'Ensino híbrido é o único jeito de transformar a educação' - PORVIR
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Transformar

‘Ensino híbrido é o único jeito de transformar a educação’

Michael Horn explica como foi a construção do conceito e diz por que considera o blended learning a solução para grandes redes

por Patrícia Gomes ilustração relógio 20 de fevereiro de 2014

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Transformar

Na primeira vez que o Porvir falou de ensino híbrido, lá pelos idos de 2012, não sabíamos nem como chamar essa tendência. Foi no site de uma organização chamada Innosight Institute que as coisas ficaram mais claras. O tal blended learning, que estava pipocando aqui e ali, se referia à mescla do ensino presencial com o virtual, dentro e fora da escola. Com essa integração de oportunidades de aprendizagem que a tecnologia proporcionou, os alunos passariam a ver mais sentido no conteúdo que lhes era apresentado, teriam acesso a um aprendizado mais personalizado às suas necessidades, seriam estimulados a pensar criticamente, a trabalhar em grupo. Um mundo de oportunidades se abria.

Dois anos depois, o ensino híbrido já se consolidou como uma das tendências mais importantes para a educação do século 21. Um dos especialistas internacionais que tem ajudado na disseminação dessas práticas e na análise de como o fenômeno tem se manifestado em diferentes redes de ensino é Michael Horn, que em 2008 escreveu com seu professor em Harvard, o renomado Clayton Christensen, o livro Disrupting Class: How Disruptive Innovation Will Change the Way the World Learns (Classe disruptiva: como a inovação disruptiva vai mudar a forma como o mundo aprende, em livre tradução), no qual abordava o nascimento de uma nova forma de fazer educação. Horn tornou-se cofundador do Innosight Institute, que em 2013 passou a se chamar Clayton Christensen Institute.

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Personalização: Como colocar o aluno no centro

Em entrevista ao Porvir, o norte-americano, que tinha experiência na área pública e na de negócios antes de enveredar pela educação, diz considerar que o ensino híbrido é a única forma de se promover a transformação em redes de ensino. Dissse ainda que essa abordagem é capaz de oferecer ao aluno tanto o conhecimento quanto a oportunidade de desenvolver as habilidades de que vai precisar para ser bem sucedido na vida. “O ensino híbrido abre espaço para trabalhos em equipe, pensamento crítico como nunca antes”, afirmou. Para Horn, que será um dos palestrantes do Transformar 2014, o ensino híbrido tem também trazido à tona discussões sobre avaliação e organização dos alunos por idade e série.

Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista.

O que você chama de inovação disruptiva em educação?

A palavra “disruptivo” tem sido tão usada que seu significado real tem se perdido. A disrupção é algo muito específico. Significa que uma inovação transformou algo que era caro, complicado, centralizado e inacessível, que só servia a um número limitado de pessoas, em algo com um preço muito mais acessível, conveniente e simples, que pode servir a muito mais gente. As inovações disruptivas em educação são sempre muito primitivas em seu início. Elas não começam como rupturas muito fortes. Elas vão melhorando e se aprofundando com o passar dos anos.

Existem muitas diferenças entre o que se chamava de disruptivo em 2007, no início do Innosight Institute, e agora?

Não. A disrupção sempre terá a ver com o ensino híbrido. Na educação básica, pelo menos. Na superior é diferente. No livro Disrupting Class ainda não usávamos o termo ensino híbrido, mas três ou quatro outros nomes. Agora o vocabulário amadureceu e é mais fácil falar de ensino híbrido.

Michael Horn, cofundador do Clayton Christensen Institutecrédito Divulgação

Por que você acredita tanto em blended leaning?

Nosso sistema educacional, não apenas nos EUA, não foi construído para otimizar o aprendizado para cada aluno. Foi construído como uma indústria para atender a um grande número de alunos. Funcionou bem numa economia industrial, mas [não] na economia do conhecimento, quando se questiona por que o modelo não serve a muitos alunos. O sistema [educacional] está fazendo exatamente o que ele foi programado para fazer. O que temos visto consistentemente é que a inovação disruptiva é o único jeito confiável de se transformar o sistema. A coisa mais legal do ensino híbrido é que você pode personalizar o ensino para diferentes necessidades dos alunos.

