No ano passado, a notícia de que uma universidade de Tóquio tinha, por mais de 10 anos, adulterado resultados de testes de candidatas a vagas em medicina para que mais homens fossem aprovados causou espanto mundial. Agora, tal procedimento parece ter sido deixado de lado e os resultados já mostram mais mulheres aprovadas que homens.

A atitude da Universidade de Medicina de Tóquio era justificada por diretores que acreditavam que, uma vez que as mulheres se casassem e tivessem filhos, elas seriam incapazes de realizar seus turnos de emergência nos hospitais. Um funcionário anônimo da escola descreveu-o como “um mal necessário”. Um conselho externo que investigou a manipulação de notas disse que tal medida barrou 69 candidatos nos últimos dois anos – dentre os quais 55 eram mulheres.

É diretor e editor do Porvir e faz parte da equipe desde 2014. Nesse tempo, já produziu séries sobre formação de professores e guias multimídia sobre temas como educação socioemocional, tecnologia, participação estudantil e aprendizagem prática....

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