Inspiração, negócios e contatos: o que o público busca na Bett Educar - PORVIR
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Inovações em Educação

Inspiração, negócios e contatos: o que o público busca na Bett Educar

Conversamos com visitantes da feira anual que apresenta novidades para escolas e instituições de ensino

por Marina Lopes / Vinícius de Oliveira ilustração relógio 17 de maio de 2019

Conteúdo pedagógico, experiências tecnológicas e macrotendências para a educação. Com o olhar voltado para essas áreas, hoje chega ao fim a 26ª edição da Bett Educar, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP). Durante o evento, que teve início na terça-feira (14), o Porvir percorreu mais de 10 km pelos corredores, conversou com gestores públicos, diretores e professores para identificar suas expectativas e as principais tendências educacionais que consolidaram neste ano entre o público.

Oficina do Porvir na Bett Educar 2019:
Erros para evitar na hora de colocar em prática um projeto de transformação

Pela quarta vez na Bett Educar, a diretora Janete Pacheco, da Escola Adventista de Itacoatiara (AM), contou que participou do evento para se atualizar sobre tendências, como aprendizagem baseada em projetos, engajamento familiar e gestão democrática. “A nossa busca hoje é [saber] como transformar uma escola tradicional em uma escola inovadora”, destacou.

Além das macrotendências educacionais, o debate sobre o desenvolvimento de competências e as mudanças trazidas pela BNCC (Base Nacional Curricular) também estiveram no foco dos participantes. As professoras dos anos iniciais do ensino fundamental Cátia Alegretti e Sandra Marciano, da rede municipal de Águas de São Pedro (SP), compareceram ao evento para se atualizar sobre essas discussões e ainda aprofundar conhecimentos na área de inclusão e neurociência. “Todo ano a gente pede na secretaria para que deixem que a gente venha para escutar novas ideias”, disse Sandra.

Apesar de avaliarem que gostariam de encontrar mais debates voltados para a educação pública, as professoras destacaram a possibilidade de se inspirar com práticas apresentadas por outros educadores ou especialistas. “As palestras são muito boas e os temas são bem relevantes. Eu acho que tem muita coisa para escola particular, e nós somos de prefeitura. Mas só de ver as práticas a gente já vai embora com ideias”, sugeriu Cátia.

Quem também compartilhou dessa visão foi a diretora de gestão administrativa da Secretaria Municipal de Educação de Maceió (AL), Luciana Morais. “Aqui eu vi um evento com foco mais para escolas particulares, e não para públicas. Em contrapartida, as palestras conseguem tratar da BNCC e dos desafios para adoção de tecnologia, o que de certa forma se enquadra em todo o nosso trabalho.”

Entender como promover o uso qualificado de tecnologia na escola foi o que motivou o coordenador pedagógico Afonso Luiz Silva, do Colégio Catarinense, em Florianópolis (SC), a participar do evento. “Eu venho frequentemente. De dois em dois anos, faço questão de participar para ver as tendências do mercado. Nesse ano, vim focado na questão da tecnologia e a área maker que está latente.”

Diante das diversas opções encontradas entre os mais de 250 expositores, que muitas vezes podem confundir educadores interessados em adotar uma nova ferramenta ou metodologia, o coordenador do Colégio Catarinense destacou que é fundamental avaliar a realidade de cada instituição. “Sempre temos que levar em conta o nosso contexto, nosso projeto pedagógico e como isso pode interferir positivamente no nosso trabalho.”

A possibilidade de envolvimento dos estudantes também é algo levado em conta por gestores e educadores na hora de utilizar uma nova solução. “A escolha tem a ver com a ferramenta que tem um contexto pedagógico por trás e que tem a parte do envolvimento do aluno”, disse André Santos de Melo, professor de robótica do Colégio Albert Sabin, em São Paulo (SP).

Assim como na última edição da Bett Educar, o ensino bilíngue também ganhou destaque entre os expositores. Para se atualizar sobre essa tendência, Renata Chimim, professora de inglês de um colégio privado de São Paulo (SP), quis acompanhar de perto as novidades. “Nos últimos anos tem tido um aumento significativo de escolas bilíngues. Então é muito interessante ver o que elas estão oferecendo, quais são as novidades, além de também ser uma maneira de fazer networking e conversar com outros profissionais da área.

E apesar dos destaques, ela ainda reflete sobre a quantidade de professores presentes no evento. “O que eu sinto falta é de ver mais professores. Não sei se é por conta da divulgação ou se é por conta dos preços, mas a maioria das pessoas que vêm aqui são coordenadores, diretores e pessoas que querem investir em franquias, mas não necessariamente quem está na ponta, que é o professor.”


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Tück Sérgio Tück

Eu via o entusiasmo de algumas pessoas nos últimos anos e perguntava a elas se elas viam a escola pública delas representadas no evento. Quase todas diziam não. E vendo a pesquisa de vocês, me parece que em parte acertei. Será que não está na hora de criar grandes eventos (menos comerciais) para a escola pública? Promovido por instituições, escolas inovadoras, redes de aprendizagem e transformação social e universidades focando nos desafios da educação pública… Ler mais »