Que bons exemplos práticos você já tem visto acontecer, especialmente em grandes redes?

Temos visto distritos do país inteiro se engajarem mais profundamente com o ensino híbrido. A cidade de Nova York, Houston, Miami Dade… São grandes distritos que estão fazendo dessa metodologia o centro de sua estratégia de transformação. Em uma escala menor, temos outros, como o Quakertown Public Schools in Pennsylvania. Temos também a Florida Virtual School, que é um distrito de escolas públicas que está servindo centenas de milhares de estudantes não só na Flórida, mas no mundo. Existem alguns sinais de esperança.

Já dá para ver como o ensino híbrido tem mudado a vida das pessoas individualmente?

Conheci algumas boas histórias. Estava em uma escola de ensino médio que adota o ensino híbrido em Utah. Eles tinham lá uma jovem que era totalmente desestimulada. Ela me disse: “Pela primeira vez, o professor está me ensinando individualmente, não para a turma inteira. De repente, estou aprendendo o que eu preciso. Percebi que sou alguém que importa e que pode ter sucesso”. E agora ela, que não tinha muita esperança na vida, falava pela primeira vez em ir para a universidade. Outro grupo muito beneficiado com o ensino híbrido é o de alunos com necessidades especiais. Cada aluno tem um plano individual de aprendizagem, então eles não se sentem diferentes, eles se sentem mais pertencentes ao grupo.

[Disrupção é] uma inovação transformou algo que era caro, complicado, centralizado e inacessível, que só servia a um número limitado de pessoas, em algo com um preço muito mais acessível, conveniente e simples, que pode servir a muito mais gente

É uma questão de aumentar a autoestima e a noção de identidade, certo?

Identidade é grande parte disso. Faz diferença dizer a todos que eles importam, que vamos buscá-los onde estiverem e que vamos ajudá-los a serem bem sucedidos. Tenho uma história da Summit. A Diane [Tavenner] fala sobre um aluno que tinham que ido mal em toda a sua vida acadêmica. No modelo que adotaram na escola, os alunos precisam dominar os conteúdos para avançar [os alunos têm acesso primeiro ao conteúdo por um programa de computador]. No primeiro dia de aula, esse aluno ficou apenas sentado, não fez nada [no programa]. No segundo dia, nada. No terceiro, ele levantou a mão e disse: “professora, acho que não estou evoluindo”. Ela perguntou por quê. “Na escola anterior, eu ia para a aula e o professor falava as coisas. Eu não entendia o que ele dizia, mas todo dia era uma coisa nova. Então eu evoluía. Agora, nada está mudando e ainda estou parado no mesmo lugar”, ele disse. “É porque agora você tem que fazer alguma coisa”, respondeu a professora. Esse sentimento de que o aluno precisa dominar, ser persistente, que ele é o dono daquilo é o que acontece num ambiente de aprendizagem.

E isso tem a ver com as competências para o século 21?

No século 21, você tem que ser capaz de aprender a vida inteira, de encontrar materiais de diferentes fontes. Os empregos estão mudando tão rapidamente, é preciso aprender a aprender. O ensino híbrido bem-feito – e não são todos os modelos que fazem – diz: “você é o dono do seu próprio aprendizado”. O ensino híbrido abre espaço para trabalhos em equipe de forma como nunca antes havia sido possível, abre espaço para o pensamento crítico. As pessoas passam a dominar os assuntos a partir de aulas virtuais e aprofundam esse conhecimento com seus professores com perguntas importantes.

E o que garante que o ensino híbrido seja bem-feito? Com o que devemos nos preocupar?

