Relatório de tendências agora discute o que deu errado em previsões para o ensino superior - PORVIR
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Inovações em Educação

Relatório de tendências agora discute o que deu errado em previsões para o ensino superior

Horizon Report: 2019 Higher Education Edition, da ONG Educause, traz tendências-chave, desafios, desenvolvimentos importantes e temas que podem falhar ou ganhar escala nos próximos anos nas universidades

por Fernanda Nogueira ilustração relógio 20 de maio de 2019

Projetos de aprendizagem combinada e o redesenho dos espaços de aprendizado, que se expandem do físico para o virtual, são tendências de curto prazo para adoção da tecnologia no ensino superior, diz o relatório Horizon Report: 2019 Higher Education Edition. O estudo funciona como guia de referência e planejamento de tecnologia para educadores, líderes de ensino superior, administradores, formuladores de políticas e especialistas em tecnologia.

“Com mais de 17 anos de pesquisa e publicações, o projeto Horizon pode ser considerado a exploração mais antiga da educação de tendências tecnológicas emergentes que apoiam o ensino, o aprendizado e a pesquisa criativa”, afirma o sumário do estudo, criado em 2002 pela ONG New Media Consortium e organizado pela ONG Educause desde o ano passado.

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O levantamento, feito com 98 especialistas da área, traz tendências-chave para acelerar a adoção da tecnologia, desafios significativos que impedem a adoção, desenvolvimentos importantes na área e, neste ano, traz, pela primeira vez, tópicos que considera que podem falhar ou ganhar escala.

“Esta seção, chamada ‘Falha ou Escala’, visa fornecer informações sobre o que realmente aconteceu no campo dos desenvolvimentos tecnológicos do ensino superior e sua adoção ou impacto real no ensino, aprendizagem ou investigação criativa. Os membros do painel anterior foram convidados a fornecer uma retrospectiva sobre uma previsão com a qual tinham experiência”, explica o texto.

As tendências-chave no curto prazo, de um a dois anos, são o redesenho dos espaços de aprendizagem, que se expande do físico para o virtual com foco futuro na realidade estendida, e os projetos de aprendizagem combinada. “Apoio ao corpo docente para projetar experiências de aprendizagem que aproveitem ao máximo as plataformas digitais e para expandir seu repertório pedagógico, com a inclusão da colaboração e o design de aprendizagem centrado no aluno, apoiará o crescimento da aprendizagem combinada”, diz o estudo.

No médio prazo, de três a cinco anos, estão o avanço das culturas de inovação, que prevê mais colaborações do setor por meio de laboratórios de risco, incubadoras e outras parcerias comerciais, e o foco crescente em medir a aprendizagem, que oferece às instituições novas oportunidades para avaliar, medir e documentar o aprendizado.

No longo prazo, cinco ou mais anos, as tendências são repensar o funcionamento das instituições e o acesso dos alunos a diplomas modulares e desagregados, mesclando educação formal a cursos online em módulos. “Estas tendências indicam uma evolução na forma como o ensino superior se aproxima da sua missão, bem como uma tendência para o aumento do controle do aluno sobre os percursos individuais de aprendizagem”, diz o relatório.

Entre os desafios significativos que impedem a adoção de tecnologia destacam-se entre os solucionáveis (que entendemos e sabemos resolver) a melhora da fluência digital e o aumento da demanda por experiências em aprendizagem digital e em design instrucional.

“A demanda por ambientes de aprendizagem digitalmente ricos e experiências de aprendizagem pedagogicamente sólidas continuará a aumentar, e as instituições que investirem em designers de aprendizado e designers instrucionais estão melhor posicionadas para criar uma programação rigorosa e de alta qualidade que atenda às necessidades de todos os alunos”, afirma o texto.

São considerados difíceis (que entendemos, mas têm soluções que permanecem imprecisas), segundo o estudo, a evolução dos papéis do corpo docente com estratégias de educação tecnológica e o preenchimento da lacuna de realização, que pode ser abordada com esforços que incluem recursos educacionais abertos, plataformas de cursos digitais e caminhos de aprendizagem personalizados. Já os desafios extremos (que são complexos para definir e endereçar) são o avanço da equidade digital e como repensar a prática do ensino.

