Plataforma integra escolas e edtechs com login e senha únicos - PORVIR
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Inovações em Educação

Plataforma integra escolas e edtechs com login e senha únicos

Instituições de ensino podem ter acesso a ferramentas digitais por meio do HUB.Educacional. Dados são compartilhados de forma anônima e uso vai gerar informações sobre aprendizagem dos estudantes.

por Fernanda Nogueira ilustração relógio 11 de outubro de 2019

Escolas e secretarias de ensino podem contar agora com o uso de uma plataforma de integração que facilita o acesso de alunos e professores a serviços educacionais digitais. O HUB.Educacional usa uma tecnologia que permite aos usuários o acesso a várias ferramentas diferentes com os mesmos dados, sem precisar de cadastros, logins e senhas diferentes para cada uma.

O uso da plataforma traz benefícios para todos os envolvidos, segundo Christiano Grillo Justus, gerente de produtos do HUB.Educacional. As escolas contam com a garantia de que os dados pessoais dos alunos e funcionários serão compartilhados de forma anônima, o que adiciona uma camada de segurança no ambiente virtual e ampara a instituição em relação à legislação.

“Um único processo de integração de dados também propicia maior agilidade nos processos de cadastro, caso a escola opte por implantar novas soluções, ou, simplesmente, realizar atualizações periódicas necessárias. Tudo isso sem custos para a instituição de ensino”, diz Christiano. As escolas terão ainda suas necessidades mapeadas e, assim, poderão optar por receber informações sobre quais soluções podem ajudar a melhorar a gestão e a aprendizagem dos alunos.

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A plataforma foi modelada para atender as especificações da nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) brasileira, com o objetivo de amplificar o controle sobre os dados pessoais para as instituições de ensino e proporcionar adequação às regras da nova lei para as edtechs.

Essa adequação de escolas e empresas de tecnologia será de extrema importância com a entrada em vigor da lei em agosto de 2020, segundo Álvaro Cruz, vice-presidente de tecnologias educacionais da indústria Positivo, que opera o HUB.Educacional, e conselheiro de governança do Hubedu.org, movimento internacional sem fins lucrativos focado na compreensão da cartografia de aprendizagem dos estudantes em todo o mundo, com o objetivo de aumentar as experiências escolares e construir políticas educacionais adequadas. “A lei protege os dados pessoais das crianças. O dirigente poderá responder pessoalmente e penalmente pelo uso distinto da educação”, explica.

Uma medida de segurança oferecida pelo HUB é a anonimização dos dados fornecidos pelos usuários. De acordo com Christiano, quando o aluno de uma escola compartilha um dado pessoal, essa informação ganha uma “máscara”, que faz com que apenas colegas e o professor identifiquem aquele estudante dentro da ferramenta digital usada. “Por exemplo, ao invés de enviar um nome completo, apenas o primeiro nome e a primeira letra do segundo (nome) são enviados. A instituição pode, a qualquer momento, revogar e/ou auditar o acesso aos dados (quando ocorreu o acesso, qual foi a solução utilizada, quais informações foram compartilhadas, etc) e pode também definir quais dados deseja compartilhar com cada solução”, diz.

Educadores e gestores podem contar com a facilidade de um login único para acessar as ferramentas digitais e têm acesso a uma área de relatórios para acompanhar a evolução dos alunos de forma abrangente em um único ambiente. O uso também fica mais fácil para os estudantes, com acesso a um único login nas atividades em sala de aula.

“O HUB.Educacional cria um ambiente propício para a visualização da cartografia da aprendizagem dos alunos, possibilitando a visualização de relatórios consolidados sobre o uso de cada solução. Em um segundo momento, com um volume de dados significativo, o HUB poderá combinar diversas informações e experiências dos alunos, transformando-as em tendências e insights relevantes tanto para os docentes quanto para os alunos e pais”, afirma Christiano.

A plataforma pode cooperar para melhorar a educação do país, segundo Álvaro. “Cria a possibilidade de que pais, alunos, escolas, secretarias e o país entendam melhor o aluno 4.0, que usa a tecnologia de forma diferente”, explica.