Precisamos nos preocupar em dizer que o conhecimento ainda importa, mas só o conhecimento não é suficiente. Devemos nos preocupar em analisar, avaliar, ter o domínio do próprio aprendizado, trabalhar em equipe, conectar o conhecimento a problemas da vida real para que o aluno entenda por que ele é relevante. Isso quebra o argumento de que o conhecimento não importa e o que importa mesmo são as habilidades. As pessoas que defendem o conhecimento diriam: “não é possível desenvolver habilidade a menos que você tenha conhecimento”. A melhor coisa do ensino híbrido é que podemos ter os dois.

E se formos apontar questões de infraestrutura?

Você precisa ter banda larga, uma boa conexão com internet. Nos EUA, estamos falando hoje em 100 megabits por segundo. Até 2020, será 1 gigabite por segundo. Mas o que temos visto é que escolas inovadoras estão descobrindo como fazer o ensino híbrido acontecer com muito menos. Em termos de número de equipamentos, existe muita flexibilidade. Se você tem 30 crianças, você pode ter de 8 a 10 aparelhos. Você não precisa de um para cada. Isso é legal, mas não é necessário. Cada vez mais, com esses equipamentos ficando mais baratos, mais estudantes terão um eles mesmos. BYOD (sigla para Bring Your Own Device, ou Traga o seu próprio aparelho)  será parte disso.

Voltando ao assunto das habilidades para o século 21, como promover uma educação baseada em competências aliada ao ensino híbrido?

O ensino híbrido é a ferramenta que personaliza a educação, tanto nas “competências duras” [conhecimento] quanto nas transversais. Uma educação baseada em competência trabalha com a noção de que os estudantes só podem avançar quando eles realmente dominarem um conceito. Você não avança de acordo com a hora do dia, mas de acordo com o que você sabe. É muito difícil ter uma educação baseada em competências, a menos que você tenha ensino híbrido. Eles são primos, mas não são a mesma coisa. Você pode ter um ensino híbrido ruim e nada de desenvolvimento competências e você pode ter um ensino baseado em competências sem o ensino híbrido, mas é muito difícil de fazer em escala.

Isso muda a forma como os professores gerem sua sala de aula.

Sim, muito. Antes, os professores davam uma aula para a turma inteira. Agora, eles podem ter 30 alunos em 30 níveis diferentes. Sua tarefa é muito mais ser um designer do aprendizado de cada aluno e avaliar para ver se estão dominando o assunto. Eles são assessores do conhecimento, treinadores, designers do aprendizado.

Mas em algum momento do ano eles terão de ser nivelados…

Esse é o tipo de coisa que a educação baseada em competências começa a questionar. Visitei uma turma de quinto ano em que os alunos estavam fazendo problemas de trigonometria. O problema é que o atual sistema vai dizer que, no fim do ano, eles serão avaliados em conteúdos de quinto ano. No ano seguinte, eles vão para o sexto ano e pronto. Isso não faz sentido, estamos impedindo o desenvolvimento deles. No entanto, se uma criança chega ao quinto ano sabendo matérias apenas do segundo, ela pode conseguir dar um salto e chegar à quarta série. Esse crescimento de dois anos é impressionante. O que queremos desse tipo de educação é um ritmo mínimo, no qual nenhum aluno avança menos do que um ano em um ano, mas não podemos restringir o lado oposto.

Isso também implica numa mudança das provas oficiais do governo, certo? No Brasil, temos a Prova Brasil, que acontece de dois em dois anos.

Esse é um grande desafio, não apenas no Brasil, mas em países de todo o mundo. Podemos criar exames e sistemas de prestação de contas que também são personalizados? Enquanto eu completo o estudo de um assunto adequadamente, será que posso fazer provas sob demanda para provar o que eu sei, um exame pequeno e pontual? Isso criaria um sistema muito mais confiável porque hoje no Brasil você só consegue me falar do desempenho das escolas do país com dados do ano anterior. Nesse sistema, você saberia todos os dias onde estão os estudantes.


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competências para o século 21, ensino híbrido, personalização, tecnologia, transformar

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Zilda Cristina Ventura Fajoses Gonçalves
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Zilda Cristina Ventura Fajoses Gonçalves

Outro grande material.
:)

Marcelo Felix Tura
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Marcelo Felix Tura

Achei muito interessante. Gostaria de saber mais de como é a metodologia do ensino híbrido.

