Como a tecnologia facilita que elogios e sentimentos estejam presentes na sua aula - PORVIR
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Inovações em Educação

Como a tecnologia facilita que elogios e sentimentos estejam presentes na sua aula

Ferramentas inclusas no Microsoft Teams podem ser usadas para promover conversas sobre sentimentos e incentivar elogios.

Parceria com Microsoft

por Ruam Oliveira ilustração relógio 9 de setembro de 2021

Como você observa se está tudo bem com seus estudantes? E como diz que estão progredindo nas aulas? Influenciadas pelo período de aulas remotas, as dinâmicas escolares se modificaram e colocaram em questão o aspecto socioemocional e também a necessidade de acompanhamento por parte de educadores.

Algumas ferramentas começaram a aparecer como auxiliares. Muitas delas com ajuda de características de jogo – envolvendo recompensas, por exemplo. A antiga tática de dar estrelinhas quando o aluno vai bem pode ser considerada como um dos primórdios de elementos de gamificação em aula. Essa atmosfera lúdica também pode ser usada positivamente na hora de propor atividades de autoavaliação e suscitar conversas sobre como os alunos estão se sentindo.

Recentemente, a Microsoft implementou no Teams duas ferramentas que vão de encontro a essas demandas. A primeira delas é o “Badges” – também chamado de “Elogios” – e é justamente o que o nome diz: o educador tem a possibilidade de utilizar essa ferramenta para mandar um feedback (comentário avaliativo) individual ao aluno, a um grupo específico ou até mesmo para toda a turma.

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É uma forma de estímulo muito parecida com as estrelinhas que eram dadas antigamente. O professor Fabiano Paludetti, coordenador de tecnologia da Escola Bosque e MIE Master Trainer, conta que na escola onde atua há até mesmo um movimento de badges que a coordenação faz com os professores e professoras. Ele considera que grande parte das pessoas, sejam crianças, adolescentes ou não, tendem a se engajar quando recebem elogios e esse tipo de ação é sempre muito positiva.

Ele próprio admite que se sentiu muito bem ao receber o badge,que são como selos ou medalhas virtuais, de “Master Trainer” da Microsoft pelas formações que exerceu recentemente. Esse é o mais alto selo que um educador que trabalha com formação de professores pode ter.

A outra ferramenta chama-se “Reflect” e pode ser usada para avaliar os sentimentos da turma, seja em relação à aula que acabaram de assistir, seja sobre como eles próprios estão se sentindo de modo geral.

“Trazer uma ferramenta de uma forma mais lúdica e ao mesmo tempo que tem uma intencionalidade ajuda um pouco e [faz com que] eles se sintam mais seguros”, diz a professora.

Gabriela Branco, professora dos anos iniciais no Colégio Marista Champagnat, de Ribeirão Preto (SP), e MIE Expert, começou a usar a ferramenta quando participou com sua turma de uma Semana de Scratch. A ideia era acompanhar como os estudantes estavam se sentindo ao longo do processo.

Com a reabertura da escola e o retorno às aulas presenciais, a professora não abdicou completamente da ferramenta, mesmo não tendo a necessidade de usar integralmente o Teams como fazia antes em período de aula online. Agora, ela deixa sempre uma tarefa para os estudantes responderem sobre como foi a semana, como se sentiram ao longo dos dias e no fim de semana e retoma as respostas no início da semana, na hora da acolhida, antes de iniciar outras atividades.

Print Screen do ReflectMicrosoft Educator Center

“A gente vem usando como uma forma de incentivar a autoavaliação”, conta a professora. Em semanas de provas, por exemplo, quando os estudantes podem ficar mais tensos, ela destaca que a ferramenta auxilia a observar o humor geral da turma.

Quando ela mostra os gráficos para a turma, os dados não contém os nomes de quem respondeu, mas os alunos conseguem ter uma visão de como os colegas estão. Ela conta que é comum eles próprios observarem e trazerem reflexões.

“A gente está falando bastante de saúde emocional, de cuidado emocional das crianças, principalmente nesse retorno. Trazer uma ferramenta de uma forma mais lúdica e ao mesmo tempo que tem uma intencionalidade ajuda um pouco e [faz com que] eles se sintam mais seguros”, diz a professora.

Ao olhar para esses dados, tanto no caso do “Reflect” quanto dos “Elogios”, os educadores e educadoras podem usar o que recebem para rever práticas e traçar novas estratégias, inclusive.

“Não podemos esquecer que quando nos vimos obrigados a ficar em casa durante a pandemia, a gente precisava trabalhar com a motivação, não só dos alunos, mas em reuniões também”, ressalta Francisco Tupy, Microsoft Fellow, professor do Colégio Visconde de Porto Seguro e pesquisador em letramento digital e gamificação. Aqui os elogios podem ser apresentados como ferramentas de engajamento e motivação para a turma.

Não se trata, no entanto, de transformar a aula em uma competição, fazendo com que os estudantes disputem entre si quem consegue mais ou menos “selos” de aluno aplicado, inspirador etc. Francisco aponta que a gamificação acaba trazendo também elementos que envolvem metas e objetivos, presentes nos jogos desde que eles foram inventados e que colaboram com a motivação necessária aos alunos.

De maneira sadia, entregar e aos estudantes é uma possibilidade de fazê-los compreender o que são essas metas, explica Francisco. Para ele, os compromissos maiores são conseguidos por meio de outros, mais rápidos . Metas diárias, como entregar um elogio de “entregou a atividade no prazo” ou “conseguiu ler a tarefa do dia”, fazem com que eles percebam essas pequenos progressos que, a longo prazo, se tornam grandes e compõem o todo.

O professor Fabiano, por exemplo, aponta que no ano passado realizou uma série de atividades com algumas turmas nas quais as tarefas de casa também contabilizavam “pontos” na escola.

Francisco ressalta que os elogios, por exemplo, não nasceram no contexto educacional, mas podem ser usados a favor da educação. O professor aponta que eles mostram um caminho amparado na estratégia de jogo e de compreensão de que por meio de algumas regras e objetivos, é possível nutrir no estudante a vontade de se esforçar mais.

A maneira como apresentar também perguntas sobre como os estudantes se sentem pode ser feita de um jeito lúdico, como mencionou a professora Gabriela, e assim evitar constrangimentos e que eles deixem de se expressar, o que nem sempre é tão simples e fácil. No caso do “Reflect”, as reações padrão servem de base para que crianças e adolescentes digam como se sentem e possam ao mesmo tempo pensar a respeito disso.

Elogiar e refletir sobre como se sentem são tarefas diárias e úteis no cotidiano da escola. Aprofundadas pela presença do ambiente online, essas ações podem e devem continuar em andamento na modalidade presencial, estendendo assim a preocupação com o acolhimento e apoio às turmas.

 

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aplicativos, competências para o século 21, socioemocionais, tecnologia

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