3 startups dinamarquesas de educação de olho no Brasil - PORVIR
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Inovações em Educação

3 startups dinamarquesas de educação de olho no Brasil

Evento do CIEB discute tecnologia na educação e apresenta empresas que desenvolvem plataformas para retorno avaliativo, leitura e escrita e matemática

por Vinícius de Oliveira ilustração relógio 14 de novembro de 2017

A mais recente edição do Conecte-C, série de encontros promovidos pelo CIEB (Centro de Inovação para a Educação Brasileira), que foi realizada no último dia 7 de novembro em parceria com o Consulado Geral da Dinamarca, apresentou três plataformas desenvolvidas por empresas dinamarquesas. As startups colocam o mercado brasileiro no radar e já estão à procura de parceiros comerciais e potenciais clientes.

Em um momento em que a eficiência das provas é cada vez mais questionada e professores se sentem sobrecarregados para corrigir cada tarefa, a Peergrade surge como uma facilitadora do processo de retornos avaliativos. Funciona assim: o estudante coloca sua redação, artigo ou exercício no sistema, envia e recebe avaliação anônima de um colega, reage ao comentário e, por fim, o professor, único a saber quem é quem, faz uma avaliação geral.

Segundo David Wind, cofundador e presidente-executivo da Peergrade, cada estudante escreve, em média, duas páginas de comentários sobre o trabalho dos colegas, o que também acaba ajudando no próprio aprendizado. “Estamos com 2.500 professores, 7.000 alunos e 2.000 instituições ao redor do mundo, do quarto ano até a universidade”, descreve Wind.

Entre esses nomes estão as universidades de Glasgow (Escócia) e Oxford (Inglaterra), Insead (França), Estocolmo (Suécia) e Monterrey (México). Para crescer tanto em apenas dois anos, a primeira aposta está em cativar o professor. “A Peergrade é gratuita para o professor e, se uma escola gostar e quiser integrá-la ao seu sistema (como o Moodle), é cobrado um preço”, diz o empreendedor.

A comitiva dinamarquesa presente ao Centro Cultural b_arco, na zona oeste de São Paulo, também contou com a presença da MV Nordic, que demonstrou o funcionamento da INTOWORDS, que facilita a produção de textos. “O aplicativo começou como uma ferramenta para apoiar alunos com dislexia e hoje está disponível para todos”, afirma Lea Pedersen, representante da MV Nordic.

Na versão online do INTOWORDS, o app funciona como uma extensão do navegador de internet, que faz a leitura do texto em qualquer página ou documento PDF ou EPUB (formato de livro eletrônico), bastando selecionar o conteúdo exibido. “É útil tanto para quem está se desenvolvendo na língua materna quanto para quem aprende um segundo idioma e quer saber qual é a representação sonora de uma palavra”, diz Lea. Em outra funcionalidade, quando precisa criar textos, a plataforma sugere mais apropriados para a construção da frase, respeitando regras sintáticas e gramaticais.

Outra empresa presente ao encontro foi a Edulab, plataforma de ensino adaptativo de matemática que é utilizada por 700.000 estudantes com idade entre 5 e 16 anos em 75% das escolas da Dinamarca. Segundo o gerente de produto Thomas Koier, isso é resultado do foco no apoio ao professor e na motivação dos estudantes por meio da gamificação e das recompensas. “Cerca de 84% dos alunos se dizem bem-sucedidos em matemática após usar a Edulab. Isso acontece porque a plataforma oferece exercícios adequados ao seu nível de aprendizado (daí o termo ensino adaptativo)”, diz Koier.

Assim como planeja fazer com a Base Nacional Comum Curricular brasileira, a Edulab já conversa com os currículos da Noruega, Suécia e Holanda. Entre outros argumentos que usa para provar o impacto do uso da plataforma, o representante da Edulab cita o caso de uma cidade dinamarquesa em que o número de questões respondidas aumentou 16 vezes, de 2.600 para 42.200 exercícios realizados.

Para participar dos encontros Conecte-C, acompanhe a página do Cieb no Facebook.


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aplicativos, big data, cieb, plataformas adaptativas

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Acho pouco provável que funcione com alunos brasileiros os quais tem aversão de serem avaliados por colegas; redação é prática e não coisa de máquina, matemática mais provável!