Iniciativa do Canadá financia projetos de desenvolvimento infantil - PORVIR
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Inovações em Educação

Iniciativa do Canadá financia projetos de desenvolvimento infantil

Programa “Saving Brains” permite que projetos brasileiros participem da seleção para ganhar financiamento de até 250 mil dólares canadenses

por Redação ilustração relógio 20 de julho de 2016

Diversas pesquisas já comprovaram que os primeiros anos de vida da criança são fundamentais para seu desenvolvimento. De acordo com o art. 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente, ambos “têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência”. Mas, muitas vezes, devido a diferentes níveis sócioeconômicos, os pequenos não têm as mesmas oportunidades de crescer e desenvolver habilidades. Por isso, o programa “Saving Brains”, desenvolvido pelo Grand Challenges Canada, está com inscrições abertas até o dia 29 de julho.

Desde 2013, devido a uma parceria com a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal (FMCSV), o programa canadense também recebe inscrições de iniciativas brasileiras. Até hoje, dos 52 projetos nacionais, cinco foram apoiados. Segundo a própria instituição, a prioridade é resolver desafios críticos da saúde global. Para isso, a proposta é fornecer financiamento de 250 mil dólares canadenses a ideias inovadoras que se proponham a resolver problemas que impedem o pleno desenvolvimento das crianças nos seus primeiros mil dias de vida (aproximadamente 2 anos e sete meses) em países de baixa e média renda e também no Canadá.

As propostas podem ser de produtos (diagnósticos, remédios equipamentos médicos, kits de informação e tecnologia de comunicação), serviços ou modelos de implementação que usem o que a Grand Challenges Canada chama de “Inovação Integrada”, que consiste em ideias que integram ciências e tecnologia, inovações sociais e de negócios que encontrem soluções sustentáveis para desafios na área de saúde. Além disso, é necessário que os projetos sejam economicamente viáveis e replicáveis em larga escala.

Os projetos devem contemplar uma das três áreas de desenvolvimento da saúde: saúde e nutrição, proteção contra maus tratos e violência e atenção e carinho. Alguns exemplos de projetos a serem desenvolvidos são: para saúde e nutrição, as iniciativas podem apoiar amamentação, tratar deficiência de micronutrientes, dar suporte a prematuros e reduzir exposição a toxinas do ambiente. Em maus tratos e violência, algumas ideias são ensinar habilidades de negociação a meninas e treinar pais e responsáveis para diminuir estresse. Finalmente, em atenção e carinho, as iniciativas podem oferecer tratamento a depressão maternal e envolver pais na criação dos filhos.

Algumas das áreas de interesse do Programa Saving Brains são: melhorar ou promover saúde e igualdade de gênero; reduzir o impacto da exposição a violência, como negligência, abuso, maus tratos, violência doméstica ou guerra; mirar diferentes estágios da vida que possam ser relevantes para o desenvolvimento da criança e do cérebro, como mães adolescentes, concepção, gravidez e nascimento, entre outros.

Até agora, cerca de 41 milhões de dólares canadenses já foram investidos em 107 projetos e uma plataforma para acelerar o progresso do desafio enfrentado. Os países que receberem aporte são da África, Ásia, América Latina e Caribe.

No caso do Brasil, é preciso que uma instituição do país realize a inscrição. Para isso, os interessados devem acessar esse link e criar uma conta (o link está disponível em inglês e francês). Depois, devem aguardar pelo menos um dia útil para que o Grand Challenges Canada processe a informação. No passo seguinte, receberão um email com credenciais para acessar o Portal e realizar a inscrição. O regulamento completo está disponível (em inglês) nesse link.

Iniciativas brasileiras

Uma das cinco iniciativas brasileiras premiadas é da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que tem como objetivo melhorar a interação entre mães e pais com seus filhos em favelas do Brasil. A ideia é avaliar a eficácia de dois programas de visita a domicílio: um deles de Agentes de desenvolvimento da comunidade recém-treinados e o outro de agentes de Saúde Comunitária já contratados. Outro projeto, também da USP, mede os efeitos de visitação domiciliar de enfermeiras para jovens grávidas e suas famílias, em áreas urbanas pobres de São Paulo. Confira todas as iniciativas AQUI.


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