A pesquisa considera desenvolvimentos importantes na tecnologia, com tempo para adoção de um ano ou menos, a aprendizagem móvel e as tecnologias analíticas. “Os avanços nessas tecnologias e sua promessa de impactar positivamente o ensino e a aprendizagem os colocam à beira da implementação em todos os tipos de instituições”, diz o estudo.

Para daqui a dois a três anos estão a realidade mista, que vai aproveitar ao máximo as tecnologias em que objetos digitais e físicos podem coexistir, e a inteligência artificial, impulsionada a amadurecer por meio da programação, do uso de dados e de redes.

Blockchain e assistentes virtuais devem ter ampla aplicação no ensino superior em quatro a cinco anos, segundo a pesquisa, à medida que a comunidade educacional busca soluções que possam ser realizadas por essas tecnologias.

Entre os assuntos que podem falhar ou escalar, de acordo com o estudo, estão as expectativas e realidades dos jogos e da gamificação; a realidade aumentada e mista: por quê, quando e como situar a aprendizagem em contextos autênticos; e a aprendizagem adaptativa: entendendo seu progresso e potencial. Cada um dos três temas é debatido em artigos de especialistas.

Sobre a aprendizagem adaptativa, a diretora de Tecnologia de Aprendizagem da Universidade de Wisconsin-Whitewater Nicole Weber afirma “meu melhor palpite é que precisamos aprimorar a relevância (por exemplo, usar o aprendizado adaptativo para redesenhar o currículo) que se concentra na criação de experiências de aprendizagem ricas visando o sucesso do aluno e como podemos levar essas plataformas para nossos campi de maneira econômica”.

Infográfico Horizon Report 2019Porvir

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aprendizagem baseada em projetos, aprendizagem colaborativa, autonomia, competências para o século 21, dispositivos móveis, ensino superior, inteligência artificial, personalização, pesquisas, realidade aumentada, realidade virtual, tecnologia

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WALLACE SILVA
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WALLACE SILVA

“Muito se falta” para que a escala seja aumentada, não motivando a uma falha iminente. No Brasil é necessário a reformulação de leis que amparem a oferta EaD tanto no ensino fundamental anos finais, quanto mais nas séries iniciais e de alfabetização. Haja vista que por um lado, a escala atenderá determinada parte “feliz” que obtém recursos psicológicos, econômicos e “social” fora outras gamas de facilidades mas para outros, a falha inferirá frustação comparando a… Ler mais »

Geraldo Benedito da Silva
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Geraldo Benedito da Silva

Nosso país tem muito oque melhorar na área da educação básica, (ensino fundamental e médio). Inserindo o teórico e a prática da tecnologia já, nas primeiras séries. Para que nossas crianças já cresçam no caminho certo.

Evandro Leandro da SIlva
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Evandro Leandro da SIlva

Cara esse seria o primeiro para o nosso país, muito se fala em tantas tecnologias, quando nos falta ainda a essência da coisa que é a educação básica, e digo mais, a sociedade brasileira inteira mesmo academicamente falando, terá que ser reeducadas por alguns anos, para que, a partir de então possamos contribuir com o mundo tecnológico, contribuir? sim, porque temos muito potencial, o que não temos é educação suficiente, não sabemos gerenciar nossas capacidades.

Claudia Ramalho
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Claudia Ramalho

Parabéns Fernanda Nogueira pelo resumo sobre o Relatório Horizon Report. Educação e Tecnologia em tempos de pandemia ganhou destaque tornando urgentíssima seu desenvolvimento em busca da equidade digital em nosso pais de contrastes que cada vez maiores e profundos.

Lessandra Nayara Rogerio
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Lessandra Nayara Rogerio

É um processo que não ocorre apenas com a digitalização mas uma mudança cultural também .

Joice Barros
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Joice Barros

“No longo prazo…. as tendências são repensar o funcionamento das instituições e o acesso dos alunos a diplomas modulares e desagregados, mesclando educação formal a cursos online em módulos.”
Levando em consideração a data do relatório,(20 de Maio de 2019)estamos cada vez mais perto dessa evolução,ela se torna necessária,e a Instituição que iniciar esse modelo de ensino,sairá na frente. Um profissional cabeleireiro poderá se formar em Tricologia,por exemplo,ou ter uma Formação especifica.

Vinicius Rocha Virgilio
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Vinicius Rocha Virgilio

É uma mudança cultural, interessante partir desde a infância. Temos muito a melhorar.