‘Ensino híbrido é o único jeito de transformar a educação’
Michael Horn explica como foi a construção do conceito e diz por que considera o blended learning a solução para grandes redes
por Patrícia Gomes 20 de fevereiro de 2014
Na primeira vez que o Porvir falou de ensino híbrido, lá pelos idos de 2012, não sabíamos nem como chamar essa tendência. Foi no site de uma organização chamada Innosight Institute que as coisas ficaram mais claras. O tal blended learning, que estava pipocando aqui e ali, se referia à mescla do ensino presencial com o virtual, dentro e fora da escola. Com essa integração de oportunidades de aprendizagem que a tecnologia proporcionou, os alunos passariam a ver mais sentido no conteúdo que lhes era apresentado, teriam acesso a um aprendizado mais personalizado às suas necessidades, seriam estimulados a pensar criticamente, a trabalhar em grupo. Um mundo de oportunidades se abria.
Dois anos depois, o ensino híbrido já se consolidou como uma das tendências mais importantes para a educação do século 21. Um dos especialistas internacionais que tem ajudado na disseminação dessas práticas e na análise de como o fenômeno tem se manifestado em diferentes redes de ensino é Michael Horn, que em 2008 escreveu com seu professor em Harvard, o renomado Clayton Christensen, o livro Disrupting Class: How Disruptive Innovation Will Change the Way the World Learns (Classe disruptiva: como a inovação disruptiva vai mudar a forma como o mundo aprende, em livre tradução), no qual abordava o nascimento de uma nova forma de fazer educação. Horn tornou-se cofundador do Innosight Institute, que em 2013 passou a se chamar Clayton Christensen Institute.
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Em entrevista ao Porvir, o norte-americano, que tinha experiência na área pública e na de negócios antes de enveredar pela educação, diz considerar que o ensino híbrido é a única forma de se promover a transformação em redes de ensino. Dissse ainda que essa abordagem é capaz de oferecer ao aluno tanto o conhecimento quanto a oportunidade de desenvolver as habilidades de que vai precisar para ser bem sucedido na vida. “O ensino híbrido abre espaço para trabalhos em equipe, pensamento crítico como nunca antes”, afirmou. Para Horn, que será um dos palestrantes do Transformar 2014, o ensino híbrido tem também trazido à tona discussões sobre avaliação e organização dos alunos por idade e série.
Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista.
O que você chama de inovação disruptiva em educação?
A palavra “disruptivo” tem sido tão usada que seu significado real tem se perdido. A disrupção é algo muito específico. Significa que uma inovação transformou algo que era caro, complicado, centralizado e inacessível, que só servia a um número limitado de pessoas, em algo com um preço muito mais acessível, conveniente e simples, que pode servir a muito mais gente. As inovações disruptivas em educação são sempre muito primitivas em seu início. Elas não começam como rupturas muito fortes. Elas vão melhorando e se aprofundando com o passar dos anos.
Existem muitas diferenças entre o que se chamava de disruptivo em 2007, no início do Innosight Institute, e agora?
Não. A disrupção sempre terá a ver com o ensino híbrido. Na educação básica, pelo menos. Na superior é diferente. No livro Disrupting Class ainda não usávamos o termo ensino híbrido, mas três ou quatro outros nomes. Agora o vocabulário amadureceu e é mais fácil falar de ensino híbrido.
Por que você acredita tanto em blended leaning?
Nosso sistema educacional, não apenas nos EUA, não foi construído para otimizar o aprendizado para cada aluno. Foi construído como uma indústria para atender a um grande número de alunos. Funcionou bem numa economia industrial, mas [não] na economia do conhecimento, quando se questiona por que o modelo não serve a muitos alunos. O sistema [educacional] está fazendo exatamente o que ele foi programado para fazer. O que temos visto consistentemente é que a inovação disruptiva é o único jeito confiável de se transformar o sistema. A coisa mais legal do ensino híbrido é que você pode personalizar o ensino para diferentes necessidades dos alunos.
Que bons exemplos práticos você já tem visto acontecer, especialmente em grandes redes?
