Em qual estágio está a tecnologia na sua escola? - PORVIR
Crédito: Allison Shelley/EDUimages

Inovações em Educação

Em qual estágio está a tecnologia na sua escola?

Tornar as aulas mais atrativas e o aprendizado mais funcional é um dos papéis da tecnologia educacional

Parceria com APDZ

por Ana Luísa D'Maschio ilustração relógio 15 de julho de 2022

Por que a tecnologia é, hoje, cada vez mais importante na educação? A pergunta, que abre o especial Tecnologia na Educação, feito pelo Porvir em 2015, segue atual e com respostas cada vez mais diversas. Basta lembrar do papel fundamental do universo digital durante a pandemia da Covid-19, apoiando as escolas a se manterem próximas de seus alunos.

“Quando os computadores chegaram às escolas, nossa intenção era educar para o uso das tecnologias. Hoje usamos as tecnologias para educar”, diz a educadora Anna Penido, diretora do Centro Lemann de Liderança para Equidade na Educação.

As ferramentas tecnológicas podem promover equidade e qualidade na educação, transformando a maneira como se ensina. “A tecnologia não substitui o professor. Ao contrário, ela empodera os educadores, permitindo que abandonem atividades mecânicas ou repetitivas, como corrigir exercícios e dar aulas expositivas, e tenham mais tempo para atuar como mediadores, mentores e designers da aprendizagem”, ressalta Anna.

Consultor pedagógico da APDZ Educação e Tecnologia, Daniel de Oliveira destaca as diferentes maneiras trazidas pela tecnologia para a relação escolar. “A tecnologia é uma grande aliada para diversificar as formas de abordar um mesmo tema, tornando-o mais atrativo e claro para o estudante”, afirma. “Por conta da sua gama de utilizações, a tecnologia facilita a integração das disciplinas. Uma dica importante é ter bem definidos os objetivos a serem trabalhados de cada matéria para que a busca pela ou pelas tecnologias integradoras seja facilitada e assertiva”, complementa Daniel

Aulas mais atrativas

Quem seguiu a sugestão à risca foi a professora Giovana Picolo. Moradora de Pinhal da Serra, município com pouco mais de 2 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul, a educadora da área de linguagens dos ensinos fundamental e médio queria mudar sua maneira de ensinar durante o período remoto, tornando as aulas mais atrativas para os estudantes que estavam em casa. Foi na tecnologia e na gamificação que encontrou as respostas – e as compartilhou na seção Diário de Inovações.

“Entendi que podemos gamificar tudo, e que as minhas aulas poderiam ser gamificadas, para fazer com que meus alunos prestassem mais atenção ao conteúdo”, conta Giovana, que transformou em jogos as disciplinas de português, espanhol, inglês e arte. “A partir daí, meus alunos também começaram a transformar as experiências da sala de aula em jogos”, diz, orgulhosa. 

“No momento em que os estudantes põem a mão na massa, têm maior liberdade criativa, ficando no centro do processo de aprendizagem”, comenta Daniel. “A partir da criação e da exploração, eles se divertem e aprendem.”

Giovana segue inovando em sala de aula: agora, com projetos em Scratch. E, no segundo semestre, vai ministrar um curso de ferramentas digitais para professores, aberto ao público via Google Meet. “É uma maneira de inspirar outros professores a lidar com a tecnologia”, conta.

 

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Metodologias ativas

Para Andréa Ortiz, professora de educação tecnológica do IMF (Instituto Marcos Freitas), na unidade Recreio (Rio de Janeiro), a tecnologia introduz conceitos no cotidiano dos alunos de maneira concreta, a partir de situações-problemas, facilitando a aprendizagem. “O professor, agindo como mediador, traz um problema com base na realidade do aluno e o instiga a resolver. Com isso, o pensamento computacional se desenvolve e a criança não precisa passar muito tempo ouvindo ‘teorias’ que na maioria das vezes não proporciona prazer em aprender”, descreve. 

Nesse sentido, o aluno é desafiado a colocar a mão na massa para resolver o que está sendo proposto, usando a criatividade e desenvolvendo a metacognição. “O aluno estuda para resolver um problema e não por simplesmente estudar. Só com a mão na massa, ou seja, programando, a gente aprende a programar. O pensamento computacional é bastante desenvolvido quando há a prática”, conclui a professora.

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competências para o século 21, educação mão na massa, ensino fundamental, ensino médio, tecnologia

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