A Ubongo, empresa social da Tanzânia que cria desenhos animados ambientados na África, conquistou o prêmio Next Billion Edtech Prize, iniciativa criada pela Varkey Foundation para reconhecer tecnologias que impactam a educação em países pobres e emergentes. A startup brasileira Signa ficou entre as seis melhores. O Porvir publicou uma entrevista com Nisha Ligon, criador da Ubongo, em 2017, após a empresa ter vencido outro prêmio, o WISE Awards, no Catar.

Para ser escolhida vencedora, a Ubongo contou com a maioria dos votos dos participantes do Global Education and Skills Forum, o Fórum Mundial de Educação e Competências (em tradução livre), que acontece até este domingo em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A empresa africana leva para casa US$ 25 mil, assim como a egípcia PraxiLabs, de simuladores virtuais, e a indiana Dost, que promove a participação de famílias na educação.

Fabíola da Rocha Borba, cofundadora da Signa, durante apresentação em Dubai
Fabíola da Rocha Borba, cofundadora da Signa, durante apresentação em Dubai

Signa, startup brasileira no Top 6

A brasileira Signa ficou entre as seis melhores. Criada em 2016, a plataforma online desenvolvida em Florianópolis (SC) tem foco em acessibilidade e apresenta cursos produzidos didaticamente em libras com o objetivo de preparar surdos para o mercado de trabalho. Os cursos abrangem diferentes áreas de tecnologia, design e edição, finanças, gestão e línguas, inclusive com português para surdos e Libras para ouvintes.

“Para nós, estar no GESF, é muito importante porque tudo o que é relacionado à educação de ponta está aqui. A exposição do evento é muito boa e representa a possibilidade de nos conectarmos a tecnologias educacionais do mundo todo”, disse ao Porvir a cofundadora da startup Fabíola da Rocha Borba. Primeira edtech brasileira a avançar às fases finais do Next Billion, que teve 800 inscrições, a Signa também se destacou por ser a única empresa com voltada à educação inclusiva a participar da disputa no palco principal do evento em Dubai em 2019.

Quando perguntada por que o Brasil tem poucas startups voltadas à educação inclusiva Fabíola ressaltou o caráter multidisciplinar necessário para lidar o com o tema. “Você precisa de um espírito empreendedor e com uma conexão muito forte com o problema”, disse. Esse foi seu caso. Em uma palestra para o TEDxFloripa, em 2017, Fabíola conta como a experiência de vida de seu pai inspirou a criação da Signa.

Os cursos da Signa são produzido pela própria comunidade surda ou conta com a contribuição de pessoas com fluência em Libras, que possui um conhecimento e que tem o desejo de compartilhar com outros surdos. Dessa forma, também gera renda extra diretamente para a rede de criadores de conteúdo, os professores.

É diretor e editor do Porvir e faz parte da equipe desde 2014. Nesse tempo, já produziu séries sobre formação de professores e guias multimídia sobre temas como educação socioemocional, tecnologia, participação estudantil e aprendizagem prática....

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