Temos visto distritos do país inteiro se engajarem mais profundamente com o ensino híbrido. A cidade de Nova York, Houston, Miami Dade… São grandes distritos que estão fazendo dessa metodologia o centro de sua estratégia de transformação. Em uma escala menor, temos outros, como o Quakertown Public Schools in Pennsylvania. Temos também a Florida Virtual School, que é um distrito de escolas públicas que está servindo centenas de milhares de estudantes não só na Flórida, mas no mundo. Existem alguns sinais de esperança.
Já dá para ver como o ensino híbrido tem mudado a vida das pessoas individualmente?
Conheci algumas boas histórias. Estava em uma escola de ensino médio que adota o ensino híbrido em Utah. Eles tinham lá uma jovem que era totalmente desestimulada. Ela me disse: “Pela primeira vez, o professor está me ensinando individualmente, não para a turma inteira. De repente, estou aprendendo o que eu preciso. Percebi que sou alguém que importa e que pode ter sucesso”. E agora ela, que não tinha muita esperança na vida, falava pela primeira vez em ir para a universidade. Outro grupo muito beneficiado com o ensino híbrido é o de alunos com necessidades especiais. Cada aluno tem um plano individual de aprendizagem, então eles não se sentem diferentes, eles se sentem mais pertencentes ao grupo.
É uma questão de aumentar a autoestima e a noção de identidade, certo?
Identidade é grande parte disso. Faz diferença dizer a todos que eles importam, que vamos buscá-los onde estiverem e que vamos ajudá-los a serem bem sucedidos. Tenho uma história da Summit. A Diane [Tavenner] fala sobre um aluno que tinham que ido mal em toda a sua vida acadêmica. No modelo que adotaram na escola, os alunos precisam dominar os conteúdos para avançar [os alunos têm acesso primeiro ao conteúdo por um programa de computador]. No primeiro dia de aula, esse aluno ficou apenas sentado, não fez nada [no programa]. No segundo dia, nada. No terceiro, ele levantou a mão e disse: “professora, acho que não estou evoluindo”. Ela perguntou por quê. “Na escola anterior, eu ia para a aula e o professor falava as coisas. Eu não entendia o que ele dizia, mas todo dia era uma coisa nova. Então eu evoluía. Agora, nada está mudando e ainda estou parado no mesmo lugar”, ele disse. “É porque agora você tem que fazer alguma coisa”, respondeu a professora. Esse sentimento de que o aluno precisa dominar, ser persistente, que ele é o dono daquilo é o que acontece num ambiente de aprendizagem.
E isso tem a ver com as competências para o século 21?
No século 21, você tem que ser capaz de aprender a vida inteira, de encontrar materiais de diferentes fontes. Os empregos estão mudando tão rapidamente, é preciso aprender a aprender. O ensino híbrido bem-feito – e não são todos os modelos que fazem – diz: “você é o dono do seu próprio aprendizado”. O ensino híbrido abre espaço para trabalhos em equipe de forma como nunca antes havia sido possível, abre espaço para o pensamento crítico. As pessoas passam a dominar os assuntos a partir de aulas virtuais e aprofundam esse conhecimento com seus professores com perguntas importantes.
E o que garante que o ensino híbrido seja bem-feito? Com o que devemos nos preocupar?
Precisamos nos preocupar em dizer que o conhecimento ainda importa, mas só o conhecimento não é suficiente. Devemos nos preocupar em analisar, avaliar, ter o domínio do próprio aprendizado, trabalhar em equipe, conectar o conhecimento a problemas da vida real para que o aluno entenda por que ele é relevante. Isso quebra o argumento de que o conhecimento não importa e o que importa mesmo são as habilidades. As pessoas que defendem o conhecimento diriam: “não é possível desenvolver habilidade a menos que você tenha conhecimento”. A melhor coisa do ensino híbrido é que podemos ter os dois.
E se formos apontar questões de infraestrutura?
Você precisa ter banda larga, uma boa conexão com internet. Nos EUA, estamos falando hoje em 100 megabits por segundo. Até 2020, será 1 gigabite por segundo. Mas o que temos visto é que escolas inovadoras estão descobrindo como fazer o ensino híbrido acontecer com muito menos. Em termos de número de equipamentos, existe muita flexibilidade. Se você tem 30 crianças, você pode ter de 8 a 10 aparelhos. Você não precisa de um para cada. Isso é legal, mas não é necessário. Cada vez mais, com esses equipamentos ficando mais baratos, mais estudantes terão um eles mesmos. BYOD (sigla para Bring Your Own Device, ou Traga o seu próprio aparelho) será parte disso.
