Como é viver a infância na Amazônia? Quem responde a essa pergunta são crianças indígenas, ribeirinhas, extrativistas, quilombolas, urbanas e beiradeiras, no livro “Amazônia das Crianças“, lançado pelo C6 Bank em parceria com a Mastercard. Por meio de relatos inspirados em lendas e no cotidiano da região, elas trazem um olhar das infâncias de seis estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará e Roraima.
“A vida começa bem cedo na aldeia, assim que o sol acorda. Nessa hora eu já pulo da rede e me mando pra fora da oca. Um assobio e Kaory já aparece. Ele é meu melhor amigo”, conta Raoni, de 8 anos, que vive no Parque indígena do Xingu, no Mato Grosso.
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Com fotos do renomado fotógrafo Araquém Alcântara, a obra traz textos do jornalista Morris Kachani e conta com ilustrações do artista Angelo Abu. Além dos relatos das crianças, o projeto também conta com um versão para escolas, contendo contextos social, econômico, histórico e ecológico.
“Poucas pessoas conhecem a Amazônia que essas crianças veem. Por isso, o livro dá voz a elas. É uma visão única. O que é muito importante, porque são justamente as crianças que vão liderar a preservação da floresta. O futuro passa pela educação das crianças agora. Para que haja futuro”, diz Araquém Alcântara, que durante o projeto produziu cerca de 10 mil imagens — 300 delas foram publicadas nos dois livros que compõem o box.





Voltado para a educação infantil, escolas interessadas em utilizar o material podem fazer a solicitação do livro em versão impressa no site da organização promotora. Todavia, tanto o livro quanto o guia de navegação estão disponíveis em PDF no site da instituição, com acesso gratuito.
“A literatura e a fotografia são uma ferramenta poderosa para estimular a consciência ambiental nas crianças. Por isso, além de viabilizar o livro, queríamos que ele chegasse nas escolas e nas famílias do país inteiro”, diz Alexandra Pain, chefe de ESG do C6 Bank.
A expedição para a produção do material durou 93 dias e a equipe participou do Quarup, ritual em homenagem aos mortos, passou pelo Parque Indígena do Xingu e chegou até Oiapoque, última cidade do Norte brasileiro. “Nosso grande desafio foi produzir um conteúdo em que as crianças da Amazônia dialogassem com meninos e meninas do mundo”, conta o jornalista Morris Kachani.
Para fazer o download do livro clique aqui.

