Conheça projetos inovadores para o ciclo de alfabetização - PORVIR
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Inovações em Educação

Conheça projetos inovadores para o ciclo de alfabetização

Porvir reuniu iniciativas desenvolvidas por educadores de todo país que estão inovando para estimular a leitura e a escrita

por Redação ilustração relógio 9 de setembro de 2019

Há mais de 50 anos, com o objetivo de despertar a consciência internacional e firmar um compromisso para o desenvolvimento da educação, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) instituiu o Dia Internacional da Alfabetização, que é celebrado em 8 de setembro. Nesse período, apesar de conquistar avanços significativos nesse indicador, o Brasil ainda tem 11,3 milhões de analfabetos entre a população de 15 anos ou mais.

Também é longo o caminho para atingir a Meta 5 do PNE (Plano Nacional de Educação), que estabelece que até 2024 todas as crianças devem ser alfabetizadas, no máximo, até o terceiro ano do ensino fundamental. Para entender essa meta na prática, basta olhar para o que diz ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização). Em 2016, apenas 45,3% das crianças do terceiro ano do ensino fundamental tinham aprendizagem adequada em leitura, 66,1% em escrita e 45,5% em matemática. Os dados do Censo Escolar ainda mostram que 9,4% dos estudantes são reprovados no fim do atual ciclo de alfabetização.

Diante desse cenário, o Observatório do PNE aponta que o país tem como seus principais desafios a melhoria da formação inicial e continuada dos professores, o desenvolvimento de novas políticas de distribuição de livros e de formação de bibliotecas acessíveis a todas as crianças e jovens em idade escolar, além de fortalecer comunidades leitoras nas instituições.

Para além das discussões sobre os melhores métodos de alfabetização, revista norte-americana Edweek, especializada em educação, apontou quatro tendências para a alfabetização atual: interação, ambientes personalizados, criação de histórias e envolvimento dos pais.

Conforme essas tendências, o Porvir fez uma seleção de iniciativas desenvolvidas por educadores de todo país que estão inovando no desenvolvimento de projetos voltados para alfabetização. Confira:

Cultura local e canções
No Recife (PE), o professor Givanilson Soares da Silva recorreu a músicas de artistas da periferia para trabalhar estruturas silábicas com os alunos. Além de usar as suas próprias composições, o professor também levou em conta o gosto musical da classe, criando paródias das músicas que eles escutavam.

Brincadeiras e criações autorais
Um ambiente personalizado com cartazes e produções das crianças, atividades lúdicas e momentos de leitura em diferentes no corredor, embaixo da árvore ou até mesmo no corredor da escola. Essa foi a estratégia adotada pela professora Liciane de Fátima Xavier Lourenço, de Curitiba (PR) para aproximar a leitura ao cotidiano dos seus alunos.

Oficinas de letramento para os responsáveis
Com oficinas de letramento para famílias, a professora Juliana Fernandes, de Santos (SP), mostrou aos seus responsáveis como as crianças aprendem a ler e escrever. Durante a atividade, a educadora também apresentou intervenções adequadas para diferentes situações que poderiam ocorrer no ambiente familiar.

Diários na sala de aula
Ao notar que a turma do terceiro ano sentia necessidade de falar da sua vida, a professora Adriana Ribeiro, de Curitiba (PR), começou a trabalhar com um diário em sala de aula para estimular a leitura e escrita a partir da produção de relatos pessoais.

Leitura em família
Em Fortaleza (CE), a professora Tereza Mara Uchôa desenvolveu o projeto “Leitura em Família”. Com contos, quadrinhos, adivinhações e até uma obra sobre Fortaleza, ela montou kits para as crianças levarem para casa e compartilharem em um caderno de registros como foi o momento de leitura.


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engajamento familiar, ensino fundamental

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Graça Maria de Oliveira Freitas

A leitura desde tenra idade estimula o comportamento leitor! Por experiência própria com meu filho! Antes dele dormir eu lia para ele. No decorrer do seu desenvolvimento escolar, além das leituras estabelecidas pela escola, ele leu muitas coleções. E até hoje na fase adulta, continua lendo, pesquisador dentro da sua área de trabalho como Biomédico que se tornou!

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