Professor precisa abrir a cabeça, diz José Pacheco - PORVIR
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Inovações em Educação

Professor precisa abrir a cabeça, diz José Pacheco

Para educador, inovações só vão ocorrer com o apoio do governo e com o fim do ensino transmissivo

por Patrícia Gomes ilustração relógio 22 de maio de 2012

Depois de já ter revolucionado os moldes tradicionais de ensino na Escola da Ponte, o professor português José Pacheco, hoje um estudioso da realidade brasileira, aposta na mudança de mentalidade dos professores e no apoio dos governos para haver inovação em educação. Segundo o educador, é preciso que as iniciativas isoladas que ele tem visto pelo país sejam registradas, avaliadas e incentivadas para não serem perdidas. Mais que isso: os professores devem se dispor a mudar para adotar uma postura mais descentralizada, aberta à reflexão, ao diálogo e à diversidade.

Leia mais:
O que é ser um bom professor?
– 8 ferramentas para facilitar a vida do professor
– Como se tornar um professor melhor na educação online?

Pacheco se tornou mundialmente conhecido por revolucionar uma escola pública portuguesa, a Ponte, utilizando uma metodologia ousada: ele acabou com turmas, salas de aula, disciplinas e passou a ensinar conforme a motivação dos alunos. Lá, são os próprios estudantes que se organizam em grupos heterogêneos para estudar os assuntos que lhes interessam, são autônomos para pesquisar, apresentar os resultados para os colegas e, quando se sentem prontos, avisam que podem ser avaliados. O educador já está aposentado, mas sua proposta pedagógica continua sendo aplicada na Ponte e é replicada em vários países, inclusive no Brasil.

Imagem mostra o educador José PachecoCréditoAndré Avila

Porvir: Como o senhor definiria inovação em educação?
José Pacheco:
Os arquivos das universidades estão repletos de teses sobre inovação. Sendo um termo de vasto espectro semântico, eu poderia escolher uma definição qualquer e escrever aqui, mas não farei. Prefiro dizer que, no campo teórico da educação, já tudo foi inventado e que as teses são meras reproduções de teorias… Na prática, aquilo que tem sido considerado inovação não tem sido avaliado e, quase sempre, tem consistido apenas em pequenas mudanças num modelo educacional hegemônico e obsoleto. Esse modelo, dito “tradicional”, aquele em que é suposto ser possível transmitir conhecimento, faliu muito tempo atrás.

Porvir: Nós, brasileiros, somos um povo aberto à inovação?
José Pacheco:
Sem dúvida que a mistura genética deu origem a um povo criativo. Acompanho algumas práticas embrionárias que provam a capacidade inventiva dos professores brasileiros. São iniciativas que partem de desejos e necessidades sentidas pelos atores locais. Essas práticas (talvez inovadoras) requerem descentralização, questionamento do modelo de relação hierárquica, negociação e contrato, respeito pela diversidade. Tais projetos poderiam constituir-se em oportunidade de mudança, mas o poder criativo não encontra acolhimento junto àqueles a quem compete gerir o sistema. Urge inovar, mas como pode acontecer inovação, se quem decide não tem consciência dessa necessidade?

Porvir: O que de mais inovador o senhor tem visto pelas suas viagens pelo Brasil?
José Pacheco:  
Tenho visto o trabalho discreto de muitos professores. Um trabalho que talvez mereça ser considerado inovador, mas que, por não ser apoiado pelo poder público, nem avaliado, se perde, quando os professores desistem de querer mudar as escolas, quando desistem de fazer das crianças seres mais sábios e pessoas mais felizes.

Porvir: Existe mais abertura hoje para projetos que desconstroem a escola tradicional, como a Escola da Ponte ou a Educação Ativa?
José Pacheco: Existe abertura por parte de educadores atentos à tragédia educacional brasileira. Há dados que mostram que há alunos que chegam ao ensino médio analfabetos ou incapazes de fazer uma interpretação de texto.

