Sou professora dos anos iniciais do ensino fundamental em duas turmas da Escola SESC, em Macaíba (RN). Nesse percurso, já pude desenvolver muitas atividades interessantes com as crianças, como foi o caso do projeto de leitura e escrita.

Um projeto bastante significativo foi encerrado recentemente na turma do 4° ano. Intitulado “Uma viagem a povos distantes”, ele foi inspirado no livro “Cartas a Povos Distantes”, do escritor Fábio Monteiro. As crianças se envolveram de tal maneira, que ainda desenvolvemos um novo projeto, chamado “Uma viagem a povos distantes II: Rumo ao Egito”.

“Sem sair de casa” foi a frase motivacional para esse trabalho, pois um dos personagens do livro diz “posso conhecer outras culturas sem sair de casa”. No primeiro projeto, as crianças tiveram a oportunidade de conhecer a cultura de outros países por meio de pesquisas, slides e vídeos. Também aprofundamos conhecimentos sobre o nosso país.

Crianças fazem circulo ao redor do carteiro

Na ocasião, ainda trabalhamos um novo gênero textual. A turma escreveu e enviou cartas para familiares e para crianças de uma comunidades da zona rural de Macaíba. Recebemos também a visita do carteiro, que conversou com a turma sobre a história do correio.

Diante de toda essa experiência, avanços significativos foram observados, tanto na leitura, quanto na escrita. O projeto despertou nas crianças o interesse de continuar a escrever para familiares e amigos.

A possibilidade de conhecer outras culturas (de países como China, Portugal, México, Estados Unidos, Espanha) também encantou a turma. Como um dos personagens do livro “Cartas a Povos Distantes” reside em Luanda, capital de Angola, também abordamos informação sobre essa capital, cantamos e dançamos uma canção africana na apresentação do projeto.

Quatro crianças posam para foto e seguram um livro com as mãos

Agora, lá vamos nós, rumo ao Egito. Motivadas pelo primeiro projeto, as crianças decidiram criar uma história e levar um novo tripulante para a viagem: o menino Vicente, lá do sertão da Paraíba (personagem fictício criado por elas).

É importante frisar que as crianças são autoras dos projetos, pois elaboram a justificativa, os objetivos e as etapas prováveis. Como professora, eu apenas fiz intervenções quando eram necessárias.

Para compartilhar essa experiência, enviei um e-mail ao escritor Fábio Monteiro, e ele pediu que enviássemos uma carta da turma, que certamente retornaria. Posso dizer que a emoção toma conta de mim sempre que relato esse projeto e conto a proporção que ele vem tomando.

Quem me motiva a desenvolver esses trabalhos são as crianças, que estão sempre em busca de algo novo e desafiador. Outra coisa interessante que podemos notar é que essa geração que frequenta as salas de aulas também não é mais a mesma. Para ser um professor inovador é preciso saber que muita coisa mudou. É nessa perspectiva que pretendo inovar cada vez mais na minha prática.

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Formada em pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, cursa especialização em Alfabetização e Neurociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Atua como professora há 15 anos. Iniciou sua experiência profissional na educação...

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2 Comments

  1. Olá bom dia professora Josefa.
    mu nome é Edeniz Norma Przybylski sou professora e atuo como apoio pedagógico nas séries 1 e 2 ano em uma escola municipal em Senador Canedo Goias , fiquei encantada com seu projeto parabéns pela iniciativa o Brasil precisa de profissionais como você.

    1. Olá, tudo bem? Obrigada. Acredito muito no trabalho com a literatura como estimulo no processo de leitura e escrita. Sigo nessa construção de saberes diários. A leitura deve permear constantemente a sala de aula, ocupando um lugar de criação, imaginação e encantamento.

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