Instituto Brasileiro de Desenho Instrucional
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Instituto Brasileiro de Desenho Instrucional

Sem duvida o blended learning esta no caminho mais direcionado ao sucesso quando se fala em novas tecnologias para educar. Aqui no Instituto Brasileiro de Desenho Instrucional, o wwwibdin, em que nos tornamos referencia em ensinar por meio de metodo do design instrucional a criar cursos on line, implementar plataformas, fazem alguns anos temos nos dedicado a incentivas o ensino hibrido com auxilio de todas as tecnologias existentes disponiveis e varias empresas tem obtido grandes… Ler mais »

Terezinha Lima
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Terezinha Lima

Ter uma turma com 30 alunos, em nosso país, já facilitaria um aprendizado de melhor qualidade. Com referência ao Ensino Híbrido, ainda é uma novidade bem distante dentro da nossa realidade. Ter alunos com níveis diferentes dentro da mesma sala no Ensino Fundamental, com a nossa cultura educacional assistencialista, deixo a pergunta: Dará certo? Como fazê-lo na prática?

Severina Farias Andrade de Castro
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Severina Farias Andrade de Castro

Educação Híbrida um desafio para quem quer ter a tão falada EDUCAÇÃO MEIO DE TRANSFORMAÇÃO .
A Ciência precisa chegar nas Escolas

Severina Farias Andrade de Castro
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Severina Farias Andrade de Castro

Excelente matéria

Severina Farias Andrade de Cas
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Severina Farias Andrade de Cas

Excelente matéria

Gilson Tristão
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Gilson Tristão

Acredito que sem dúvida alguma o modelo tradicional de ensino está em conflito com a realidade das novas tecnologias que está presente no dia a dia. Porém, vemos a dificuldade em termos um corpo docente com total domínio sobre as ferramentas tecnológicas disponíveis na área de ensino. Vamos comparar a estrutura necessária para a elaboração de cursos e-learning (EAD), mal chegaram e já estamos conviendo com o m-learning (mobile), e suas necessidades que diferem significativamente… Ler mais »

Gilson Tristão
Visitante
Gilson Tristão

Acredito que sem dúvida alguma o modelo tradicional de ensino está em conflito com a realidade das novas tecnologias que está presente no dia a dia. Porém, vemos a dificuldade em termos um corpo docente com total domínio sobre as ferramentas tecnológicas disponíveis na área de ensino. Vamos comparar a estrutura necessária para a elaboração de cursos e-learning (EAD), mal chegaram e já estamos conviendo com o m-learning (mobile), e suas necessidades que diferem significativamente… Ler mais »

Cesar Quintino
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Cesar Quintino

Há alguns anos, aproximadamente 10 anos, foi e é percebido o surgimento de um novo público, os nativos digitais – crianças de 1-2 anos já mexem em tablets, celulares, e outras tecnologias cada vez mais avançadas, bem melhor do que muitos adultos (pais), outros até analfabetos digitais (avós). O Ensino híbrido é uma ótima alternativa para todos os níveis da educação, desde a Educação Infantil até o Ensino Superior. Portanto, é válido o investimento por… Ler mais »

Cleusa
Visitante
Cleusa

Muito importante, acho fantástico mas muitos professores não tem acesso gratuito a cursos, nem condições de adquirir um bom computador e muitas escolas públicas favorecem um acesso de Wi fi.

carla
Visitante
carla

Esse dado chamou muito minha atenção, “Você precisa ter banda larga, uma boa conexão com internet. Nos EUA, estamos falando hoje em 100 megabits por segundo. Até 2020, será 1 gigabit por segundo “Sou professora de Arte em escola do Estado e gosto muito de trabalhar com tecnologia ,porem quando vamos fazer o uso da sala de informática, uma decepção total, perdemos muito tempo para conseguirmos uma conexão favorável (quando funciona).Quando passo atividades em celular,… Ler mais »