Voltando ao assunto das habilidades para o século 21, como promover uma educação baseada em competências aliada ao ensino híbrido?
O ensino híbrido é a ferramenta que personaliza a educação, tanto nas “competências duras” [conhecimento] quanto nas transversais. Uma educação baseada em competência trabalha com a noção de que os estudantes só podem avançar quando eles realmente dominarem um conceito. Você não avança de acordo com a hora do dia, mas de acordo com o que você sabe. É muito difícil ter uma educação baseada em competências, a menos que você tenha ensino híbrido. Eles são primos, mas não são a mesma coisa. Você pode ter um ensino híbrido ruim e nada de desenvolvimento competências e você pode ter um ensino baseado em competências sem o ensino híbrido, mas é muito difícil de fazer em escala.
Isso muda a forma como os professores gerem sua sala de aula.
Sim, muito. Antes, os professores davam uma aula para a turma inteira. Agora, eles podem ter 30 alunos em 30 níveis diferentes. Sua tarefa é muito mais ser um designer do aprendizado de cada aluno e avaliar para ver se estão dominando o assunto. Eles são assessores do conhecimento, treinadores, designers do aprendizado.
Mas em algum momento do ano eles terão de ser nivelados…
Esse é o tipo de coisa que a educação baseada em competências começa a questionar. Visitei uma turma de quinto ano em que os alunos estavam fazendo problemas de trigonometria. O problema é que o atual sistema vai dizer que, no fim do ano, eles serão avaliados em conteúdos de quinto ano. No ano seguinte, eles vão para o sexto ano e pronto. Isso não faz sentido, estamos impedindo o desenvolvimento deles. No entanto, se uma criança chega ao quinto ano sabendo matérias apenas do segundo, ela pode conseguir dar um salto e chegar à quarta série. Esse crescimento de dois anos é impressionante. O que queremos desse tipo de educação é um ritmo mínimo, no qual nenhum aluno avança menos do que um ano em um ano, mas não podemos restringir o lado oposto.
Isso também implica numa mudança das provas oficiais do governo, certo? No Brasil, temos a Prova Brasil, que acontece de dois em dois anos.
Esse é um grande desafio, não apenas no Brasil, mas em países de todo o mundo. Podemos criar exames e sistemas de prestação de contas que também são personalizados? Enquanto eu completo o estudo de um assunto adequadamente, será que posso fazer provas sob demanda para provar o que eu sei, um exame pequeno e pontual? Isso criaria um sistema muito mais confiável porque hoje no Brasil você só consegue me falar do desempenho das escolas do país com dados do ano anterior. Nesse sistema, você saberia todos os dias onde estão os estudantes.
Outro grande material.
:)
Achei muito interessante. Gostaria de saber mais de como é a metodologia do ensino híbrido.
Sem duvida o blended learning esta no caminho mais direcionado ao sucesso quando se fala em novas tecnologias para educar. Aqui no Instituto Brasileiro de Desenho Instrucional, o wwwibdin, em que nos tornamos referencia em ensinar por meio de metodo do design instrucional a criar cursos on line, implementar plataformas, fazem alguns anos temos nos dedicado a incentivas o ensino hibrido com auxilio de todas as tecnologias existentes disponiveis e varias empresas tem obtido grandes resultados de melhorias em seus treinamentos e entidades educacionais em fixar seus conteudos e melhorar interatividade.
Ter uma turma com 30 alunos, em nosso país, já facilitaria um aprendizado de melhor qualidade. Com referência ao Ensino Híbrido, ainda é uma novidade bem distante dentro da nossa realidade. Ter alunos com níveis diferentes dentro da mesma sala no Ensino Fundamental, com a nossa cultura educacional assistencialista, deixo a pergunta: Dará certo? Como fazê-lo na prática?
Educação Híbrida um desafio para quem quer ter a tão falada EDUCAÇÃO MEIO DE TRANSFORMAÇÃO .
