Por que investir na tecnologia no retorno às aulas presenciais? - PORVIR
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Inovações em Educação

Por que investir na tecnologia no retorno às aulas presenciais?

Com o apoio de recursos tecnológicos e boa infraestrutura (na escola e em casa), professores e estudantes podem usufruir da flexibilidade e do ensino personalizado

Parceria com D2L

por Ana Luísa D'Maschio ilustração relógio 5 de abril de 2022

Muitos foram os desafios enfrentados por professores e alunos durante a pandemia. Basta relembrar as dificuldades encontradas por boa parte dos educadores para manter seus estudantes conectados – ou mesmo para que abrissem suas câmeras durante as videochamadas. Quando apoiada por uma boa infraestrutura em casa e na escola, porém, a tecnologia pode enriquecer o processo de ensino e aprendizagem em diferentes aspectos. Inclusive, se o contato com formas gamificadas e personalizadas é proporcionado, e a pesquisa e a interação são incentivadas, o nível de engajamento dos estudantes ganha outro patamar.

Foi o que aconteceu com um grupo de aproximadamente 3 mil alunos do ensino médio no Paraná e em Santa Catarina. No período de distanciamento social, de maneira interdisciplinar, gravaram podcasts, criaram cards para as redes sociais, construíram textos coletivamente por meio de ferramentas online, como o Padlet. De tão produtivas, as atividades entraram oficialmente para a matriz curricular dos colégios do Grupo Positivo. E, mesmo na volta às aulas presenciais, a componente curricular intitulada “Atividades Integradas – Cultura Digital e Atualidades” segue de forma remota.

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“Por serem (aulas) assíncronas, os alunos são responsáveis pela gestão de tempo para a execução das atividades propostas. Os temas de trabalho contemplam problemas reais, como a escassez de recursos hídricos, fomentando nos alunos soluções possíveis para a melhoria desse cenário”, explica Maria Fernanda Suss, gerente-geral do CIPP (Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento), dos colégios do Grupo Positivo. “Por meio da tecnologia, são instigados a pesquisar, discorrer sobre o tema proposto e a apresentar, via recursos tecnológicos, os achados que encontraram e possíveis soluções”, diz Maria.

Tecnologia como aliada
A experiência acima relatada serve de inspiração para redes de ensino que ainda têm de ultrapassar uma série de obstáculos neste retorno presencial. Contudo, a tecnologia precisa ser vista como aliada nesse processo, defende Betina von Staa, sócia-fundadora da BVSTAA Consultoria em Tecnologia e Educação.

“As escolas estão se deparando com diferentes desafios, como a defasagem de aprendizagem sobre o que era esperado para cada ano, e uma demanda grande por atividades de desenvolvimento socioemocional. Seria interessante usar a tecnologia para atender às defasagens de aprendizagem de forma personalizada, e, em tempos flexíveis, liberar intervalos para as atividades de interação social na própria escola”, sugere.

Responsável por trazer a D2L (empresa canadense de tecnologia educacional) para o Brasil, Betina acredita que a tecnologia deve servir ao propósito de apoiar o aluno em seu desenvolvimento integral. “O papel da tecnologia é o de sempre: empoderar o professor, permitir que realize ações que não poderiam ser realizadas sem ela, dar acesso ao conteúdo, atividades e propostas diferenciadas aos alunos. O importante é o estudante gostar da escola, se sentir pertencente àquele espaço e se desenvolver de forma integral. A tecnologia deve servir a este propósito”, afirma.

Maria Fernanda concorda. E complementa: “Cabe ao professor planejar a sua aula tendo muita clareza dos objetivos de aprendizagem a serem alcançados, fazendo uso das tecnologias mais adequadas para esse fim. As metodologias ativas devem ser somadas a esse contexto, proporcionando oportunidades de protagonismo aos estudantes, aliadas ao desenvolvimento da criatividade, à resolução de problemas e à convivência entre pares”.

Apoio coletivo
Dentro de uma escola, são diferentes áreas que se envolvem com a área de tecnologia: diretores, professores, estudantes e profissionais de TI (Tecnologia da Informação). E, para integrar bem esses atores, os objetivos de aprendizagem são elementos norteadores.

Para Betina, quando cada participante desse processo tem um objetivo diferente, fica difícil entender qual é o papel da tecnologia. Por isso, ela reforça a importância do alinhamento. “Se o professor desenvolve estratégias para atingir (uma meta), os alunos sabem o que estão fazendo ali e se engajam, a equipe de TI entende que o seu papel é colaborar para a viabilização de projetos que sirvam a esses objetivos e os coordenadores e diretores oferecem as condições para que a atividade aconteça, todos acompanham o resultado do trabalho coletivo.”

A D2L é responsável pelo Brightspace, sistema de gerenciamento de aprendizagem (LMS, sigla em inglês) por meio de uma plataforma voltada justamente à integração de alunos, professores, famílias, funcionários e gestores de escolas. “Quem orquestra todo esse processo, orienta sobre o seu uso, decide o quanto deseja promover momentos de aprendizagem personalizada e acompanha os alunos no seu desenvolvimento é o professor”, exemplifica Betina.

Interação e personalização
Dar autonomia aos educadores para que possam conhecer os recursos tecnológicos que têm à sua disposição e entender quando e como serão úteis, além de empoderar o professor, ajuda o aluno a ir mais longe, avalia a especialista. “Cabe também ao professor decidir se a tecnologia seria mais eficaz sendo usada na escola ou em horários flexíveis em outros locais. Todas essas decisões dependem da infraestrutura na escola e na casa dos alunos e, acima de tudo, dos objetivos de aprendizagem que se pretende alcançar”, reforça.

O professor é quem melhor conhece seus alunos. E quanto mais ele é ouvido, melhores são as soluções tecnológicas encontradas, garante a consultora. Grades fechadas, obrigatoriedade de uso de determinadas tecnologias em um horário específico, avaliação padronizada, entre outros aspectos de uma educação excessivamente controlada pelos gestores não fornecem espaço de reflexão, diz Betina.

Para ela, o ideal é criar momentos de estudo colaborativo, com espaços para experimentação, além de entender que as mudanças na escola são graduais: “Primeiro os professores vão experimentar recursos com os quais se sentem mais à vontade e, depois, vão indo mais longe e sendo mais ousados nas suas propostas junto aos alunos”, justifica. “A grande contribuição da tecnologia é permitir formas diferentes de ensino e aprendizagem, em diferentes tempos e espaços, em que o aluno é protagonista e pode ir além do que se aprenderia em uma sala de aula fechada”, conclui.

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aprendizagem ativa, ensino médio, ensino remoto, metodologias, tecnologia

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