JORGE LUIS
Visitante
JORGE LUIS

O ensino com tecnologias é fantástico, mas infelizmente não temos bons computadores nem, nem conexão de internet boa nas escolas. Isso dificulta o trabalho com as diversas tecnologias. O celular por ser um das novas tecnologias não está dando espaço para podermos utilizar de uma forma mais prazerosa para as aulas. Espero que daqui um tempo possamos utilizar o celular nas aulas. Mas temos que ser capacitados para todas essas tecnologias e temos que ter… Ler mais »

Marcela
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Marcela

Realmente é lamentável as condições dos computadores das Escolas Estaduais, a conexão lenta sendo necessário 2 aulas para poder realizar uma atividade, porque fazer as maquinas funcionarem levam quase 1 aula….

Mônica Antico
Visitante
Mônica Antico

Encontraremos alguns desafios para trabalhar com o ensino híbrido,enfrentamos a falta de ferramentas tecnológicas educacionais, a falta de internet na escola, porém desenvolver a autonomia dos alunos para uma aprendizagem mais personalizada faz com que esse aluno construa um currículo onde ele seja o protagonista.Essa realidade seria de grande valia para ambos.

Elisabeth P.L.Kozikoski
Visitante
Elisabeth P.L.Kozikoski

Creio que, além das questões que envolvem a tecnologia, no Brasil há as questões que dizem respeito aos professores. Esses profissionais teriam que aceitar essa nova metodologia, capacitar-se para tal utilização e acima de tudo deixar de lado a resistência que a maioria deles apresenta com relação ao novo.

Tina Montemurro
Visitante
Tina Montemurro

A proposta do Ensino Híbrido é excelente, porém na pratica ainda nos faltam muitos recursos: A falta de espaços adequados, wi-fi em toda a unidade escolar, tablets ou notebooks em sala de aula ou sala especifica. Quantidade de computadores, tablets ou notebooks para o número de alunos em sala (aproximadamente) ferramentas tecnológicas em português, e uma cartilha com recursos para possíveis dúvidas.

Miriam Damiati
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Miriam Damiati

Excelente sugestão, que funciona bem nos EUA, mas não querendo ser pessimista, tal realidade ainda está longe de chegar nas salas de aula de uma escola pública estadual, onde falta até giz, onde o “Laboratório de Informática” tem 10 computadores para a escola inteira, sendo que normalmente de 5 a 6 computadores estão quebrados ou ainda não voltaram do conserto.

Regina Veras
Visitante
Regina Veras

Concordo com voce!

Amanda Cintra Reis
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Amanda Cintra Reis

Primeiramente, boa tarde. Como o ensino híbrido poderá ser estabelecido em nosso método de ensino, sendo que, não temos estrutura para os nossos alunos, nem materiais de trabalho para nós professores e muito menos incentivo pedagógico vindo das próprias escolas? Projeto excelente e incentivador nos EUA, porém, o Brasil ainda precisa se munir de meios de acesso a internet em todas ás escolas, estrutura nas salas, materiais para seus professores e mais incentivos pedagógicos.

Lucilaine da Silva
Visitante
Lucilaine da Silva

É verdade seria otimo, porém não temos espaço fisico, nem tão pouco conexões adequadas.

Bel Vargas
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Bel Vargas

Concordo com os comentários abaixo. Mas acredito que, hoje em dia, já podemos ter mais autonomia para aplicar metodologias de ensino como essas, sem custo algum nem conhecimento técnico avançado, e principalmente sem depender de estrutura. Compartilho um complemento para esta reflexão que permite aplicarmos este método de forma mais simples,gratuita, sem depender de grandes recursos: https://www.goconqr.com/pt-BR/ensinar/aprendizagem-combinada/

Eliane Aparecida Alves
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Eliane Aparecida Alves

Além das questões ressaltadas pelos colegas quanto a infraestrutura, conexões ineficientes ou ausentes, utilização de recurso próprio (BYOD), resistência de docentes quanto a inovação; entre outros, há um complicador a ser visto no Brasil, que difere de outros países do primeiro mundo; a inclusão efetiva de usuários capazes de manusear tablet, notebook ou até mesmo smartphone, muitos possuem mas não se utilizam dos recursos devidamente, a maioria navega pela rede social sem conhecimento do uso… Ler mais »

Paula Caram Dallapiccola Sedan
Visitante
Paula Caram Dallapiccola Sedan

concordo. principalmente professores. muitos de nós não transita bem pelas tecnologias.