Urge buscar uma escola do conhecimento e abandonar um ensino meramente transmissivo, fomentar a organização do acesso à informação e a aprendizagem do uso do conhecimento.

As escolas se converteram ao mundo digital, mas mantêm e reforçam práticas de ensino obsoletas, o improviso e o imediatismo das “novas” práticas faz prosperar o insucesso. Urge instituir novas e autônomas formas de organização das escolas, mas também recuperar práticas antigas, sem a tentação de clonar a escola da Ponte ou adotar modismos.

Há muitos educadores com um estatuto social degradado, mal remunerados, mas que não desistem de desconstruir o modelo tradicional, de tentar melhorar, melhorando a escola. Eles sabem que o Brasil progredirá através da educação. Mas não aquela educação de que é feita a retórica de político…

Porvir: Onde estão as principais barreiras para inovar? Nas escolas, entre professores, governantes, pais ou alunos?
José Pacheco: 
A mudança em educação é um processo complexo e moroso: para grandes metas, pequenos passos. Urge buscar uma escola do conhecimento e abandonar um ensino meramente transmissivo, fomentar a organização do acesso à informação e a aprendizagem do uso do conhecimento.

A mudança das instituições passa pela transformação das pessoas que as mantêm. Estabeleça-se uma práxis pautada numa ética da responsabilidade e numa relação dialógica. Que se recusem ideias feitas e se escape à síndrome do pensamento único.

A formação dos professores é deficiente. As escolas são geridas numa racionalidade administrativa e burocrática. Mas o principal obstáculo é o professor, quando assume que o ato de educar é um ato solitário, quando recusa reelaborar a sua cultura pessoal e profissional, no exercício da convivencialidade.


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autonomia, escola da ponte, formação continuada, formação inicial

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marcos lorite lopes
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marcos lorite lopes

Estamos lutando contra uma estrutura arraigada por anos, e através dos pais destes alunos que hoje frequentam a escola, percebemos o quanto perdemos por não haver a diversificação e verificar a “recusa cultural pessoal e profissional”, ficamos presos a um processo que hoje tem que ser mudado para que a instituição escolar tenha sua liberdade de atuação frente aos problemas relacionados com a sua comunidade, fato este que não acontece, temos que praticar o curriculum… Ler mais »

Maria Consuelo Tavares Coltro
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Maria Consuelo Tavares Coltro

Sou Pedagoga, trabalho na região metropolitana de Curitiba. Sou Funcionária Pública. Concordo plenamente com a linha de pensamento do professor, Pacheco. Já fui à Portugal conhecer a Escola da Ponte; na Vila das Aves. Fiquei encantada com o trabalho lá desenvolvido. Eu tento e modifico minha metodologia. Trabalho de acordo com a fase em que a criança se encontra. Tenho tido sucesso no que faço.

Simone
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Simone

Ótimos dizeres, não é só inovar, mas saber como e por onde começar!

mardion
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mardion

infelizmente é triste ver tanta criança sendo massacrada com uma educação recheada de objetivos egocêntricos, políticos e anti-profissionais

Fabiano Mina
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Fabiano Mina

É sempre o mesmo discurso. Algum fulano de tal que possui uma experiência tal, que conseguiu sucesso em alguma escola no Antigo Continente, então aparece aqui no Brasil supostamente querendo ensinar ou implementar suas teorias na área da educação. Então ao serem questionados, fazem algum tipo de análise da atual educação brasileira, falando sempre as mesmas redundâncias. Logo após as avaliações feitas, sugerem idéias sempre generalizadas, também redundantes, apontando os velhos e já conhecidos problemas… Ler mais »

Osni Junior - Motirõ
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Osni Junior - Motirõ

Olá Fabiano! Bem, pelo seu grande comentário pude imaginar que tu és professor. Admiro sua coragem para enfrentamento da difícil vida dos Professores no Brasil. Sobre sua crítica ao professor José Pacheco, percebi em suas palavras que você está generalizando e deturpando a ação de um experiente educador. Destaco apenas dois pontos, e recomendo que você aprofunde, para que você não perca mais tempo fazendo avaliações superficiais de uma prática educativa revolucionária, uma das poucas… Ler mais »

Poliana christina
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Poliana christina

Muito bem colocada suas palavras, sem duvida nenhuma essa pessoa esta sozinha, e sozinha e muito difícil compreender o mundo, as pessoas e suas prioridades , por isso e tao difícil para ele acreditar em pessoas inovadoras como Pacheco.
Talvez Fabiano desconheça 0 real significado de educação Ensinar…Levar o conhecer…Levar a conhecer…Levar a se ver….

