma sala de aula ou uma equipe em uma empresa é muito parecido. Eu quero a adesão de todos a um projeto e preciso de comprometimento, respeito, colaboração e cooperação”, conclui.

O especialista em gestão de carreiras Marcelo Veras, presidente da Inova Business School e CEO da Unità Educacional, estará presente no 1º Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação, que acontece no dia 8 de abril, em Campinas. O evento é organizado pelo Instituto Brasileiro de Formação de Educadores (IBFE) e conta com o apoio do Porvir.

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