Paula Caram Dallapiccola Sedan
Visitante
Paula Caram Dallapiccola Sedan

lendo os posts abaixo, que dura constatação: trabalhamos em ambientes e dentro de um sistema avesso às inovações necessárias. escolas públicas onde projetos floresceram são a minoria da minoria. infelizmente. além disso, estamos em pleno contexto de fechamento de escolas no estado de sp em nome de uma “reorganização” nada factível. todavia, podemos fazer algo, não podemos? fazer o possível.ouvir essas experiências me anima.

Erika
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Erika

Apesar de tantas dificuldades enfrentadas na educação, encontramos professores que realizam excelentes trabalhos.

Erika
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Erika

Infelizmente o investimento feito nos laboratórios de informática das escolas é tão pequeno que não conseguimos estar sempre nos atualizando ou utilizando programas mais atuais com nossos alunos.

Hamilton
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Hamilton

Considero que, além das dificuldades relatadas, acrescento a gestão do tempo do professor para avaliar e fazer intervenções necessárias para cada aluno individualmente. Porém o uso de tecnologia se faz importante na atualidade, e devemos encontrar meios de utilizá-lo com eficácia.

Erika Sanches
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Erika Sanches

É verdade seria uma ótima forma de chamar a atenção de nossos alunos, porém infelizmente não temos conexões adequadas e com certeza, haveria também diversas dificuldades, principalmente pois tudo que é novo requer um trabalho árduo e mudanças de posturas, nos quais muitos não querem aderir ao novo.

eliel oliveira
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eliel oliveira

O que eu acho mais interessante com essa abordagem é que ela auxilia a trabalhar contra um dos maiores problemas no ensino: a falta de sentido real do que é aprendido. Quando o aluno tem a oportunidade de testar seus conhecimentos fora da sala de aula ele consegue construí-los de forma pessoal e proeficiente. Vou estudar mais a fundo este modelo de ensino e tentar aplicar. É um bom ponto de partida para uma mudança… Ler mais »

Yohana Oliveira
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Yohana Oliveira

Podemos resumir assim: Universalização do Ensino. Personalização de Ensino com o uso das diversas tecnológias. Foco na Aprendizagem otimizando o tempo do professor.

Marili Moreira da Silva Vieira
Visitante
Marili Moreira da Silva Vieira

Entendo que o ensino híbrido favorece o desenvolvimento de estratégias de aprendizagem para o aluno. Se levado a sério, favorece o desenvolvimento de conteúdos (conhecimentos e informações técnicas) e competências relacionadas ao pensar. Há necessidade e ressignificar a sala de aula, o processo de ensino e aprendizagem. O pensamento e as sequências didáticas deixam de ser muito linear…sem abrir mão de momentos de síntese da aprendizagem realizada.

Delarim Martins Gomes
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Delarim Martins Gomes

Li todos os 36 comentários postados até este momento. Algumas considerações. Primeira: o conceito de ensino híbrido sumarizado pela autora do post, no primeiro parágrafo da introdução, “mescla do ensino presencial com o virtual, dentro e fora da escola” parece-me pouco preciso; efetivamente, a afirmação sugere contraposição entre presencial/virtual que seriam mesclados. As contraposições seriam presencial/a distância e, talvez, real/virtual. Ou seja, embora aceitável em artigo jornalístico, convém leituras/reflexões adicionais – talvez o curso as… Ler mais »

iccg
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iccg

O problema de conexão com a internet preocupa muito e deixa o sistema hibrido duvidoso se visto pelo lado de ter de estar online, parecendo não existir outra forma a não ser esta, não é mesmo? Fiquemos atentos as Tecnologias offline, que podem também serem fortes aliadas ao processo de ensino-aprendisagem. Neste momento profissionais da Educação devem estar alinhados aos profissionais das áreas de Tecnologias da Informação (TI) e vice-versa.

