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Prêmio internacional traz tendências de arquitetura para espaços educacionais

Em sua sétima edição, o Architizer A+Awards destaca escola organizada como uma vila e jardim de infância com estética minimalista e divertida. Veja fotos

por Fernanda Nogueira ilustração relógio 25 de outubro de 2019

Já pensou estudar ou dar aulas em um espaço projetado nos mínimos detalhes para proporcionar conforto e bem-estar aos seus usuários? São assim os edifícios de espaços educacionais ganhadores do Prêmio Architizer A+Awards de arquitetura deste ano.

Bastante originais entre si, como um jardim de infância com estética minimalista e divertida ou uma escola organizada como uma vila repleta de ruas verdes, eles trazem alguns aspectos em comum. Em geral, usam muita luz e ventilação natural, têm amplos espaços abertos, que podem ser usados de diferentes maneiras, e contam com acabamentos suaves e neutros, segundo o diretor de conteúdo da Architizer, Paul Keskeys, que conversou por e-mail com o Porvir.

Em sua sétima edição, o prêmio inclui várias categorias, como residencial, comercial, paisagismo, hospitalidade, transportes, prédios culturais, governamentais, entre outros. Veja ao final da reportagem a galeria de fotos com os melhores projetos de 2019 nas categorias jardins de infância; escolas de ensino fundamental e médio e instituições de ensino superior e instalações de pesquisa. Eles estão localizados nos Estados Unidos, Canadá, França, China, Japão, Suíça, Dinamarca, Ruanda e Alemanha.

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Confira abaixo a entrevista com Paul Keskeys:

Porvir – Quais são as tendências de arquitetura para escolas ou espaços educacionais?
Paul Keskeys – Nos últimos anos, as principais tendências no projeto de edifícios educacionais giram em torno de uma maior conscientização dos projetistas sobre a importância dos fatores ambientais que afetam a saúde e o bem-estar de estudantes e funcionários. Por exemplo, os arquitetos estão maximizando a luz natural e a ventilação passiva em todos os espaços de aprendizagem, além de especificar materiais resilientes e seguros, que podem suportar o uso diário intenso sem se degradarem com o tempo.

Há também uma mudança em direção a uma programação mais flexível, incluindo layouts de plano aberto que podem ser adaptados para se adequarem a abordagens futuras da educação. Isso inclui a integração de áreas comuns generosas, que permitem atividades sociais e o compartilhamento informal de conhecimentos entre colegas, e uma abordagem mais holística para projetar espaços ao ar livre, tratando pátios e jardins como extensões dos espaços internos de estudo.

Porvir – Como a aprendizagem pode ser facilitada em locais como os dos vencedores do prêmio?
Paul Keskeys – Embora os projetos educacionais vencedores do prêmio A+ deste ano variem amplamente em sua abordagem, cada um abrange o potencial de espaço aberto e acabamentos suaves e neutros como cenário de aprendizagem.

Por exemplo, o WeGrow – um jardim de infância de Nova York projetado pelo (escritório de arquitetura) BIG (Bjarke Ingels Group) – é descrito pela empresa como um “cenário de aprendizagem interativa”, no qual um grande espaço aberto é dividido em zonas mais íntimas por móveis arquitetônicos suavemente curvos. Enquanto isso, a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Cornell do (escritório) WEISS/MANFREDI, em Ithaca, Nova York, gira em torno de uma enorme galeria cheia de luz, revestida de madeira.

Outros projetos vencedores ampliam seus ambientes de aprendizagem ao ar livre – a Glassell School of Art, da Steven Holl Architects, em Houston têm um teto acessível e um anfiteatro para complementar os jardins de esculturas, enquanto a Escola Hangzhou Haishu, da LYCS Architecture, é organizada como uma vila por si só, com pátios e ruas verdes conectando todos os edifícios.

Porvir – Qual projeto mais chamou sua atenção na edição deste ano?
Paul Keskeys –
Meu projeto educacional favorito premiado com o prêmio A+ é provavelmente o 123+ Kindergarten em Shanghai, China, projetado pelo OfficeOffCourse. O projeto possui uma estética minimalista e divertida, com divisórias elegantes em arco e lustres pendentes em forma de nuvem. A elegância e sofisticação deste espaço desmente a função do edifício, que abriga um jardim de infância. É impressionante!