A Ciência precisa chegar nas Escolas
Excelente matéria
Acredito que sem dúvida alguma o modelo tradicional de ensino está em conflito com a realidade das novas tecnologias que está presente no dia a dia. Porém, vemos a dificuldade em termos um corpo docente com total domínio sobre as ferramentas tecnológicas disponíveis na área de ensino. Vamos comparar a estrutura necessária para a elaboração de cursos e-learning (EAD), mal chegaram e já estamos conviendo com o m-learning (mobile), e suas necessidades que diferem significativamente do aparato necessário das necessidades do e-learning. Como imputarmos a responsabilidade ao professor do ensino presencial sem sobrecarregarmos esse profissional? Quantas escolas públicas de ensino presencial possuem ao menos um profissional de TI para auxiliá-los? O planejamento estratégico aqui se faz imensamente necessário, e os custos iniciais dessa iniciativa, sem qualquer tipo de retorno efetivo na sua implantação, inviabiliza vários projetos, pois sempre existem prioridades mais emergenciais… Se queremos uma mudança, temos que investir pesadamente no treinamento e suporte dos professores para o domínio das novas tecnologias, mas também numa estrutura adicional de planejamento didático pedagógico para orientar no conteúdo do conhecimento que será abordado nas aulas… Não podemos querer imputar ao professor a missão de ser um “editor” do material didático e também tomar cuidado para que ele não utilize as ferramentas das novas tecnologias, para simplesmente substituir o giz e o quadro negro, mantendo o modelo já utilizado a décadas do ensino tradicional.
Podemos resumir assim: Universalização do Ensino. Personalização de Ensino com o uso das diversas tecnológias. Foco na Aprendizagem otimizando o tempo do professor.
O que eu acho mais interessante com essa abordagem é que ela auxilia a trabalhar contra um dos maiores problemas no ensino: a falta de sentido real do que é aprendido. Quando o aluno tem a oportunidade de testar seus conhecimentos fora da sala de aula ele consegue construí-los de forma pessoal e proeficiente. Vou estudar mais a fundo este modelo de ensino e tentar aplicar. É um bom ponto de partida para uma mudança real e relevante
É verdade seria uma ótima forma de chamar a atenção de nossos alunos, porém infelizmente não temos conexões adequadas e com certeza, haveria também diversas dificuldades, principalmente pois tudo que é novo requer um trabalho árduo e mudanças de posturas, nos quais muitos não querem aderir ao novo.
lendo os posts abaixo, que dura constatação: trabalhamos em ambientes e dentro de um sistema avesso às inovações necessárias. escolas públicas onde projetos floresceram são a minoria da minoria. infelizmente. além disso, estamos em pleno contexto de fechamento de escolas no estado de sp em nome de uma “reorganização” nada factível. todavia, podemos fazer algo, não podemos? fazer o possível.ouvir essas experiências me anima.
Apesar de tantas dificuldades enfrentadas na educação, encontramos professores que realizam excelentes trabalhos.
Além das questões ressaltadas pelos colegas quanto a infraestrutura, conexões ineficientes ou ausentes, utilização de recurso próprio (BYOD), resistência de docentes quanto a inovação; entre outros, há um complicador a ser visto no Brasil, que difere de outros países do primeiro mundo; a inclusão efetiva de usuários capazes de manusear tablet, notebook ou até mesmo smartphone, muitos possuem mas não se utilizam dos recursos devidamente, a maioria navega pela rede social sem conhecimento do uso da ferramenta, para o uso híbrido efetivo, existe a necessidade da inclusão digital de fato, possivelmente havendo a inclusão informacional básica em todo os níveis escolares para obter sucesso.
concordo. principalmente professores. muitos de nós não transita bem pelas tecnologias.
O ensino com tecnologias é fantástico, mas infelizmente não temos bons computadores nem, nem conexão de internet boa nas escolas. Isso dificulta o trabalho com as diversas tecnologias. O celular por ser um das novas tecnologias não está dando espaço para podermos utilizar de uma forma mais prazerosa para as aulas.
Espero que daqui um tempo possamos utilizar o celular nas aulas. Mas temos que ser capacitados para todas essas tecnologias e temos que ter acesso, pois muitas de nossas máquinas estão desatualizadas.
Excelente sugestão, que funciona bem nos EUA, mas não querendo ser pessimista, tal realidade ainda está longe de chegar nas salas de aula de uma escola pública estadual, onde falta até giz, onde o “Laboratório de Informática” tem 10 computadores para a escola inteira, sendo que normalmente de 5 a 6 computadores estão quebrados ou ainda não voltaram do conserto.
