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Inovações em Educação

Conheça os projetos de professores vencedores do Desafio Inova Escola

Iniciativa da Fundação Telefônica Vivo oferece a educadores assessoria técnica, intercâmbio com escolas inovadoras e R$ 10 mil para executar plano de inovação

por Vinícius de Oliveira ilustração relógio 14 de novembro de 2019

Conectados à realidade da escola, aos interesses dos alunos e prontos para sair do papel e virar realidade. Assim são os projetos de cinco escolas públicas anunciados nesta quarta-feira (13) como vencedores do Desafio Inova Escola, iniciativa da Fundação Telefônica Vivo.

Antes da tecnologia, a proposta de inovação que educadores tinham que desenvolver precisava solucionar um desafio real vivenciado pelos próprios educadores ou pela comunidade escolar. Isso implica modificar tempos, espaços, práticas, currículo e/ou relações para oferecer uma aprendizagem criativa e prazerosa.

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Nesta primeira edição, 1.250 equipes da rede pública e privada se inscreveram, o que envolveu mais de 4,2 mil educadores. A fase final reuniu 25 projetos e os cinco selecionados representam escolas do Maranhão (1), do Pará (1), de Pernambuco (2) e do Rio de Janeiro (1). Como recompensa, esses educadores vão receber assessoria técnica especializada, intercâmbio com instituições inovadoras e R$ 10 mil para colocar em prática seus Planos de Inovação ao longo de 2020.

Professores ganhadores do Desafio Inova Escola reunidos no palco exibem o certificadoDivulgação/Fundação Telefonica Vivo

Vencedores da categoria nacional do Desafio Inova Escola

Conheça os projetos:

Maranhão – IEMA (Instituto Estadual de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão Unidade Plena Itaqui Bacanga)
Desafio: A necessidade de interdisciplinaridade entre a Base Técnica e a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), alinhada à preocupação com o ensino-aprendizagem em sala de aula. A solução passa por reunir professores de ambas as modalidades para planejamentos interdisciplinares ao longo do ano.
Plano de Ação: Reunir os professores das disciplinas da BNCC e os professores da Base Técnica para que possam fazer um planejamento inter e transdisciplinar várias vezes no decorrer do ano letivo.

“O que uma aula de arte tem a ver com outra de instalação elétrica? No planejamento, surgiu o exemplo da professora de teatro que falava sobre iluminação de cena e recebeu a professora de instalação elétrica para dizer de que forma isso acontecia”, diz Anna Célia Mendes, professora de filosofia. “Nosso grande problema é que o aluno vê que o professor de física e de matemática usa fórmulas que não fazem parte da realidade do aluno, mas quando chega na parte profissionalizante isso pode ser usado”

Pernambuco – Escola Municipal de Tempo Integral São Sebastião
Desafio: A necessidade de a comunidade acessar a água na escola e utilizá-la de maneira consciente instiga esta equipe a construir uma cultura de sustentabilidade.
Plano de Ação: Estão previstas oficinas de robótica, o uso de práticas de tecnologias alternativas e parcerias com colaboradores locais, startups, escolas e universidades.

“A trilha formativa nos permitiu perceber que a escola é um espaço de formação para o professor, e não só para o aluno. A gente percebeu que a questão da água era central. Sem ela, não conseguiríamos fazer atividades na horta, e sequer permitir que alunos lavassem as mãos. Havia na escola problema de violência, casos de automutilação, mas sem água a gente não conseguiria fazer nada. E isso precisava ser feito com criatividade e inovação”, diz Alexsandro Alberto da Silva, professor de ciências.

“Vamos trabalhar com robótica para coletar água da chuva e levar até a horta de modo contínuo. Também vamos instalar sensores nas torneiras para evitar o desperdício”.

Pernambuco – Escola Municipal Constâncio Maranhão
Desafio: O problema escolhido foi a integração da escola com o Parque Natural onde ela está inserida. Apesar da escola funcionar há muitos anos, não há nenhuma proposta curricular que integradora com seu entorno. Com isso, a comunidade escolar, em sua maioria, desconhece o espaço, sua biodiversidade, bem como e as atividades de turismo rural ali desenvolvidas.

Plano de Ação:
O plano de ação inclui a promoção de espaços de aprendizagens e troca de experiências entre escola e comunidade, além de um PPP (Projeto Político-Pedagógico) para promover uma visão holística da escola e seu entorno. Também está prevista a montagem de um espaço maker, para oferecer recursos que promovam o protagonismo de novas ideias e criações. “A intenção é abrir esse espaço maker para a participação das famílias porque elas já são parceiras da escola no dia a dia”, diz Marta Santos, professora do ensino fundamental 1. Outras ações incluem o lançamento de um blog para compartilhamento de produções dos alunos e a criação de um espaço de interação em frente à escola.

Pará – EMEF Joana Darc
Desafio: Combater o alto índice de faltas, de evasão e repetência
Plano de ação: A equipe de educadores decidiu criar estratégias de ensino que adequem o cotidiano real do aluno ao ambiente escolar. A proposta é promover oficinas e um calendário escolar mais flexível à comunidade escolar, para melhor acolher e escutar os estudantes.

Rio de Janeiro – IFF – Campus Itaperuna
Desafio: A dificuldade de aprendizagem dos alunos e de casos de retenção
Plano de Ação: A equipe planeja ações de acolhimento e promoção da autonomia dos estudantes, para melhor gestão do tempo, conciliando liberdade e responsabilidade. Também prevê a instituição de empresas júnior e o desenvolvimento de jogos digitais educativos, baseados em obras literárias de domínio público.

“O nosso instituto tem boa infraestrutura, mas está localizado no interior do estado do Rio de Janeiro, em uma região pobre. A gente sente que os meninos precisam sonhar mais. O instituto é a chance que eles têm para ingressar no mercado de trabalho, mas muitos não chegam ao final do curso porque falta base de matemática e português para encarar a exigência do ensino médio e técnico”, afirma Michelle Maria Freitas Neto, diretora da instituição. “A nossa ideia é criar uma fábrica de jogos inspirados em livros que a comunidade mais gosta. E aí vamos convidar nossos alunos a voltar às escolas anteriores deles e levar os jogos para aulas de reforço”.

* A Fundação Telefônica Vivo é apoiadora do Porvir


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