Os professores que ganharam prêmios de educação em 2019 - PORVIR
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Inovações em Educação

Os professores que ganharam prêmios de educação em 2019

Conheça iniciativas de professores que estabelecem uma relação próxima com seus alunos, baseada no diálogo e no desenvolvimento de projetos que vão além do trabalho em sala de aula

por Redação ilustração relógio 27 de dezembro de 2019

Os prêmios de educação em 2019 destacaram iniciativas de professores que estabelecem uma relação próxima com seus alunos, baseada no diálogo e no desenvolvimento de projetos que não se restringem ao trabalho em sala de aula. As iniciativas de inovação na educação estão presentes em escolas públicas e privadas e demostram que é possível ensinar melhor quando o professor vai além da aula tradicional.

O Porvir reuniu abaixo uma lista dessas premiações. Clique no nome de cada educador para conhecer mais detalhes de seus projetos em matérias do Porvir, PDFs ou vídeos que ilustram como a inovação está presente no dia a dia de cada um. Em 2019 não foi realizado o Prêmio Professores do Brasil, organizado pelo MEC (Ministério da Educação).

Aposta no protagonismo do aluno

No já distante março de 2019, o professor queniano Peter Tabichi conquistou o Global Teacher Prize, da Fundação Varkey, prêmio considerado o “Nobel da Educação”, com um projeto de ciências que o professor de ciências lembrou que a aprendizagem acontece quando o professor se preocupa primeiro em trabalhar a autoestima do aluno. “Tudo é uma questão de acreditar e ter confiança nos seus alunos. Assim, eles vão conseguir encarar desafios e conquistar mais”, disse o professor queniano.

Outro prêmio internacional, o WISE, da Fundação Catar, reconheceu o trabalho de Larry Rosenstock, presidente-executivo e fundador da High Tech High, rede de escolas públicas com administração privada nos Estados Unidos. A High Tech High se destaca por oferecer uma educação inovadora baseada em projetos desenhados a partir do interesse dos alunos e já apareceu até em um documentário do Canal Futura feito em parceria com o Porvir.

No Brasil, o prêmio Educador do Ano, da Fundação Victor Civita, saiu para a coordenadora Joice Maria Lamb, de Novo Hamburgo (RS), que adota os mesmos princípios do professor Tabichi: trabalhos em que pesquisa e o protagonismo são a parte mais importante. Aqui pelo Porvir, o projeto de Angela Maria Vieira, de Joinville (SC), foi escolhido como o mais inovador por desenvolver atividades contra manifestações de racismo e xenofobia. O relato está disponível no ebook Desafio Diário de Inovações 2019, que reúne outras 17 práticas, da educação infantil ao ensino superior.

Ponte entre teoria e prática

No Prêmio Professor Rubens Murillo Marques, realizado pela FCC (Fundação Carlos Chagas), foram destacadas iniciativas que buscam criar pontes entre teoria e prática, um dos maiores desafios levantados em nossa série sobre formação de professores.

A troca de saberes entre alunos da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e comunidades rurais e indígenas é a marca do projeto Imagine, desenvolvido pelo professor André de Avila Ramos, de Licenciatura em Ciências Biológicas. Tudo foi pensado para que os futuros educadores tivessem uma vivência multicultural, inclusiva e inovadora. Também na área de ciências, Taitiâny Kárita Bonzanini, professora na Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Departamento de Economia, Administração e Sociologia da Universidade de São Paulo) criou oficinas pedagógicas em parceria com escolas públicas, nas quais os futuros professores foram convidados a observar, registrar e analisar os projetos pedagógicos e os planos das disciplinas.

No IFRS (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul), Rafaela Fetzner Drey desenhou um projeto de micropráticas de ensino de inglês para a comunidade como estratégia de formação inicial de professores de língua estrangeira. A parceria com uma escola pública permitiu a articulação entre pesquisa, ensino e extensão.

Feminismo e aproximação com a cidade

O Prêmio RBS de Educação premiou um projeto sobre a valorização da mulher (escola pública) e outro que trata da descoberta da cidade por intermédio dos livros (escola privada). O primeiro, chamado “Projeto Todos por elas”, teve a autoria do professor Luiz Fernando Lamb Balon, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Martha Wartenberg, de Novo Hamburgo (RS). Além trabalhar textos com as turmas, Luiz Fernando enviava uma caixa com o livro “Para Educar Crianças Feministas” (de Chimamanda Ngozi Adichie) ia de casa em casa, para os pais lerem e debaterem com seus filhos.

Na mesma premiação, também ganhou reconhecimento o projeto “Recontando a cidade”, inscrito pela professora Mônica Klen de Azevedo, do Colégio São Judas Tadeu (Porto Alegre). Para conhecer locais de Porto Alegre narrados nas obras de Mário Quintana e Luís Dill, a proposta teve a parceria de professores de história, geografia, ciências, artes e matemática.


TAGS

aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem colaborativa, autonomia, educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, personalização, socioemocionais

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