Diagnósticos servem de apoio para a recomposição da aprendizagem
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Inovações em Educação

Diagnósticos apoiam planejamento da recomposição de aprendizagens

É com os diagnósticos que o educador consegue perceber o aprendizado dos estudantes e no que podem melhorar.

Parceria com Khan Academy

por Ruam Oliveira ilustração relógio 15 de junho de 2022

A palavra diagnóstico pode te fazer lembrar de alguma situação médica. É, de certa forma, uma resposta para algo que está acontecendo, correto? O termo também pode suscitar lembranças sobre um planejamento que você fez nesta primeira metade do ano e que agora te dá algumas pistas de como pode ser daqui pra frente. 

Na educação, os diagnósticos são de extrema importância. É por meio deles que o educador ou a educadora consegue perceber, de maneira mais ampla, como está o aprendizado dos estudantes, no que eles precisam melhorar e no que foram bem sucedidos. 

“Os diagnósticos permitem uma identificação mais clara de qual é o ‘ponto de partida’ do professor com seus alunos ou com a turma. Esses dados dão maior clareza sobre qual caminho é preciso seguir, promovendo não somente a definição de melhores estratégias de ensino, como trabalho com agrupamentos, metodologias ativas e maior uso da tecnologia na sala de aula, como também um direcionamento mais eficiente para o conteúdo a ser trabalhado”, explica Carina Rodrigues, gerente sênior de parcerias na Khan Academy. 

Geralmente quando se pensa em diagnósticos, muitas pessoas tendem a achar que se trata de algo final, mas não é bem assim. 

A importância do planejamento

Trabalhar esse “ponto de partida” apresentado por Carina não precisa ser algo feito somente ao fim do semestre ou bimestre. As avaliações diagnósticas também podem servir de apoio ao educador para que ele entenda por onde deve começar, quais ferramentas pode usar e de que maneiras seguir com o conteúdo ao longo dos próximos meses. 

Carina destaca que essas informações prévias possibilitam que o docente trabalhe habilidades e competências que os estudantes de fato precisam desenvolver, além de fazê-los pensar quais conteúdos devem ser  retomados. 

“A partir de avaliações diagnósticas periódicas, o professor atualiza o ‘ponto de partida’ que utilizará com os estudantes, reconhecendo o que eles sabem e os desafiando com o conteúdo adequado”, diz. 

Algumas plataformas digitais servem de apoio na hora de captar esses diagnósticos sobre aprendizado dos estudantes. O professor Cristian Alexandre Castaldi, da Escola Estadual Professor Carlos Pasquale, em São Paulo (SP), comenta que cadastrou todos os seus alunos do sexto ano na plataforma Khan Academy, onde incluiu diversos exercícios e orientações de estudo visando a recuperação de habilidades. Segundo ele, muitos dos estudantes apresentaram lacunas na aprendizagem devido à  mudança de modelo e cenário de pandemia da Covid-19. Os exercícios são uma forma de colher informações e projetar esses diagnósticos. 

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“Todos recebem os mesmos exercícios e assim fazemos o nivelamento. Após resolverem as atividades, fazendo as práticas, a gente visualiza os relatórios. A partir deles, verificamos se o aluno conquistou determinada habilidade ou não. Aqueles que tiveram mais dificuldades, a gente tenta personalizar o estudo para que eles possam superá-las”, conta Cristian. 

Após verificar no diagnóstico que o estudante não conseguiu desenvolver determinada habilidade, a estratégia de personalização do professor Cristian pode vir junto com a inclusão de um caminho diferente. Ou seja, para alcançar determinada habilidade, o estudante é incentivado a buscar outras diferentes ao longo do caminho até ser capaz de concluir o ciclo planejado inicialmente. 

No caso da Khan Academy, o professor destaca que ele capta os diagnósticos a cada nova atividade feita, logo após os estudantes realizarem os exercícios. “Não vou ter que esperar até o final do bimestre para depois trabalhar a recuperação das atividades”, diz Cristian. Isso vai de encontro com a prática citada por Carina, de realizar avaliações diagnósticas. 

Apoio dos diagnósticos

A professora Vera Geiss dos Reis, da EMEF  Bibiano de Almeida, em Pelotas (RS), conta que usa os diagnósticos como forma de acompanhamento a respeito das lacunas de aprendizagem.

“Os diagnósticos são importantes para dar a direção às minhas aulas e também feedback do desenvolvimento dos alunos. Com o diagnóstico consigo ver: se meus alunos estão acompanhando as aulas; estão realmente apreendendo; se existem lacunas na aprendizagem; que habilidade preciso trabalhar para sanar essas lacunas; quais atividades vou utilizar para alcançar os objetivos da minha aula”, comenta a professora.

Ao longo da trajetória escolar, é possível que os estudantes passem de uma série para outra sem terem dominado completamente determinado conteúdo, fazendo com que essas lacunas impeçam que ele compreenda por completo determinado assunto. Para sanar essa dificuldade, muitas instituições utilizam a aprendizagem para o domínio, que visa justamente focar em um conteúdo até que o estudante o domine antes de pular para o próximo. 

“Os resultados [diagnósticos] permitem ao professor a identificação clara do que o aluno já sabe e, por consequência, a recomendação de atividades personalizadas, seja para revisar conteúdo, seguir com o conteúdo que está sendo aplicado na sala de aula ou promover a aceleração. O aluno, por sua vez, pode desenvolver mais a sua autonomia e centralidade no processo de aprendizagem à medida em que entende com clareza onde está nesse processo e que passos ele pode seguir para alcançar seus objetivos, contando com as ferramentas gamificadas da plataforma que ainda tornam o processo mais divertido”, explica Carina. 

Ao fazer um diagnóstico, seja prévio ou periódico, o professor consegue verificar tais lacunas e agir diretamente nelas, como é o caso do professor Cristian e da professora Vera. Ambos pensam suas atividades tendo em vista os diagnósticos colhidos. 

Carina faz uma analogia sobre o que os diagnósticos representam. Para ela, são como “fotos do momento”. Nesse sentido, os educadores conseguem marcar claramente onde os estudantes estão e como estão as habilidades avaliadas. 

“Se as avaliações diagnósticas são aplicadas no início e no fim do ano, como é recomendado normalmente, ou até com uma frequência maior, elas conseguem mostrar qual o desenvolvimento alcançado. O cenário ideal é usar o diagnóstico inicial como ponto de partida e, a partir dele, traçar onde se quer chegar. Se a rede/escola/professor possui metas claras, o diagnóstico é ferramenta essencial para gerar esses comparativos”, ressalta.

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