Uma escola internacionalmente reconhecida como inovadora, onde alunos de diferentes idades estudam juntos, desenvolvem projetos de pesquisa de acordo com seus interesses e são orientados por professores e pedagogos. No currículo, que serviu de inspiração para muitas outras escolas e gestores, o conteúdo acadêmico convive com música, informática, esportes, circo, artes e culinária. Há quase 25 anos, esse projeto educacional tem nome, Projeto Âncora, mas por conta de uma crise financeira agora pede socorro.
Criado em 1995 pelo casal Walter Steurer (1940-2011) e Regina Machado Steurer, em Cotia (SP), o Projeto Âncora inicialmente ofereceu atividades de contraturno. Em 2011, o projeto pedagógico contou com a colaboração do educador português José Pacheco, idealizador e ex-diretor da Escola da Ponte. Pacheco começou a trabalhar com a equipe brasileira em 2011 e, no ano seguinte, a instituição começou a funcionar também como uma escola. A estrutura conta com quadras de esportes, refeitórios, pista de skate, jardins e uma biblioteca com mais de 10 mil livros e uma lona de circo que a torna ainda mais diferente das demais escolas.
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Inicialmente, a escola era mantida com recursos dos fundadores e seus esforços de captação, entre eles editais da Petrobras e de empresas privadas. A partir de 2015, a crise financeira do país fez os recursos diminuírem. “De 2017 para cá, praticamente não temos entrada de recursos. O Âncora só sobreviveu porque o fundador deixou um fundo que era acessado mensalmente e que um dia acaba”, diz Ana Letícia Maciel, mãe de três alunos e atual diretora-presidente da instituição.
Segundo Ana Letícia, o alerta sobre a suspensão das atividades foi dado na metade de 2019. Como forma de levantar recursos rapidamente, a escola começou a cobrar mensalidade de novos alunos. “Estabelecer mensalidades não é algo de um dia para o outro. Conseguimos fazer isso no ano passado, mas já estávamos no fundo reserva”.
A expectativa por novas doações no final de 2019 e no início de 2020 não se tornou realidade. “Os valores não chegaram e não pudemos iniciar as aulas”, disse Ana Letícia. Atualmente, as doações que o Âncora recebe de pessoas físicas somam cerca de R$ 10 mil (o que cobre o custo de água, luz, telefone, internet, material de limpeza, material de escritório e gastos com manutenção). Outra parte equivalente, de R$ 9 mil, é proveniente da Nota Fiscal Paulista e é direcionada a gastos com serviços administrativos e de gestão.
“A gente não fechou, mas precisamos encerrar serviços”, diz Ana Letícia. “Manteremos apenas o serviço de oficina de circo porque ganhamos um edital que nos financiará em R$ 3 mil mensais para pagar oficineiros e despesas para a oficina ser oferecida para 60 crianças. A partir dele esperamos retomar pouco a pouco as coisas”, diz.
Desde o começo de dezembro, o Âncora realiza uma campanha de arrecadação de fundos junto ao público, mas como o caixa da organização está perto do fim, os contratos dos profissionais foram rescindidos e todos estão em aviso prévio, que termina no final de fevereiro. Por conta das incertezas, as famílias foram instruídas a procurar matrícula para suas crianças em outras escolas.
Como apoiar o Projeto Âncora
Incentivo fiscal
Via imposto de renda de pessoa física e jurídica, para você pode doar direto para nós e deduzir no momento da declaração. Por meio do Incentivo Fiscal, pessoas físicas podem doar até 6% do imposto de renda devido no momento da declaração. Empresas que têm como regime de tributação o lucro real, podem declarar o valor doado como despesa operacional e ainda podemos captar pelo FUCONDI (Cotia Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente). Veja o passo a passo.
Campanha de financiamento coletivo
Com 10.000 pessoas doando R$ 20 por mês, o Projeto Âncora conseguirá manter suas atividades. Escolha o plano.
Nota Fiscal Paulista
O programa Nota Fiscal Paulista, do Governo do Estado de São Paulo, prevê a doação automática de créditos para uma entidade social autorizada. É necessário ter cadastro no sistema de nota fiscal e dar o seu CPF na hora da compra. Acesse e escolha o Projeto Âncora como instituição de destino. Mais detalhes no site do governo de São Paulo
Transferência Bancária
Banco Itaú S/A – Agência: 3218 – Granja Vianna – Conta Corrente: 00970-6
Banco Bradesco – Agência 2384 – Granja Vianna – Conta Corrente: 5239-6
CNPJ: 00.860.895/0001-34
Conheça o Projeto Âncora na série documentário “Destino Educação – Escolas Inovadoras”, uma parceria do Canal Futura com o Porvir


Lamentável que o projeto com essa envergadura tenha que passar por uma situação como essa. A comunidade precisa se unir e defender esse patrimônio que é seu.
Infelizmente, temos em Cotia um prefeito que s´desvaloriza a educação, essa seria uma parceria impar para o municipio.
Não é razoável nem aceitável que o MEC, através das Secretarias (estado e município) não assuma um Projeto desse como SEU! É um absurdo que a Educação continue não sendo a prioridade zero neste país que tem o maior orçamento da União para a Educação e a Saúde. Meu Deus! Até quando?????
Inconformada, indignada, pra não dizer “revoltada”.