Concordo com voce!
Considero que, além das dificuldades relatadas, acrescento a gestão do tempo do professor para avaliar e fazer intervenções necessárias para cada aluno individualmente. Porém o uso de tecnologia se faz importante na atualidade, e devemos encontrar meios de utilizá-lo com eficácia.
Concordo com os comentários abaixo. Mas acredito que, hoje em dia, já podemos ter mais autonomia para aplicar metodologias de ensino como essas, sem custo algum nem conhecimento técnico avançado, e principalmente sem depender de estrutura. Compartilho um complemento para esta reflexão que permite aplicarmos este método de forma mais simples,gratuita, sem depender de grandes recursos: https://www.goconqr.com/pt-BR/ensinar/aprendizagem-combinada/
Creio que, além das questões que envolvem a tecnologia, no Brasil há as questões que dizem respeito aos professores. Esses profissionais teriam que aceitar essa nova metodologia, capacitar-se para tal utilização e acima de tudo deixar de lado a resistência que a maioria deles apresenta com relação ao novo.
Há alguns anos, aproximadamente 10 anos, foi e é percebido o surgimento de um novo público, os nativos digitais – crianças de 1-2 anos já mexem em tablets, celulares, e outras tecnologias cada vez mais avançadas, bem melhor do que muitos adultos (pais), outros até analfabetos digitais (avós).
O Ensino híbrido é uma ótima alternativa para todos os níveis da educação, desde a Educação Infantil até o Ensino Superior. Portanto, é válido o investimento por parte de Secretarias estaduais e municipais, e posteriormente, até Governo Federal. Entretanto, demandaria preparo e contratação de pessoal, o que geraria gastos, algo que brecaria qualquer iniciativa de secretarias por parte das prefeituras e estados.
Além do Ensino híbrido, outra alternativa chamada BYOD (Bring your own device) ou BYOT (bring your own technology) tem se mostrado bastante promisora, principalmente na escola. Funciona assim, os gestores pedem para que os alunos e os professores levem seus próprios dispositivos para que sejam utilizados em sala de aula.
Vinícius Bopprê comenta em seu artigo veiculado neste site no dia 23 de dezembro de 2013, que “defensores do movimento afirmam que essa solução é fundamental para que os alunos tenham acesso a conteúdos on-line, como aplicativos, videoaulas, imagens, principalmente em escolas que não tem grandes recursos financeiros para comprar um dispositivo para cada. O que melhoraria, e muito, a aquisição de novas competências e habilidades – potencializaria aprendizagens.
Infelizmente o investimento feito nos laboratórios de informática das escolas é tão pequeno que não conseguimos estar sempre nos atualizando ou utilizando programas mais atuais com nossos alunos.
Encontraremos alguns desafios para trabalhar com o ensino híbrido,enfrentamos a falta de ferramentas tecnológicas educacionais, a falta de internet na escola, porém desenvolver a autonomia dos alunos para uma aprendizagem mais personalizada faz com que esse aluno construa um currículo onde ele seja o protagonista.Essa realidade seria de grande valia para ambos.
Primeiramente, boa tarde. Como o ensino híbrido poderá ser estabelecido em nosso método de ensino, sendo que, não temos estrutura para os nossos alunos, nem materiais de trabalho para nós professores e muito menos incentivo pedagógico vindo das próprias escolas? Projeto excelente e incentivador nos EUA, porém, o Brasil ainda precisa se munir de meios de acesso a internet em todas ás escolas, estrutura nas salas, materiais para seus professores e mais incentivos pedagógicos.
É verdade seria otimo, porém não temos espaço fisico, nem tão pouco conexões adequadas.
Realmente é lamentável as condições dos computadores das Escolas Estaduais, a conexão lenta sendo necessário 2 aulas para poder realizar uma atividade, porque fazer as maquinas funcionarem levam quase 1 aula….
Esse dado chamou muito minha atenção,
“Você precisa ter banda larga, uma boa conexão com internet. Nos EUA, estamos
falando hoje em 100 megabits por segundo. Até 2020, será 1 gigabit por segundo
“Sou professora de Arte
em escola do Estado e gosto muito de trabalhar com tecnologia ,porem quando
vamos fazer o uso da sala de informática, uma decepção total, perdemos muito
tempo para conseguirmos uma conexão favorável (quando funciona).Quando passo
atividades em celular, que quase todos os alunos possuem, outra decepção, quase
ninguém tem credito .Acredito muito no uso da tecnologia na educação, mas temos
que olhar a realidade de cada escola.