Christina
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Christina

Estou confiante de que, com esse curso, encontrarei novas formas de aprender e ensinar, e que poderei motivar cada aluno para a aprendizagem. Tudo é muito inovador e promissor, pois vem de encontro aos interesses das crianças e da sociedade atual.

Lourencio Andrade
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Lourencio Andrade

Com a metodologia do Ensino Híbrido, faz com que se tenha a preocupação por parte do educador em interagir mais com o educando, e também obter um maior rendimento, e uma relação mútua de troca de informações, e uma diversificação da grade curricular com os conceitos no âmbito digital.

Arlinda  de O. P. Coelho
Visitante
Arlinda de O. P. Coelho

Estou iniciando o curso agora nas férias. Meus amigos que já concluíram me disseram que o curso é excelente e estou apostando nisso. O lema em uma das escolas em que trabalho é focar na solução e não nos problemas. Não posso ser resistente, tenho que tentar proporcionar o melhor ensino aprendizagem.

Rita de Cássia C.Micheletti
Visitante
Rita de Cássia C.Micheletti

A educação escolar necessita desenvolver as habilidades e competências necessárias aos alunos, para a sua formação cidadã, porém, não podemos desconsiderar os conhecimentos que cada um deles trás consigo. Há a necessidade de se repensar o ensino para que os conhecimentos ensinados sejam apreendidos e tragam significados para vida desses alunos.

Ana Lúcia Marques Rodrigues de
Visitante
Ana Lúcia Marques Rodrigues de

Estou muito feliz por aprender novas formas de ensinar, a educação necessita de mudanças e avanços, e devemos usar as tecnologias a nosso favor. A questão da infraestrutura me preocupa, pois acesso a internet precisa melhorar muito…Estou animada, vamos tentar! É importante e urgente nos aproximarmos mais de nossos alunos, oferecendo mais recursos e oportunidades para todos.

Elza Altafini
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Elza Altafini

Meu maior interesse nesse curso é conseguir desenvolver habilidades em nossas crianças de maneira que o conhecimento torne-se seu aliado para a vida. Se para isso a interatividade é um grande aliado, aqui estou para aprender a utilizar esse meio. Que venham aulas virtuais que permitam a participação de todos em busca da aprendizagem.

andrea abe
Visitante
andrea abe

Creio que o importante é ampliar a visão do aluno sobre as possibilidades de escolha que ele pode fazer em sua vida. Mostrar através de um aprendizado diversificado que é possível cada um autodescobrir suas capacidades, qualidades e habilidades.

Pedro Pachinski
Visitante
Pedro Pachinski

Gosto do conceito disruptivo é quando o professor tem a percepção que aos poucos ele está conseguindo avançar com o aluno no processo ensino aprendizagem, visto que o ser humano mude seu jeito de aprender ele precisa aprender se adaptar,então esse conceito vem para ajudar as ações dos professores em sala de aula junto com a tecnologia.

ELAINE CORDEIRO BAZAN
Visitante
ELAINE CORDEIRO BAZAN

Adoro inovar,transformar as minhas aulas,pois no mundo em que vivemos temos que estarmos sempre em inovaçaõ para avançar no conteúdo ,do processo de aprendizagem e esse conceito veio pra somar e não dividir…muito interessanteo conceito disruptivo.

Maria De Lourdes Teles
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Maria De Lourdes Teles

O Ensino como um todo precisa de inovação, mas é no Médio que vemos o quanto isso se torna essencial. O uso das tecnologias pode desenvolver competências de leitura e, consequentemente, o conteúdo.