Luciene Meza
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Luciene Meza

Fabiano, me dediquei a ler sua quase e (pobre) tese que escreveu aqui. É surpreendente ver como você conseguiu deturpar a entrevista do professor, e deturpou de maneira agressiva e infantil. Pois bem, me questiono o que você como professor – se é professor, é claro, atua para a melhoria ou mudanças na educação brasileira. E mais, que sua quase tese aqui, refuta o quê exatamente. Pois seus argumentos iniciam de uma maneira quase que… Ler mais »

Bianca Ribeiro
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Bianca Ribeiro

Fabiano, o José Pacheco não é um aventureiro..procure saber mais sobre ele para depois fazer este grandeeee comentário..ele é o melhor dos melhores,,,

alexandra
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alexandra

Amei seu comentário, falou toda verdade,também penso como você….Parabéns

Geraldo Santana
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Geraldo Santana

Olá Fabiano! li o seu comentário. Entendi que, afetado por modelos impositivos e absolutos pelos quais a América Latina foi afetada, fez com que você fosse herdeiro de uma crítica também impositiva e absoluta, generalizada e preconceituosa.Houve , na história, pessoas, inclusive europeus, que , imbuídos de um espírito diferente, lutaram contra modelos de educação dominadores e desumanizantes. Sugiro que você conheça melhor o José Pacheco, sua trajetória e sua paixão pela educação voltada não… Ler mais »

Geraldo Santana
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Geraldo Santana

(continuação) para a demagogia mas para a emancipação e felicidade das crianças.

Lúcia Gomes Aragão
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Lúcia Gomes Aragão

A METODOLOGIA DO PROFESSOR PACHECO É,SEM DÚVIDA, MUITO AVANÇADA PARA A NOSSA REALIDADE, MAS NO ENTANTO, ATÉ SIMPLES DE REALIZAR. IMAGINO OS ALUNOS COMO AUTO DIDATAS CONSTRUINDO O CONHECIMENTO. MAS INFELIZMENTE, COMO DIZ NA ENTREVISTA, ENCONTRAMOS AINDA, PROFESSORES QUE MESMO COM A FALTA DE APOIO, CRIAM SEUS MÉTODOS (SIMPLES) QUE NO FIM, SÃO SUPER EFICIENTES. QUEM SABE DA SALA DE AULA, É O PROFESSOR.

Santiago Siqueira
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Santiago Siqueira

Do velho continente, fico com o português António Nóvoa e sua ideia de Transbordamento Escolar.

EDELSON H. A. JÚLIO
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EDELSON H. A. JÚLIO

Concordo plenamente com a visão do Prof. lusitano José Pacheco sobre a situação caótica da qualidade do ensino brasileiro e da problemática que vivenciam as pessoas comprometidas em alterar esta situação. Como exemplo sugiro que vejam a extraordinária matéria no site http://www.aprenderaler.com.br, método excepcional de alfabetização desenvolvido por uma psicóloga catarinense, a qual alfabetiza em APENAS OITO AULAS, de até duas horas cada. Assista e lhe asseguro, pode acreditar! Só falta vontade política para erradicarmos… Ler mais »

http://www.mamcs.co/index.php/about-mamcs/mamcs-blog/item/66-welcome-to-the-mamcs-information-log
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judite Brasil
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judite Brasil

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Luciano José Rodrigues
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Luciano José Rodrigues

