Aplicativos usados no mesmo ambiente virtual ajudam aluno a manter o foco - PORVIR
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Inovações em Educação

Aplicativos usados no mesmo ambiente virtual ajudam aluno a manter o foco

Microsoft Teams permite que o educador utilize outros aplicativos em seu ambiente, facilitando a interatividade e dinâmica das aulas

Parceria com Microsoft

por Ruam Oliveira ilustração relógio 25 de junho de 2021

A internet possibilita que o educador possa melhorar suas aulas adicionando diferentes ferramentas que dinamizam a interação com o aluno e propõe uma nova forma de ensinar e também aprender.

Para aqueles que trabalham em ambientes virtuais, essa possibilidade de suporte de outras ferramentas tem se mostrado cada vez mais necessária com o avanço do ensino semipresencial e online.

Um professor de história, por exemplo, para ajudar a ilustrar uma conversa sobre a revolução industrial indica que os estudantes assistam a um vídeo disponível no YouTube. Antes, isso poderia ser feito nos moldes de sala de aula invertida, mas as aulas online modificaram essa relação.

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Ter aplicativos à mão, durante a aula, é não só motivo facilitador da dinâmica da aula, como também um jeito de auxiliar no foco do estudante. “A gente sabe que quanto mais janelas o aluno abrir, maior a facilidade de ele não conseguir retornar para a atividade. Quando se tira ele do ambiente onde está tendo aula, ele vai sair e não volta mais. Para ficar mais fácil para o aluno, a gente precisa botar tudo no mesmo lugar”, afirma a professora Andrea Barreto, Microsoft Fellow.

Ela destaca que, diferentemente do que muitos pensam, apesar de grande parte dos estudantes serem considerados “nativos digitais” e, por isso, supostamente sabem lidar muito bem com a tecnologia, isso não se traduz em uma realidade. Os estudantes geralmente se dão muito bem utilizando algumas ferramentas da internet, porém quando o assunto é usar tecnologia para a aprendizagem, a dinâmica é outra, afirma.

“O fato de ter tudo no mesmo ambiente faz com que você evite que o aluno se disperse. Essa organização é fundamental. Se você tem que fazer com que o aluno faça login em vários locais, tudo fica truncado”, afirma Silvia Scuracchio, diretora pedagógica da Escola Bosque, localizada em São Paulo. Há seis anos a instituição utiliza ferramentas Microsoft em suas aulas e, durante a pandemia, usou majoritariamente o Teams no processo educacional, o que Silvia considera uma facilidade.

“A gente sabe que quanto mais janelas o aluno abrir, maior a facilidade de ele não conseguir retornar para a atividade”- Andrea Barreto

Ter a possibilidade de lidar com diversos aplicativos em um mesmo ambiente é também, tanto para Andrea quanto para Silvia, um reforço sobre a segurança. Ao sair da plataforma de ensino para acessar um vídeo no YouTube, por exemplo, o estudante pode ter contato com o histórico de exibições de outras pessoas, caso utilize um computador em comum e com isso acabar tendo contato com conteúdos não indicados ou fora de contexto.

O engajamento é um dos muitos objetivos que os educadores miram neste momento. Em casa e com um computador, é possível que os estudantes fiquem dispersos e trabalhar jogos, vídeos e elementos interativos pode ser uma maneira de garantir que o aluno está recebendo a informação que o professor quer transmitir.

Andrea aponta que existem diferentes tipos de aprendizagem. Alguns alunos aprendem melhor lendo e escrevendo, outros por meio de jogos, outros fazendo perguntas, e isso deve estar no radar de atenção dos professores. Como exemplo de ferramenta que dinamiza a aula, a professora cita o Kahoot! uma plataforma de aprendizagem baseada em jogos e que pode ser inserida dentro do Microsoft Teams, permitindo que atividades em jogo sejam realizadas em um mesmo ambiente.

Nesse sentido de diferentes tipos de aprendizagem, Andrea reforça que alguns elementos do ensino tradicional devem ser incluídos junto a essas novas possibilidades das plataformas virtuais. Separar a turma por grupos é uma estratégia que ela aponta como eficiente para identificar quais são esses tipos de aprendizagem presentes no grupo de alunos. “Você vai dinamizando e com o tempo você vai percebendo o que a sua turma topa mais. Vamos gamificar tudo? Não, tem gente que não gosta de jogar e você vai perder o aluno”, diz.

Silvia destaca que além da questão de segurança e melhoria no foco dos estudantes, ter tudo em um espaço só melhora outros processos como organização, produtividade, rendimento e harmonia, esta última característica considerada por ela de extrema importância. Ela é uma das responsáveis pelo projeto de implementação de tecnologias na escola que coordena e considera importante que a gestão esteja alinhada e coesa no uso dessas ferramentas, apoiando e sendo apoiada pelos professores e pelas equipes de tecnologia da informação.

“A própria implementação da tecnologia precisa vir da liderança. Tem que pegar toda a escola, não adianta um professor conseguir e outro não. O sucesso está na união e na harmonia”, afirma Silvia.

Além do Kahoot!, Andrea cita como bons exemplos de aplicativos que funcionam bem junto ao Teams o Flipgrid, que é um espaço onde os alunos podem enviar vídeos como parte das atividades solicitadas pelo professor, e o WhiteBoard, que funciona como uma lousa digital, onde o professor pode simular e interagir com a turma como se estivesse na sala de aula presencial.

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