Muito importante, acho fantástico mas muitos professores não tem acesso gratuito a cursos, nem condições de adquirir um bom computador e muitas escolas públicas favorecem um acesso de Wi fi.
A proposta do Ensino Híbrido é excelente, porém na pratica ainda nos faltam muitos recursos: A falta de espaços adequados, wi-fi em toda a unidade escolar, tablets ou notebooks em sala de aula ou sala especifica. Quantidade de computadores, tablets ou notebooks para o número de alunos em sala (aproximadamente) ferramentas tecnológicas em português, e uma cartilha com recursos para possíveis dúvidas.
Acredito que sem dúvida alguma o modelo tradicional de ensino está em conflito com a realidade das novas tecnologias que está presente no dia a dia. Porém, vemos a dificuldade em termos um corpo docente com total domínio sobre as ferramentas tecnológicas disponíveis na área de ensino. Vamos comparar a estrutura necessária para a elaboração de cursos e-learning (EAD), mal chegaram e já estamos conviendo com o m-learning (mobile), e suas necessidades que diferem significativamente do aparato necessário das necessidades do e-learning. Como imputarmos a responsabilidade ao professor do ensino presencial sem sobrecarregarmos esse profissional? Quantas escolas públicas de ensino presencial possuem ao menos um profissional de TI para auxiliá-los? O planejamento estratégico aqui se faz imensamente necessário, e os custos iniciais dessa iniciativa, sem qualquer tipo de retorno efetivo na sua implantação, inviabiliza vários projetos, pois sempre existem prioridades mais emergenciais… Se queremos uma mudança, temos que investir pesadamente no treinamento e suporte dos professores para o domínio das novas tecnologias, mas também numa estrutura adicional de planejamento didático pedagógico para orientar no conteúdo do conhecimento que será abordado nas aulas… Não podemos querer imputar ao professor a missão de ser um “editor” do material didático e também tomar cuidado para que ele não utilize as ferramentas das novas tecnologias, para simplesmente substituir o giz e o quadro negro, mantendo o modelo já utilizado a décadas do ensino tradicional.
Excelente matéria
Com certeza o ensino híbrido é a ferramenta que personaliza a educaçaõ. No entanto precisaríamos ter computadores e internet nas escolas para podermos proporcionar,facilitar e inovar a prática para a aprendizagem dos alunos.
Olá, Genilda. Já conhece o guia Tecnologia na Educação do Porvir? Discutimos muito sobre esse assunto. Aqui vai o link http://porvir.org/especiais/tecnologia/
Boa noite , estou de acordo, até porque existem muitas escolas onde a internet não funciona mas a ideia do ensino hibrido é boa , no começo dará um pouco de trabalho mas acredito que o resultado final será excelente.
Com toda a certeza, o ensino hibrido é o futuro da educação. Porém no modelo da escola pública, infelizmente ainda falta muito investimento tanto no fator humano(treninamento) quanto na infra-estrutura.
Os alunos estão preparados para receber este tipo de ensino. Eles pedem por isso, está mais proximo a sua realidade nos dias de hoje. O que precisa é capacitar professores e melhorar a estrutura na rede publica.
Olá, Rosi.
Para saber mais sobre o tema de formação inicial, visite nossa série sobre Formação Inicial http://porvir.org/?s=S%C3%A9rie%20Forma%C3%A7%C3%A3o%20de%20Professores&t=1
Ensino Híbrido uma conquista diária de novos parceiros, pois trabalhamos por adesão. Engajamento do professor e aluno.
Hoje, ser educador exige muito mais do que ter somente conhecimento sobre sua área específica. É preciso ser um estimulador do prazer em construir o conhecimento.
No mundo de hoje, as tecnologias são indispensáveis na educação das crianças e dos adolescentes. Eles ‘vivem’ tecnologias e quem não vive sonha em viver. É o mundo deles. Isto é fato.
A inserção das tecnologias de acordo com as necessidades da sala de aula só tem a trazer benefícios para o cenário da educação no Brasil.
