Como avaliações periódicas podem ajudar a destravar o ensino de inglês - PORVIR
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Inovações em Educação

Como avaliações periódicas podem ajudar a destravar o ensino de inglês

Avaliar o que o aluno já aprendeu e quais são as maiores dúvidas e dificuldades apoia educadores a planejar próximos passos no processo de ensino-aprendizagem de um idioma adicional

Parceria com Edify

por Maria Victória Oliveira ilustração relógio 19 de setembro de 2022

Se entender e falar inglês foi, um dia, considerado um diferencial, hoje é uma necessidade, já que esse é um dos idiomas mais falados no mundo todo. Entretanto, aprender uma nova língua pode parecer assustador. Só quem já teve medo do famigerado verbo “to be” sabe o que é a apreensão de conjugá-lo corretamente e preencher as lacunas nas sentenças durante uma avaliação. Por isso, estratégias que podem facilitar — e muito —  a vida de professores e estudantes da língua estrangeira são as avaliações diagnósticas e periódicas. 

Para Cássia Barros, coordenadora do Colégio São Francisco Xavier, em Ipatinga (MG), as avaliações diagnósticas, isto é, aquelas usadas para medir o conhecimento dos estudantes ao começo de um novo ciclo, seja um novo trimestre, semestre ou ano letivo, são excelentes porque permitem identificar as limitações e aptidões de cada estudante. 

“Com acesso aos resultados das avaliações diagnósticas, o professor fica numa posição privilegiada para elaborar estratégias para ajustar o conteúdo de acordo com o que é necessário naquele momento”, complementa Gregory Myers, professor do Colégio Evolução, de Porto Seguro (BA). 

Já o modelo de avaliação contínua — aquele ao longo do processo de ensino-aprendizagem — permite que o professor identifique se suas propostas e objetivos estão sendo alcançados. “A avaliação contínua beneficia muito o trabalho pois personaliza, estimula o aprendizado, traz motivação e segurança para o aluno, além de refletir as causas das possíveis dificuldades encontradas por eles”, explica Cássia. 

Ao conhecer as dificuldades de cada aluno, é possível que os educadores planejem atividades mais direcionadas e personalizadas, ao que Cássia comenta: “Temos evidências do desenvolvimento e progresso do educando através de uma presença individualizada do professor, em momentos oportunos, durante a aula.” 

Percalços 

Interpretação de textos, compreensão de enunciados de questões, falta de vocabulário e dificuldade na memorização são algumas das principais dificuldades enfrentadas pelos estudantes quando o assunto é aprender inglês. Nesse sentido, as avaliações ao longo do percurso, em vez de provas somente ao final de cada conteúdo, podem ser uma ferramenta interessante para que os próprios estudantes tomem consciência sobre quais conteúdos devem demandar maior atenção. 

Outro ponto de atenção é a avaliação da oralidade, como explica Cristiane Corsetti, head de mensuração educacional do Edify. Para ela, esse é um dos maiores desafios tanto para alunos como para professores. Segundo a especialista, há múltiplos aspectos que impactam a produção oral de pessoas que aprendem um segundo idioma, como elementos de natureza linguística, física, cognitiva e socioemocional. 

Assim, para desenvolver a oralidade, ela reforça a importância de muita exposição à língua adicional e oportunidades de práticas interacionais e sociais, experiências e vivências, o que nem sempre é viável em contextos escolares.

Para ajudar os estudantes em todas essas questões, Cássia comenta que os professores do Colégio São Francisco Xavier utilizam várias ferramentas que contribuem para minimizar esses entraves no processo, como: 

– Disponibilização de links adicionais para leituras;

– Uso de jogos educativos que contribuem para ampliação de vocabulário;

– Incentivo ao uso de livros e revistas do acervo da biblioteca;

– Apoio pedagógico por meio de aulas extras;

– Atividades extras e complementares;

– Uso de aplicativos educacionais em inglês, como os do Edify e Duolingo.

As dificuldades não são somente do lado dos estudantes. Muitos professores também encontram entraves no ensino de inglês, que, segundo Cássia, dizem respeito principalmente às diferenças entre as turmas, o despertar de interesse dos alunos para o uso da língua e o desejo de aprender. 

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Revisar para avançar 

Investigar o que o aluno absorveu dos conteúdos que já foram ensinados para planejar os próximos passos e atividades é um dos princípios do Edify, programa de educação em soluções bilíngues que engloba desde a educação infantil até o ensino médio. 

A jornada de aprendizagem proposta pela solução segue um modelo espiral. Ou seja, novos objetivos são conquistados a partir do reforço dos conhecimentos prévios. 

“A integração de conhecimentos novos à informações anteriores potencializa a aprendizagem e a sensação de progresso. No início de cada semestre, a partir do primeiro ano do ensino fundamental, aplicamos provas diagnósticas chamadas de ‘revision activities’, com 20 questões sobre o conteúdo do material do semestre anterior. Ao analisarmos os dados coletados, destacamos os aspectos linguísticos que nossos alunos já dominam e as áreas que necessitam de revisão”, explica Cristiane. 

Com o material em mãos, os mentores pedagógicos reunem-se com os educadores a fim de analisar os níveis de aprendizagem. Além disso, a solução também disponibiliza relatórios em Power-BI com informações por ano letivo, por material utilizado, por professor, por turma e por aluno. “Esse olhar individualizado oferece possibilidade de maior personalização do aprendizado”, aponta. 

Modelos alternativos de avaliação 

Pensar em modelos alternativos de avaliação pode ser uma estratégia para que os alunos não só percam o medo das provas, mas também tenham novas oportunidades de aprender. 

O Edify segue um modelo que usa na prática os conceitos de avaliação diagnóstica e contínua. 

As chamadas avaliações somativas informam sobre o desempenho ao fim de um ciclo usando notas e visam mensurar o aprendizado após o ensino. As provas do Edify avaliam os alunos em três componentes: compreensão leitora, compreensão auditiva e produção oral. 

Já as avaliações formativas são pensadas para proporcionar retorno qualitativo de forma contínua para determinar os próximos passos. “A avaliação formativa é a avaliação para o aprendizado. É detalhada, específica e proporciona feedback descritivo e qualitativo com relação ao atingimento de critérios e rubricas. O aluno se torna protagonista do processo de avaliação”, explica Cristiane. 

Segundo a especialista, a soma das duas estratégias é fundamental para tornar o desenvolvimento mais visível para alunos e responsáveis, entregar eficiência e o melhor aprendizado em inglês. “A preparação para um evento avaliativo oferece aos alunos motivação objetiva para aprimorarem seus conhecimentos. Queremos que nossos alunos sintam que a avaliação é um processo significativo e relevante.” 

Para poder adotar os modelos de avaliação, as escolas parceiras têm acesso a uma plataforma digital exclusiva, o e-practice, que hospeda vários recursos didáticos como atividades digitais sobre conteúdos do material corrente, banco de atividades sobre gramática, vocabulário, pronúncia, leitura e compreensão auditiva, trilhas de revisão, materiais digitais, atividades de entretenimento e, mais recentemente, as provas diagnósticas. 

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TAGS

aprendizagem baseada em projetos, educação bilíngue, ensino fundamental, ensino médio

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