Como melhorar a organização para as aulas presenciais - PORVIR
Crédito: Leon Oalh / Unsplash

Inovações em Educação

Como melhorar a organização para as aulas presenciais

Neste período de aulas remotas e também presenciais, ser um educador organizado é essencial para apoiar a aprendizagem

Parceria com Microsoft

por Ruam Oliveira ilustração relógio 1 de setembro de 2021

A retomada das aulas presenciais na maior parte do país foi cercada de muita expectativa. Após um ano e meio de aulas remotas, mediadas pela tecnologia, agora é hora de estabelecer prioridades sem deixar que a busca por recuperar o desempenho acadêmico deixe de lado o contexto emocional e as necessidades de cada estudante.

O que é preciso manter no horizonte para que o restante do ano letivo ocorra sem os percalços vivenciados pela comunidade escolar nos últimos meses? Grande parte do problema se resolve com uma organização eficiente e clara, que coloque em evidência o que é prioridade ou não para este período do ensino.


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“A primeira coisa que o professor deve fazer é replanejar suas aulas a partir das habilidades prioritárias para esse continuum curricular (2020-2021)”, aponta Julci Rocha, Diretora da Redesenho Educacional, assessoria que atua com formação de profissionais da educação e elaboração de material didático-pedagógico. Ela aponta que no ensino fundamental é possível, por exemplo, que os educadores acessem mapas de foco – como os elaborados pelo Instituto Reúna – e, no caso do ensino médio ou educação infantil, levantar quais são essas habilidades junto à gestão da escola ou da rede para poder realizar esse replanejamento.

“Depois, é necessário realizar avaliações diagnósticas com os estudantes para identificar quais habilidades eles já adquiriram e quais são aquelas que ainda necessitam ser desenvolvidas. Vale considerar que haverá também fusão do ano letivo de 2022, portanto, aquilo que não for desenvolvido este ano deve ser planejado para 2022, junto com as habilidades estruturantes do ano seguinte”, disse.

O restante deste ano letivo possivelmente terá algumas escolas ainda no ensino híbrido. Nem todas as escolas tiveram a possibilidade de retornar para a modalidade presencial e alguns responsáveis ainda optam por deixar os filhos em casa por não se sentirem 100% seguros com o retorno.

A professora Patrícia Schinzel De Marchi, que dá aulas para o sexto ano da Escola Municipal Prudente de Moraes, no Rio de Janeiro (RJ), conta que apesar de já ter voltado para o presencial, continua dando aulas na modalidade remota para alguns estudantes. Seu planejamento segue muito parecido entre os dois tipos de aula que pratica, com pequenas exceções em atividades que funcionam melhor no presencial.

Na mudança de presencial para o online, Patrícia aponta que as dificuldades que encontrou foram aquelas que já estavam presentes na vida da maioria das pessoas: “Organizar um tempo dentro da minha casa que fosse especificamente para o meu trabalho porque tudo virou uma grande mistura e as coisas foram se atropelando”, conta.

Para ela, o planejamento foi sendo construído como se ainda estivesse fisicamente dentro da escola, o que colaborou com o andamento do processo.

Os desafios que professores e professoras vivem atualmente ainda serão sentidos ao longo dos próximos anos e alguns elementos organizacionais, por exemplo, podem ser levados em consideração neste tempo e no futuro.

Fernando Puertas, educador Microsoft, destaca que ter um ecossistema organizado, como o espaço de armazenamento online One Drive, por exemplo, com todos os arquivos que usará em aula, com o planejamento e propostas marcadas de maneira organizada ajuda o professora a não se perder no meio do caminho. Sempre observando que tipo de metodologia será usada antes de projetar qualquer tipo de organização.

“Manter esse ambiente virtual organizado, em que os alunos consigam ter acesso [ao material], é um ponto crucial” – Fernando Puertas

Ter um aplicativo de armazenamento em nuvem, onde é possível atribuir arquivos a diferentes pastas é outra dica de Fernando. Outro aplicativo sugerido é o “To Do”(“Coisas a fazer”), em uma tradução livre) onde o docente pode criar listas e fazer um check list do que foi feito ou do que está em andamento e não se perder no meio de tantas atividades. O educador também cita o Teams como uma forma de trabalhar bem a gestão de arquivos de maneira compartilhada, olhando para o conteúdo tanto dos alunos quanto dos próprios professores.

Também no Teams é possível designar tarefas para os estudantes, com isso facilitando o fluxo de atividades e tornando os processos mais organizados, inclusive adicionando diferentes categorias, instruções sobre como realizar tarefas. Saiba mais sobre esse recurso.

A professora Patrícia aponta que ter um aplicativo usado em conjunto facilita muito na organização. No caso dela, que utiliza o Rio Educa em Casa desde o início da pandemia, e continua a fazê-lo agora que tem alunos que ficam em casa e outros que vão para a escola. O sucesso de como será o andamento da aula está em dois pontos: organização e colaboração, afirma a professora.

Nada escapa, porém, de que o educador seja ele próprio organizado. “Manter esse ambiente virtual organizado, seja na nuvem, seja uma classe, em que os alunos consigam ter acesso [ao material] é um ponto crucial nesse cenário misto que a gente tem de ter algumas pessoas remotas e outras presenciais”, aponta Fernando.

Os recursos digitais são aliados importantes na hora da documentação pedagógica, ou seja, na gestão das atividades e entregas dos alunos, podendo inclusive ser um apoio para a organização pessoal de cada um. Esses recursos também favorecem a comunicação, independentemente da distância física em que se encontram.

“Uma dica que dou aos professores é selecionar e explorar recursos que possuem muitas funcionalidades, pois eles já atendem a muitas necessidades que os docentes possuem quando falamos em integração de recursos em sala de aula com foco em gestão da aprendizagem. Depois, o professor vai ampliando com outros recursos mais específicos. Assim, dá tempo dele e dos estudantes se apropriarem bem dos recursos. Há muito material gratuito na internet que ensina os professores a usar essas ferramentas”, diz a professora Julci.

Garantir uma boa organização depende, em grande parte, da intenção dos educadores. A partir da metodologia definida, é essencial que o planejamento ocorra da forma mais organizada possível. É uma característica que precisa estar presente no docente, mas que ele pode conseguir com o apoio de diversos recursos tecnológicos e expandir aos poucos a capacidade de se organizar e gerir suas atividades.

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