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Professores: Como formar professores para os Anos Finais

por Grupo de Trabalho Anos Finais 20 de outubro de 2017

Formação de educadores: Estreitar os laços entre escolas, secretarias de educação e universidades para que, juntas, promovam a articulação entre as demandas que emergem do cotidiano escolar, as políticas públicas e os programas de formação docente.

Temas:

Adolescência: Expandir a compreensão dos professores dos Anos Finais sobre o adolescente e seus direitos, em especial o direito à educação; promover formações específicas sobre o tema adolescência, contemplando conteúdos diversos relacionados a essa fase da vida (psicologia, comportamento, neurociência, desenvolvimento físico e emocional, entre outros) e assuntos de interesse dos adolescentes (sexualidade, drogas, música, movimentos culturais, cidadania, direitos humanos, sustentabilidade, empreendedorismo etc.); ampliar o acesso dos educadores a referências, pesquisas e dados relacionados a essa etapa do desenvolvimento humano.

Educação: Ampliar e alinhar o entendimento dos professores em relação a conceitos básicos da educação, levando-os a refletir sobre o que é educar, a educação que queremos, o aprender a aprender, o significado da aprendizagem, a importância de se promover um percurso contínuo da Educação Infantil ao Ensino Médio, o ser humano que se deseja formar ao final da Educação Básica; trabalhar a visão do todo nos Anos Finais, articulando discussões que envolvam as áreas de pedagogia, didática, psicologia, entre outras.

Educação Integral: Formar os professores para promover o desenvolvimento integral dos estudantes (intelectual, socioemocional, físico e cultural), trabalhando de forma integrada com conhecimentos, habilidades, atitudes e valores .

Novas abordagens pedagógicas: Reformular os programas de formação para gestores e professores, a fim de que, por homologia de processo, incorporem conteúdos e abordagens mais alinhados com os estudantes e as demandas do século 21, inclusive utilizando técnicas de Design Thinking; desenvolver a capacidade dos docentes de planejar e implementar práticas pedagógicas mais contemporâneas, ativas e interativas, que promovam maior engajamento e preparem os alunos para a vida no século 21; sensibilizar e instrumentalizar os educadores para identificar os reais interesses dos alunos e atuar como facilitadores, tutores, mediadores da aprendizagem; estimular o professor a utilizar outros recursos pedagógicos para além do livro didático.

Personalização: Formar os professores para que tenham um olhar mais personalizado para seus alunos, e sejam capazes de mapear e considerar suas especificidades, acompanhar de perto o seu processo de aprendizagem e propor estratégias que se adequem a seu perfil, ritmo, interesses e necessidades.

Tecnologia: Promover formações que habilitem técnicos, gestores escolares e professores a promover o uso das tecnologia nas escolas para potencializar o engajamento, a aprendizagem e o desenvolvimento dos estudantes; apoiar técnicos a viabilizar a infraestrutura, os recursos digitais e as capacitações necessárias; orientar os gestores escolares a manter os equipamentos e a estrutura de conectividade à internet e a elaborar um planejamento pedagógico que assegure a consistência do uso; capacitar professores para incorporar as tecnologias nas suas práticas pedagógicas.

Experimentação: Envolver os professores em encontros formativos que tenham como foco a criação de práticas de iniciação científica e de educação por projetos.

Ritos de passagem: Realizar formações específicas para orientar a ação de gestores escolares e professores em relação aos ritos de passagem dos Anos Iniciais para os Anos Finais e desta etapa para o Ensino Médio.

Crises: Preparar a equipe escolar para lidar com crises, promover formações em comunicação não violenta, mediação de conflitos, facilitação de diálogos e afins.

Gestão: Criar um programa efetivo de formação para gestores e coordenadores de escolas de Anos Finais, tendo como foco a educação de adolescentes; oportunizar momentos formativos para fortalecer a capacidade de gestores escolares em liderança, planejamento e gestão democrática.

BNCC: Formar as equipes escolares para revisar e implementar currículos alinhados com a Base Nacional Comum Curricular.

Avaliação: Formar a comunidade escolar para entender, interpretar e utilizar os indicadores de aprendizagem da escola para tomar decisões, definir estratégias de intervenção e superar seus desafios; apoiar as equipes escolares a desenvolver processos avaliativos que tenham como foco o desenvolvimento integral dos estudantes, a infraestrutura e gestão das escolas e a atuação dos professores.

Princípios:

Unidade: Fortalecer a articulação entre formação, currículo e avaliação.

Projeto de vida: Promover o desenvolvimento pessoal e profissional integral do professor, considerando os seus projetos de vida.

Percurso personalizado: Realizar diagnósticos e oferecer formações específicas para que cada professor possa escolher aquelas que respondam melhor aos seus desafios profissionais.

Linguagem: Formar os professores com o mesmo tipo de abordagem pedagógica que se espera que ele utilize com os seus alunos.

Equilíbrio entre teoria e prática: Assegurar que os programas de formação docente aliem um arcabouço teórico consistente com o desenvolvimento da capacidade de implementação.

Neurociência: Reformular a formação dos professores considerando os avanços na neurociência.