Boa tarde, Porvir! Esclarecedor a entrevista, muito obrigado! Sou de Minas Gerais, aqui temos a sensação mais terrível que a educação possa ter, pois salvo alguns projetos de libertação da criatividade e produção do conhecimento, temos uma educação totalmente dogmática, pois restringe a liberdade, traçando objetivos de resultados, e índices. O professor transformou-se em nada mais nada menos do que um executor de programas governamentais…Não é considerado um ser pensante, não é ouvido e quando… Ler mais »

Luciana Lima Gambarra
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Luciana Lima Gambarra

Caríssimos,comentaristas.Quando ouvi o Professor Pacheco pela primeira vez fiz uma rápida análise da minha trajetória de quinze anos como educadora e conclui: Como preciso aprender!Na minha opinião o professor Pacheco tem contribuído bastante para o crescimento profissional dos educadores brasileiros, que mesmo diante dos problemas educacionais,não desistem de lutar por uma educação de qualidade.Os problemas brasileiros são muitos,é claro.Mas, precisamos cada dia aprendermos a desempenhar melhor nossa profissão para darmos aos nossos alunos o nosso… Ler mais »

lemona
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lemona

Seria injusto de ma part não fazer o elogio do que tem-me licença de obter um empréstimo de dinheiro o Mês último do qual tinha necessidade para salvar uma vida em perigo à partida não havia só um momento mas a minha curiosidade meu empurrado de tentar e finalmente pude obter este empréstimo que a minha saída desta impasse na qual mim viva, preenchi as condições e sem preocupações, a minha conta tem creditado dos… Ler mais »

CANDELARIA
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CANDELARIA

O ENSINO NO BRASIL AINDA É MUITO ARCAICO,SEM METODOLOGIAS, SEM PRÁTICA E TAMBEM MUITO SEM ESTÍMULO. VEJO MUITA ACOMODAÇÃO POR PARTE DOS PROFESSORES EM NÃO ACEITAR UM TRABALHO INTERDISCIPLINAR.PRECISAMOS MUDAR ESSA RETÓRICA.E PRECISO APOIO POR PARTE DO GOVERNO, EM MELHORAR A INFRAESTRUTURA DAS ESCOLAS,CAPACITAR PROFESSORES COM CURSOS DE ALTO NÍVEL.ENVOLVER A COMUNIDADE NA ESCOLA.TER UM BOM PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO, UMA BIBLIOTECA BEM INFORMATIZADA,COM BIBLIOTECÁRIA FORMADA PARA DAR SUPORTE AOS PROFESSORES E ALUNOS.

antoinetta
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antoinetta

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Pedrita
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a coisa tá feia, né filha!?

ROSARIO
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ROSARIO

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Pedrita
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Pedrita

É, professores precisam “abrir a cabeça” e vcs precisam “fechar a boca” para não falarem mais asneiras… ( se possível, os bolsos tb). Está cheio de ‘palpiteiros’ de plantão na Educação e todos eles só sabem criticar e achar que têm a solução para os males da Educação como se tais mudanças acontecessem da noite para o dia… Essa maioria palpiteira e repleta de teorias (por vezes infindáveis) um dia saíram das suas salas de… Ler mais »

anna
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Joel JR Ewanlen
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eu estou precisando

Itamar França
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Itamar França

A solução não é tão difícil: Primeiro, escola sem partido, livre de ideologias políticas, e encontremos outro método de ensino que não seja o SOCIOCONSTRUTIVISMO, difundido por Lev Vygotsky. A escola é um lugar de refúgio, vejam as escolas japonesas, livres de ideologias políticas, livres do socioconstrutivismo

Pedro Johnson
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Pedro Johnson

Excelente artigo! Só ressalvo que quando o professor “assume que o ato de educar é um ato solitário” – não necessariamente a culpa do Professor. Muitas vezes o Professor só está tentando manter os governantes e pais satisfeitos, e por isso são desviados. Acredito fortemente que a barreira a tais inovações esteja fortemente correlacionada a pobre educação dos pais – que podem não “gostar” das mudanças e inclusive ameaçar o professor, causar situações de injúria… Ler mais »