Ferramenta pedagógica possibilita diferentes usos do WhatsApp na escola - PORVIR
Crédito: AprendiZAP/Divulgação

Inovações em Educação

Ferramenta pedagógica possibilita diferentes usos do WhatsApp na escola

Conteúdos que chegam pelo aplicativo podem apoiar o ensino remoto ou presencial

Parceria com AprendiZAP

por Maria Victória Oliveira ilustração relógio 25 de fevereiro de 2022

A falta de infraestrutura de acesso à internet na região onde a escola está inserida é um dos principais motivos para a ausência de conexão. Essa é a justificativa de 74% das escolas brasileiras que não possuem internet, segundo dados da pesquisa TIC Educação 2020. O mesmo estudo apontou que a falta de dispositivos – como computadores e celulares – e de acesso à internet nos domicílios dos estudantes foi, para 86% das escolas, um dos maiores desafios para a continuidade da realização de atividades pedagógicas durante a pandemia de Covid-19.

O cenário mostra que conectividade e acesso à tecnologia ainda são questões significativas para grande parte da população brasileira, principalmente para os estudantes da rede pública, e explica porque a comunicação via WhatsApp deu tão certo entre alunos, famílias e escolas. Muitas operadoras de telefonia oferecem WhatsApp grátis, sem descontar os dados da franquia, o que facilita (e amplia) o acesso ao aplicativo.

Daniel Viana, professor das escolas estaduais Aureliano Rodrigues Nunes e Professor Joaquim Rodarte, no município de Formiga, em Minas Gerais, defende que, apesar de o aplicativo de mensagens não ser recomendado oficialmente para contato com os estudantes e suas famílias, é o meio mais rápido, prático, direto e ao qual a maioria tem acesso.

O professor usa o AprendiZAP, ferramenta da Fundação 1Bi que disponibiliza atividades e exercícios via WhatsApp, como forma de introduzir novos conteúdos junto a seus alunos. “Os conteúdos são práticos, objetivos e sintetizados. Depois de tanto tempo parados, precisaremos retomar muito do que foi visto, e a plataforma vem como uma ferramenta completa, que, além da atividade, traz também o feedback.”

Bianca Silva, analista de conteúdo da Fundação 1Bi, comenta que essa tendência já tem sido observada pela instituição junto aos docentes que utilizam a ferramenta, muito por conta da linguagem dos exercícios.

“Diferentemente de outras ferramentas que geralmente disponibilizam planos de aula, no AprendiZAP o professor já encontra a aula pronta. Percebemos que isso facilita bastante a vida dos educadores, que têm acesso a um conteúdo desenvolvido já na linguagem do aluno”, explica.


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Diferentes usos 
Apesar de atualmente a maioria dos educadores utilizarem a funcionalidade como um suporte para a explicação de novos conteúdos, a ferramenta oferece múltiplas possibilidades. Bianca conta que alguns professores têm trazido a funcionalidade para as aulas presenciais, usando outros equipamentos, como projetores, para expor as atividades coletivamente para todos os estudantes (confira essa história aqui).

Entretanto, ao observar a dificuldade em relação ao acesso, a Fundação 1Bi decidiu disponibilizar o download das atividades. Assim, os educadores podem imprimir e possibilitar o acesso de todos os estudantes.

Com a volta às aulas presenciais, outra possibilidade descrita por Bianca é incentivar que os alunos se conectem ao aplicativo individualmente ou em pequenos grupos na sala de aula.

Para aqueles que preferem propor a realização das atividades em casa, como um complemento ao que foi visto na escola, a ferramenta oferece a possibilidade de o professor acompanhar os acessos e desempenhos de seus estudantes.

“O uso do AprendiZAP nesse contexto de retorno às aulas presenciais é interessante, porque a ferramenta é muito flexível. O aluno pode acessar em casa o mesmo conteúdo visto em sala de aula, basta o docente compartilhar o link. Isso possibilita que o professor acompanhe se o aluno fez a atividade ou não, bem como o desenvolvimento da turma. É uma forma de usar a ferramenta em sala e fazer esse acompanhamento no período que os alunos estão em casa”, ressalta Bianca.

Marinês Pereira, professora das escolas municipais Senador Rachid Saldanha Derzi e Oliva Enciso, de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, comenta que o uso da funcionalidade também possibilita que os estudantes que faltaram em determinada aula possam realizar as atividades em casa e sanar eventuais dúvidas quando voltarem à sala de aula.

BNCC e o uso de tecnologia 
Bianca reforça que todos os conteúdos criados e disponibilizados no AprendiZAP estão alinhados às premissas e competências contidas na BNCC (Base Nacional Comum Curricular). 

Daniel, por exemplo, comenta que esse alinhamento tem facilitado muito o seu trabalho e de seus colegas, principalmente com o início da implementação do Novo Ensino Médio. Além disso, o professor reforça que o uso da ferramenta promove uma aproximação entre os estudantes e o mundo da tecnologia e da cultura digital, uma das competências gerais da BNCC.

E esse contato com a tecnologia não ajuda apenas os alunos. “Antes de utilizar o AprendiZAP, eu não sabia muito bem como lidar com as mídias digitais para o ensino remoto. O primeiro contato com a ferramenta me ajudou muito nesse sentido de utilizar as mídias remotamente com as crianças”, explica Marinês.

Complementos e alcance
Apesar de os conteúdos que estão disponíveis no AprendiZAP estarem alinhados à BNCC, Bianca reforça que o mais aconselhado é que, pelo menos um dia antes da aula que será ministrada, os professores possam acessar a plataforma para escolher os exercícios a serem passados aos estudantes e verificar se estão alinhados às propostas e planejamentos da escola.

Além disso, por serem considerados ‘pílulas de conhecimento’, isto é, o conteúdo é apresentado de forma resumida em uma apresentação de até 10 slides ou curadoria de vídeos de até 10 minutos, dificilmente uma área ou tema do conhecimento será esgotada com as atividades da ferramenta. Assim, é interessante que o AprendiZAP seja alinhado com outras estratégias e materiais, como livros didáticos.

“Não estamos trabalhando o conteúdo em sua amplitude. Trazemos o que é essencial que o aluno saiba sobre cada assunto. Por conta disso, indicamos que o professor que usa os conteúdos do AprendiZAP complemente da forma que achar melhor e fizer mais sentido para sua turma. Isso pode ser a partir do livro didático, de metodologias ativas, usando textos e poemas e outros materiais extras que possibilitem ao aluno acessar o tema de diferentes formas”, explica Bianca.

Marinês comenta que a ferramenta tem o facilitador de uma atualização mais rápida do que os livros didáticos, podendo ser adequada com mais agilidade aos parâmetros da BNCC, por exemplo. “Esse ano, o AprendiZAP tem mais aulas e todos os conteúdos obrigatórios que estão na BNCC, o que não acontece com os livros didáticos, que ainda não são totalmente adaptados à Base pois foram produzidos antes de sua aprovação.”

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ensino fundamental, ensino médio, metodologias, tecnologia

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