Empatia: Assegurar que os programas de formação docente desenvolvam a capacidade dos professores de criar empatia, acreditar no potencial e estabelecer vínculos com os adolescentes.

Autoria: Assegurar que os programas de formação docente desenvolvam a capacidade dos professores de criar novas práticas e materiais pedagógicos, inclusive de forma interdisciplinar.

Repertório cultural: Assegurar que os programas de formação docente ampliem o repertório cultural dos professores para expandir suas referências e estimular a quebra de modelos mentais.

Formação entre pares: Investir fortemente na troca de experiências entre os próprios educadores.

Formação inicial:

Formação na prática: Reformular os currículos de formação inicial para que tenham mais disciplinas práticas e com foco em didática; incluir programa obrigatório de residência, para que os graduandos desenvolvam experiência prática; garantir que os programas de residência e/ou estágio sejam realizados por mais de 6 meses e em escolas comuns (não apenas em escolas modelo); introduzir a monitoria nos cursos de pedagogia e licenciatura.

Componentes teóricos: Trazer as disciplinas da educação já para o primeiro semestre da formação inicial; incluir aprendizagens sobre todas as etapas do desenvolvimento humano (infância, adolescência, juventude), oferecendo disciplinas optativas para os estudantes que desejam se aprofundar em cada uma delas; incluir aprendizagens sobre o currículo de todas as etapas de ensino (Educação Infantil, Anos Iniciais, Anos Finais, Ensino Médio), oferecendo disciplinas optativas para os estudantes que desejam se aprofundar em cada uma delas; ampliar o estudo sobre os marcos legais da educação brasileira.

Componentes práticos: Aprofundar o conhecimento sobre didática, construção e implementação de currículos conectados à vida dos estudantes e que promovam o seus desenvolvimento integral, planejamento e organização de práticas pedagógicas mais ativas e contemporâneas, gestão da sala de aula e mediação de conflitos, construção de relações de empatia e confiança entre professores e alunos;

Chão da escola: Aproximar as instituições de ensino superior do chão da escola e da sala de aula; reconhecer, discutir e estudar as diferenças entre a aula na universidade e a aula na Educação Básica, como a linguagem, por exemplo.

PIBID: Reforçar o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência.

Formação Continuada:

Programa de formação: Criar programas permanentes de formação continuada para todos que atuam direta e indiretamente com os estudantes, com planejamento minucioso e estratégico, que considerem os indicadores de aprendizagem, o currículo, um amplo diagnóstico (questionários e entrevistas em profundidade), a participação dos professores e as sugestões dos estudantes; aproximar as secretaria de educação dos educadores para que possam discutir conjuntamente os programas de formação continuada.

Coordenador pedagógico: Criar estratégias de apoio efetivo aos coordenadores pedagógicos, oferecendo dados, referências e métodos para orientar o seu trabalho; criar momentos para que o coordenador pedagógico assista as aulas dos professores e possa melhor auxiliá-los; qualificar a interação entre coordenador pedagógico e professores, para que possam discutir a situação de cada turma e planejar atividades efetivamente em conjunto; acompanhar a execução dos planos de aula dos professores e oferecer suporte quando necessário.

Alunos: Incluir a participação dos estudantes na formação continuada dos professores.

Outras oportunidades de formação:

Leitura e estudo: Estimular o hábito leitor do professor; garantir espaço na escola para que possam estudar; criar grupos de estudo nas escolas ou entre professores de diferentes unidades escolares; formar grupos de trabalho para que discutam a temática da adolescência e troquem experiências concretas de forma interdisciplinar.

Laboratórios de aprendizagem: Criar laboratórios de aprendizagem voltados a fomentar a criação coletiva de práticas pedagógicas mais efetivas.

Convivência: Garantir que professores e estudantes de educação realizem imersões no universo dos adolescentes e convivam com eles para entendê-los melhor; propiciar que escutem histórias de vida dos estudantes e conheçam a comunidade em que residem.

Simulados para professores: Criar simulados para professores por áreas de conhecimento.

Garantia de condições de trabalho:

Equipe completa: Garantir que a escola tenha uma equipe técnico-pedagógica completa e bem formada; contratar monitores que deem suporte aos professores.

Escuta: Criar canais e espaços de escuta dos professores; acolher suas demandas de formação com o objetivo de ajudá-los a superar suas lacunas e desafios.

Saúde: Criar ações de prevenção voltadas à saúde do professor, com apoio dos profissionais de Educação Física; criar estratégias de acolhimento e oferecer apoio emocional aos professores, como apoio de psicólogos.

Melhores condições de trabalho: Garantir melhores condições de trabalho, de modo a atenuar as cargas de trabalho extenuantes, os baixos salários etc.

Valorização: Criar programas de valorização de gestores, coordenadores e professores; dar visibilidade a práticas docentes exitosas; garantir que todas as redes tenham planos de carreira e de valorização do professor.

Compartilhamento: Rastrear, conhecer e disseminar as boas práticas existentes na rede e em outros sistemas de educação.

Meritocracia: Elaborar programas de meritocracia para os professores, com bonificação de acordo com o desenvolvimento dos alunos.

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ensino fundamental