Em Traipu, no interior de Alagoas, crianças do povoado indígena Aconã estudam embaixo da sombra de uma árvore, enfrentando sol e chuva. São um total de 12 crianças, do 1° ao 5° ano do ensino fundamental. Alunos a partir do 6º ano estudam em uma comunidade que fica a 10 km da aldeia.
A falta de escola é um problema antigo no povoado: já são 18 anos sem uma estrutura adequada. Alguns pais deixaram de estudar por conta das condições precárias e temem que o mesmo ocorra com seus filhos. O governo do estado, responsável pela educação indígena, prometeu que a escola ficará pronta até o final do ano. No entanto, essa promessa já havia sido feita anteriormente, sem resultados.
A situação se agravou com as chuvas do início do mês. A aldeia está ilhada. Diogo Tononé, auxiliar de sala, relata: “É uma correria só! Neste ano já mudamos três vezes de árvore, e toda a área em que dávamos aula ficou alagada”.
Além da situação precária para os alunos, materiais escolares e equipamentos fornecidos pelo governo, como computadores, acabam não podendo ser usados por falta de infraestrutura.

