Nos últimos meses surgiram diversas iniciativas voltadas ao fomento da educação antirracista. Muitas delas incentivadas pela efeméride dos vinte anos de promulgação da lei 10.639, de 2003, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira nos currículos escolares.
Para somar entre as ferramentas de formação e aperfeiçoamento nesta temática, a plataforma “Percursos Alternativos”, lançada em 27 de fevereiro, apresenta materiais educacionais e conteúdos pedagógicos alinhados à BNCC (Base Nacional Comum Curricular) que ampliam o repertório de estudantes e professores sobre a contribuição de diferentes povos e culturas ao Brasil.
A criação da plataforma é de autoria do Coletivo de Intelectuais Negras e Negros em parceria com o Instituto Unibanco.
Disponível de maneira aberta e gratuita, o site reúne uma série de assuntos importantes para a sala de aula: como racismo ambiental; gênero e sexualidade; slam e poesia em sala de aula; estereótipos dos corpos negros; quilombos; e uso de hip hop para ensinar física.
Na seção “Professores”, os usuários vão se deparar com uma série de textos referenciais, além de materiais formativos e planos de aulas para conectar o currículo com a Educação para as relações étnico-raciais.
Na área destinada aos estudantes, além de textos curtos, há uma série de vídeos, podcasts e uma revista chamada “Diasporines”, que aborda temáticas relacionadas à juventude negra.
A plataforma também conta com uma área chamada “Política educacional e gestão”, com diversos textos analíticos sobre a legislação educacional brasileira que reforçam o direito à educação a todas e todos.
“Com esse conjunto, a plataforma busca contribuir para ampliar o repertório da comunidade escolar como um todo e apoia a diversidade cultural curricular na educação básica, visando melhoria na qualidade com equidade”, destaca texto de divulgação da plataforma.
O site Percursos Alternativos é totalmente gratuito e aberto. Para conhecê-lo, basta acessar o link: percursosalternativos.com.br.