O curso vem ao encontro para evitar com nossa aula seja a mesma aula que tem sido trabalhada a década, sabemos que precisamo inovar, com calma, reflexão, referencial teórico e com certeza o curso nos dará parâmetros para colocar em prática.
Estou começando o curso e gostando muito da proposta de ensino que o curso está proporcionando.
Estou iniciando o curso e achando essa proposta muito inovadora e interessante. Nos dias atuais os métodos de ensino tradicionais não acompanham toda a bagagem tecnológica que o aluno possui, tornando o ensino desestimulante
Não tinha noção do era Ensino Hibrido,estou gostando muito das novidades o ensino hibrido é transformador não só para os alunos que amadurecem seu protagonismo, mas principalmente para os educadores.
Eu estou conhecendo e aprendendo sobre o assunto hoje, estou achando muito interessante, penso que toda forma de ensino-aprendizagem que vier para acrescentar tanto de um lado como do outro deve ser considerada.
Já utilizo algumas ferramentas em minhas aulas, mas comecei a elaborar aulas híbridas agora. Tenho certeza que será um sucesso!
Estou começando o curso agora . A ideia de inovação do nosso sistema de ensino é de extrema importância. Espero poder utilizar o aprendizado deste curso na sala de aula.
Até o momento não tinha noção do era Ensino Hibrido.
O ensino hibrido é transformador não só para os alunos, mas principalmente para os professores.
Devemos estar sempre dispostos’ a mudanças, sempre em prol de uma melhor educaçao.
É interessante conhecer o novo, fazer a diferença.
Este novo formato de ensino é interessante cabe a nós professores analisar e planejar nossas ações. Para gerir a sala de aula.
Pelos textos que tenho lido sobre o Ensino Híbrido, sinto-me estimulado a conhecer mais e mais sobre o assunto. Acredito que com as ferramentas certas, utilizadas da maneira correta, é possível o professor, em sala de aula, conseguir atingir todos os alunos a e não apenas alguns. Atingir a todos os alunos, esse é o grande desafio do professor do século XXI.
O ensino híbrido por ser algo inovador gera vários questionamentos e dúvidas, mas na minha opinião o principal é favorecer a aprendizagem dos alunos.
Com o passar dos dias, TUDO na vida muda, não é a educação a única a ficar estagnada. Estamos décadas atrasados na educação.Precisamos mesmo, de pessoas ANOS LUZ A FRENTE, para ter coragem para iniciar o novo, mesmo que não seja tão novo quanto parece. Professores e alunos, estamos vivendo no século 21, precisamos de pensamentos ,ideias e ações que nos façam sentir que profissionais, crianças e jovens podemos querer e sermos mais, nesse mundo em permanente mudaça.
O ensino hibrido pode ser considerado mais livre e flexível, mas como o próprio autor Michel Horn aborda as avaliações e processos seletivos como vestibulares por exemplo precisam sair deste modelo apenas conteudista de “medir” pessoas. Texto muito interessante.
Eu gosto desse tipo de ensino, já fiz duas faculdades ead, uma pós mista, aulas com ensino hibrido e outras com o professor, não tive dificuldade alguma, gostei bastante, mas para utilizar essas metodologia nas escolas, me baseando nas escolas que eu trabalho, penso que irá demorar um pouco, a estrutura é totalmente desfavorável… uma pena!
Bom, há alguns anos fiz um curso universitário ead,e nem sabia que isso se tratava de ensino Hibrido,na verdade foi o curso que mais me deixou satisfeita até então.Acredito que essa nova forma de ensinar irá ampliar o conhecimento de várias pessoas, o que é necessário é incentivo e condições nas escolas para que isso aconteça.
Na verdade essa é a evolução para a educação.
Entendo que essa formação é para o Professor, porém, na prática deve alcançar o aluno, sua aprendizagem, seu interesse e motivação em estudar. Necessita fazer frente aos interesses que alcançam os alunos atraves das própias tecnologias e que os afastam da escola. Se essa missão for alcançada com essa nova formação, terá valido a pena.Toda nova perspectiva que surgir para ser aplicada na escola, deve levar o aluno a se interessar pela escola, não como uma instituição ou pelos professores, mas como um local onde ele possa se desenvolver, se formar, se tornar uma pessoa melhor, habilitada, construtiva, produtiva ser o senhor do seu própio destino.