Priscila  Ventura  dos  Reis
Visitante
Priscila Ventura dos Reis

Estou animada
com o curso.
Acredito que existe
sim uma necessidade de se
repensar o ensino e devemos usar
a tecnologia ao
nosso favor.

luis carlos de oliveira paulo
Visitante
luis carlos de oliveira paulo

A tecnologia tem a função de favorecer a todos. Assim, a medida em que esta tecnologia é incorporada para o êxito do ensino aprendizagem, certamente, favorecerá a todos, inexoravelmente ao aluno.

Viviane
Visitante
Viviane

O ensino precisa mudar, temos hoje uma nova clientela, que aprende de maneira diferenciada, não adianta ficarmos com lousa e giz, precisamos estar preparados. O curso é um caminho, mas temos que buscar muitas outras fontes e formas de fazê-lo.

Marli Porfiria de Campos Almei
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Marli Porfiria de Campos Almei

A proposta do ensino híbrido vem de encontro com as necessidades de inovação nas práticas e didática em sala de aula, para atender aos clientes cada dia mais exigente, com características peculiares e motivações diferentes, sem as necessidades básicas desenvolvidas com diferentes arranjos de família, enfrentando todo tipo de desafios. Por outro lado temos o professor que não foi formado para atender as individualidades e na maioria das vezes continua preparando as aulas para a… Ler mais »

Rosângela R. Bueno
Visitante
Rosângela R. Bueno

Concordo com você Marli. É preciso evoluir, desmistificar o novo e constatar que as novas possibilidades de aprendizagem estão ai. as tecnologias serão de muito auxilio. Já não se pode pensar, ensinar, transmitir sem lançar mão dos meios tecnológicos.

Renata Fernandes Figueiredo
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Renata Fernandes Figueiredo

Devemos atuar com grandes inovações no mundo contemporâneo utilizando e abusando das tecnologias aprimorando as habilidades e competências do séc XXI contribuindo para a formação do HUMANO ampliando as suas possibilidades de escolha em busca de sucesso e satisfação pessoal.Devemos estar preparados não só para atuar mas também para enfrentar os desafios do cotidiano.

Carlos Eduardo Diniz Rosa
Visitante
Carlos Eduardo Diniz Rosa

Muito bem pensado colega, muito bom lê-la ainda mais que foi a primeira logo depois de minha postagem, vc vem com algo que está totalmente ligado ao que disse e ao que sinto e ao que lemos aqui, é muito bom saber que estamos partilhando do mesmo chão, ou do mesmo vazio, importante é que lançamo-nos e de mãos dadas ao “lançarmo-nos neste vazio criamos o próprio chão!”

regina neves
Visitante
regina neves

A proposta do ensino Híbrido vem de encontro às necessidades e anseios de nossos alunos (e de nossa sociedade), que estão vivendo uma era contemporânea e o ensino ainda é tradicional e arcaico. Sem ampliar horizontes, utilizando-se de novas ferramentas, não há como contribuir para uma educação voltada para a apreensão do conhecimento com foco em desenvolver habilidades e competências possíveis, plausíveis e reais.

Sílvia Pantano
Visitante
Sílvia Pantano

O grande desafio é promover a formação dos professores para mudar a prática docente. O domínio das tecnologias muitas vezes chega antes aos jovens e os professores precisam se apropriar das ferramentas disponíveis para ensinar melhor no século XXI.

ELIANA ROSA DA SILVA
Visitante
ELIANA ROSA DA SILVA

COM O ACELERADO AVANÇO DA TECNOLOGIA QUE ACABA SENDO MAIS ACESSÍVEL AOS ALUNOS DO QUE AO PROFESSOR, ELE PRECISA SE INSERIR NESSAS MUDANÇAS, DEIXANDO AS PRATICAS ANTIGAS, E SE APROPRIEM DO QUE É REAL E NOVO, E QUE REALMENTE FUNCIONA PARA A MELHOR FORMAÇÃO DOS EDUCANDOS

Cristina Ros
Visitante
Cristina Ros

O professor tem que aprender a trabalhar em equipe, considerando suas experiências e as partilhando com seus colegas de trabalho. Hoje ainda o individualismo impera, e nosso aluno é o mais prejudicado. Temos que dar condições de implantar o que realmente da resultados. O nosso aluno merece.