As edtechs, empresas de tecnologia educacional, se beneficiam de várias formas com a integração à plataforma. Elas alcançam múltiplas instituições de ensino sem a necessidade de adaptar o modelo de dados para cada uma delas e fazem a integração automática com diversos sistemas acadêmicos.

“Ter sua solução pronta para ser disponibilizada em qualquer instituição de ensino contribui para aumentar a visibilidade no meio educacional, bem como reduz sensivelmente o custo de aquisição do cliente (CAC). Da mesma forma que ocorre com as instituições de ensino, ao receber os dados de forma anonimizada as edtechs economizam esforços em adaptar a sua solução para atendimento às novas regras da LGPD”, explica Christiano.

Segundo o gerente de Produtos, como o uso da plataforma é gratuito para as escolas, o modelo de negócios é baseado na parceria com as edtechs, que remuneram o HUB.Educacional pelos serviços de integração com os sistemas acadêmicos, pela adequação à legislação e pelos diagnósticos gerados pela inteligência artificial da plataforma.

Paulo Sponchiadom, da GenneraDivulgação

Paulo Sponchiado, da Gennera

Alguns exemplos de empresas que já firmaram parceria com o HUB.Educacional são Aprimora, Big Brain, Canvas, Educacional, Escola em Movimento, Eskolare, Gennera, Instituto Monitor, Inventura, Oficina do Livro, Pense Matemática, Schood, Schoolastic, TutorMundi e VCMaker.

Edtechs

Para Paulo Cesar Sponchiado, diretor de mercado da plataforma de gestão educacional Gennera, a integração é uma preocupação constante das escolas. “O HUB permite que, em um único ambiente, todas as tecnologias envolvidas possam se comunicar com segurança e sem a necessidade da escola se envolver diretamente com os diferentes fornecedores destas tecnologias”, diz.

De acordo com o CEO da Schoolastic, Luiz Fernando Orlandini, o HUB.Educacional funciona como uma vitrine para a plataforma, que usa a inteligência artificial para identificar padrões de habilidades e competências de estudantes e gerar planos de ação para o desenvolvimento da aprendizagem. “A grande vantagem do HUB para as escolas é a facilidade e segurança de poderem ter todas as suas aplicações educacionais acessíveis com um usuário e senha únicos, com baixo custo e a segurança de que não precisam enviar arquivos para cada edtech que contratarem, contando com o HUB como uma camada de segurança para seus dados, conforme a nova LGPD”, afirma.


*** Como funciona o HUB.Educacional

Como ocorre a integração no HUB.Educacional:
– O HUB integra dados pessoais com as soluções digitais utilizadas pela instituição de ensino
– A integração ocorre quando o sistema acadêmico utilizado sincroniza os dados com o HUB, que, de forma anonimizada, envia automaticamente os dados requisitados pelas demais aplicações, desde que autorizado pela instituição
– A plataforma usa uma API de integração para receber os dados de um sistema acadêmico, chamada de API Sync, responsável por receber e validar dados.

Modelos de integração para enviar dados para as edtechs:
Modelo 1: a API recebe os dados do usuário no momento em que o acesso é feito, utilizando um padrão chamado de LTI (Learning Tools Interoperability), muito usado para integrar soluções com sistemas de gerenciamento de conteúdo
Modelo 2: qualquer alteração nos dados de cadastro é notificada, assim o cadastro do usuário é enviado para as aplicações sempre que houver uma atualização, isso garante que todos os dados sempre estejam atualizados nas soluções educacionais usadas pela instituição

Integração da edtech:
– A empresa deve solicitar o cadastro ao HUB.Educacional
– Após a aprovação, a edtech deve implementar um dos modelos de integração disponíveis, ou utilizar ambos
– Para isso, é preciso acessar a área para desenvolvedores no site da plataforma. Lá, a empresa irá encontrar SDKs para integração em diversas linguagens, além de canais de suporte para auxiliarem no processo


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aplicativos, educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, ensino superior, tecnologia

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